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Advanta Seeds aposta em genética própria e amplia atuação no Brasil com foco em sorgo, canola, girassol e milho

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Diversificação de cultivos fortalece competitividade no campo

A diversificação da produção agrícola vem ganhando espaço no Brasil à medida que os produtores buscam maior rentabilidade, estabilidade e resiliência climática. Culturas como sorgo, canola, girassol e milho têm se destacado por sua adaptação ao clima tropical e pelo crescente interesse das indústrias de biocombustíveis e alimentos.

Apostando nesse cenário, a Advanta Seeds, empresa global especializada em melhoramento genético, vem intensificando sua presença no país com um plano estratégico iniciado em 2022, voltado ao fortalecimento de cultivos nos quais detém genética própria e reconhecimento internacional.

Estratégia focada em inovação e sustentabilidade

Sob a liderança do CEO Márcio Boralli, engenheiro agrônomo com mais de 20 anos de experiência no agronegócio, a companhia tem direcionado investimentos para cultivos que unem inovação, sustentabilidade e eficiência produtiva.

“A nova estratégia no Brasil foca em culturas onde possuímos diferencial competitivo, com genética desenvolvida internamente, permitindo oferecer produtividade e estabilidade mesmo diante das mudanças climáticas”, explica Boralli.

Sorgo: cultura-chave no avanço dos biocombustíveis

O sorgo é o eixo central da nova estratégia da Advanta no Brasil. Líder global no cultivo, a empresa aposta no potencial da cultura como alternativa de alto rendimento e baixa pegada de carbono, especialmente diante do crescimento do mercado de etanol e energia renovável.

Segundo Boralli, o sorgo vem conquistando novas áreas no país por sua resistência ao estresse hídrico e pela viabilidade em regiões onde a segunda safra de milho ainda não é consolidada. “Trabalhamos com cultivos que dialogam com o futuro do agro: baixo impacto ambiental e alta eficiência. O sorgo se encaixa perfeitamente nesse contexto”, afirma.

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Com genética própria, a Advanta desenvolveu híbridos de ciclo curto, com menos de 110 dias, que permitem o melhor aproveitamento das janelas climáticas e podem alcançar produtividades de até 9 toneladas por hectare. “Enquanto outros materiais levam até 150 dias para maturar, nossos híbridos garantem colheita mais rápida e eficiente, transformando o sorgo em uma cultura altamente rentável”, completa o executivo.

Novo impulso com exportação e produção de etanol

A abertura do mercado chinês para o sorgo e para os subprodutos DDG/DDGS marca um novo capítulo na cultura, ampliando a liquidez e as oportunidades de comercialização.

“Liquidez muda tudo — o produtor passa a ter previsibilidade, pode fechar contratos futuros e calcular sua rentabilidade com segurança”, ressalta Boralli. Além disso, o uso crescente do sorgo na produção de etanol, nos moldes já aplicados nos Estados Unidos, deve impulsionar o cultivo no Cerrado, especialmente após o encerramento da janela do milho safrinha.

Canola: avanço no Sul e expansão para o Cerrado

Outra frente estratégica da empresa é a canola, cultura que vem ganhando força no Sul do país e apresenta grande potencial na cadeia de biocombustíveis. Pioneira no desenvolvimento do primeiro híbrido de canola do mundo, a Advanta mantém programas avançados de melhoramento na Austrália e projetos de tropicalização em parceria com a Embrapa, voltados à adaptação da cultura ao Cerrado.

A empresa foi também a primeira a produzir sementes de canola no Brasil, reduzindo a dependência de importações e assegurando oferta no momento certo para o agricultor. “Nosso objetivo é ampliar a produção nacional, garantindo qualidade e disponibilidade de sementes para o produtor”, explica Boralli.

O plano inclui, ainda, a expansão para outros mercados da América do Sul, como Paraguai, Uruguai e Argentina, que apresentam demanda crescente por biocombustíveis.

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Girassol: cultura promissora nas novas fronteiras agrícolas

Com cerca de 60 mil hectares cultivados atualmente, o girassol é visto pela Advanta como uma cultura com alto potencial de expansão, sobretudo nas áreas do Cerrado. Estados como Goiás, Minas Gerais e Mato Grosso já registram excelente adaptação e desempenho do cultivo, que pode se consolidar como opção lucrativa de segunda safra.

O avanço das discussões sobre uso do óleo de girassol em biocombustíveis também tende a impulsionar o crescimento da cultura no país. “O girassol tem uma ótima performance no Cerrado e, com o aumento da demanda por energia limpa, deve ganhar ainda mais relevância”, afirma o CEO.

Milho: genética tropical 100% Advanta chega ao Brasil

Após uma década de desenvolvimento, a Advanta traz ao mercado brasileiro híbridos de milho totalmente próprios, resultado de anos de pesquisa em genética tropical. Até então, a empresa operava com materiais licenciados, mas agora passa a oferecer produtos desenvolvidos integralmente por seus programas de melhoramento.

“É um marco para a empresa e para o produtor brasileiro. Pela primeira vez, o agricultor terá acesso à genética exclusiva da Advanta, adaptada às condições do país”, afirma Boralli. Os primeiros testes comerciais ocorreram na última safrinha e os lançamentos oficiais estão previstos para a próxima temporada.

“Estamos prontos para competir com os principais players do mercado, oferecendo soluções genéticas de alta performance e sustentabilidade”, conclui o executivo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Setor cooperativo, que movimenta R$ 758 bilhões, ganha acesso a fundos regionais

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As 4.384 cooperativas brasileiras ganharam uma nova alternativa para financiar projetos de infraestrutura, armazenagem, industrialização e expansão das atividades econômicas. A Lei Complementar 231/2026 passou a permitir que essas organizações utilizem recursos dos fundos de desenvolvimento da Amazônia, do Nordeste e do Centro-Oeste.

A mudança, defendida pela Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) durante a tramitação no Congresso, alcança um setor que reúne 25,8 milhões de cooperados e gera mais de 578 mil empregos diretos. Segundo o levantamento mais recente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), referente a 2024, as cooperativas movimentaram R$ 757,9 bilhões e acumulavam R$ 1,39 trilhão em ativos.

O número de cooperativas contabilizadas pela OCB caiu de 4.509 para 4.384 entre os dois levantamentos mais recentes. O movimento, porém, não representa uma retração econômica do cooperativismo. No mesmo período, a quantidade de cooperados aumentou de 23,45 milhões para 25,8 milhões, enquanto os empregos diretos avançaram de 550,6 mil para 578 mil. O volume movimentado cresceu 9,5%, passando de R$ 692 bilhões para R$ 757,9 bilhões.

No agronegócio, a presença das cooperativas é ainda mais significativa. O país reúne 1.172 cooperativas agropecuárias, formadas por aproximadamente 1,1 milhão de produtores e responsáveis por 268 mil empregos diretos. O ramo movimentou R$ 438,3 bilhões em 2024, o equivalente a quase 58% de todo o cooperativismo nacional.

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Essas organizações respondem por mais da metade da originação de grãos e fibras no Brasil. Também possuem participação importante nas cadeias de leite, café, carnes, frutas e hortaliças, principalmente por reunir pequenos e médios produtores que, individualmente, teriam menor capacidade de armazenar, industrializar e comercializar a produção.

A nova legislação inclui expressamente as cooperativas entre os possíveis beneficiários do Fundo de Desenvolvimento da Amazônia (FDA), do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE) e do Fundo de Desenvolvimento do Centro-Oeste (FDCO). Até então, a ausência dessa previsão limitava a apresentação direta de projetos por essas organizações.

Na prática, uma cooperativa poderá buscar financiamento para construir ou ampliar silos, armazéns frigorificados, unidades de beneficiamento, fábricas de ração, laticínios, frigoríficos e agroindústrias. Os recursos também podem apoiar investimentos em energia, irrigação, logística e outras estruturas compartilhadas pelos cooperados.

O financiamento não será liberado automaticamente. As cooperativas precisarão apresentar projetos técnica e economicamente viáveis, enquadrados nas prioridades de desenvolvimento de cada região. As propostas serão avaliadas pelas superintendências regionais e pelos agentes financeiros responsáveis pela operação dos recursos.

Os três fundos não devem ser confundidos com o FNO, o FNE e o FCO, linhas constitucionais já utilizadas no crédito rural. O FDA, o FDNE e o FDCO são voltados principalmente a empreendimentos estruturantes, com potencial para gerar empregos, ampliar a atividade econômica e reduzir desigualdades regionais.

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Para a FPA, a mudança permite que os recursos cheguem a municípios nos quais o crédito tradicional ainda é restrito. A organização coletiva também possibilita que produtores dividam custos e executem projetos que dificilmente seriam viáveis de forma individual.

Presidente da FPA, o deputado Pedro Lupion afirmou que o acesso aos fundos amplia a capacidade de investimento das cooperativas e fortalece a geração de renda no interior. O vice-presidente da frente na Câmara, Arnaldo Jardim, destacou que a medida favorece projetos maiores de industrialização e comercialização, com maior agregação de valor à produção.

A Lei Complementar 231/2026 não cria novos gastos nem reserva uma parcela dos fundos exclusivamente para o cooperativismo. A mudança amplia o grupo de organizações autorizadas a disputar os recursos já disponíveis, conforme as regras de cada programa e a qualidade dos projetos apresentados.

Para os municípios produtores, o principal efeito esperado é a possibilidade de transformar uma parcela maior da produção no próprio interior. Em vez de apenas vender grãos, leite, café ou animais, as cooperativas poderão investir no armazenamento e na industrialização, mantendo empregos, renda e arrecadação mais próximos das propriedades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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