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Sumitomo Biorational Company é criada nos EUA para impulsionar soluções sustentáveis no agro da América Latina

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Em Libertyville, Illinois (EUA), foi anunciada a criação da Sumitomo Biorational Company LLC (SBC), juntamente com o Centro Global de Excelência para Inovação em Bioracionais. A empresa resulta da integração das unidades Valent BioSciences LLC, MGK e Valent North America LLC, referências mundiais em pesquisa, desenvolvimento e comercialização de reguladores de crescimento e soluções biológicas.

A SBC, subsidiária da Sumitomo Chemical, passará a operar sob a nova nomenclatura em abril de 2026, representando um avanço estratégico da companhia em regiões como o Brasil e América Latina, onde cresce a demanda por tecnologias de manejo fisiológico e soluções sustentáveis para a agricultura.

Expansão no Brasil e América Latina

Segundo Nairo Piña, CEO da Sumitomo Chemical América Latina, a criação da SBC permitirá acesso mais rápido a tecnologias sustentáveis, incluindo reguladores de crescimento, micro-organismos e extratos botânicos, alinhados às demandas globais e ao avanço da agricultura de baixo impacto.

No segmento de BioRacionais, o faturamento da Sumitomo Chemical Brasil cresceu 14% em 2024, e a expectativa é acelerar esse crescimento nos próximos anos com inovações que chegarão mais rapidamente através da rede global de pesquisa.

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Novas soluções para o agricultor

Mauro Alberton, diretor de Marketing e Desenvolvimento de Negócios Latam, destaca que a SBC reforça o compromisso da empresa em ampliar o conhecimento em fisiologia de plantas, aumentando a resistência das culturas a intempéries e potencial produtivo, oferecendo novas ferramentas de manejo ao agricultor brasileiro.

Alexandre Pires, diretor das operações da Sumitomo Chemical no Brasil, acrescenta que a consolidação vai expandir a oferta de soluções sustentáveis na região, aumentando a competitividade no setor de BioRacionais e promovendo práticas agrícolas mais eficientes e responsáveis.

Centro Global de Excelência em BioRacionais

De acordo com Luis Henrique Sanfelice Rahmeier, diretor de P&D, Regulatório e Sustentabilidade Latam, o Centro Global de Excelência vai fortalecer a agricultura regenerativa e práticas sustentáveis por meio da pesquisa e inovação. O centro permitirá desenvolver soluções integradas mais rapidamente, combinando biológicos, micro-organismos, extratos naturais e reguladores de crescimento, atendendo de forma mais eficiente às necessidades do produtor brasileiro.

Liderança da SBC

O executivo Shinsuke (Shin) Shojima assumirá a presidência e o cargo de CEO da SBC. Com mais de 35 anos de experiência em cargos executivos na Sumitomo Chemical, Shojima conduzirá as práticas globais de saúde agrícola e ambiental voltadas para tecnologias BioRacionais.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos

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Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.

Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.

No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.

Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.

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O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.

No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.

Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.

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Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.

Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.

A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.

O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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