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AGCO investe 54 milhões de euros na fábrica da AGCO Power na Finlândia e amplia produção sustentável
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A AGCO, líder global em máquinas agrícolas e tecnologia de precisão, anunciou um investimento de 54 milhões de euros na fábrica da AGCO Power em Linnavuori, Finlândia. O aporte faz parte do compromisso anterior de 70 milhões de euros da AGCO Corporation com a unidade e tem como objetivo ampliar a capacidade produtiva e reforçar práticas de economia circular.
As novas instalações incluem uma sala de usinagem de última geração para componentes de Transmissão Continuamente Variável (CVT) e cabeçotes do motor CORE da AGCO Power, além de um aumento da área de remanufatura, que permite maior produção de motores remanufaturados.
Linnavuori como centro global de especialização
A fábrica finlandesa produz motores para as marcas de tratores da AGCO – Fendt, Massey Ferguson e Valtra – e agora se consolida como centro global de especialização em motores da empresa. Segundo Kelvin Bennett, Vice-Presidente Sênior de Engenharia da AGCO, “investimos em tecnologia de ponta e soluções sustentáveis para apoiar agricultores em todo o mundo”.
A unidade, maior local de fabricação de engrenagens de transmissão da Finlândia, expandiu sua área em 5.600 metros quadrados, reforçando a capacidade produtiva da AGCO Power.
Remanufatura: economia circular consolidada
A remanufatura de motores, iniciada sistematicamente em 1990, é um pilar da estratégia de sustentabilidade da AGCO. Stefan Caspari, Vice-Presidente Sênior de Experiência do Cliente e Eficácia Comercial, destaca que “a expansão da remanufatura permite oferecer aos agricultores soluções econômicas para manutenção de máquinas existentes, além de novos equipamentos”.
Hoje, mais de 1.000 motores são remanufaturados anualmente; com a expansão, a capacidade máxima chegará a 2.500 motores por ano. De acordo com Jussi Rinne, Diretor de Qualidade e Pós-Venda, “até 80% da massa do motor é reutilizada, incluindo todos os componentes de ferro fundido, reduzindo significativamente as emissões de carbono em comparação à fabricação de novos motores”.
Além de motores remanufaturados, Linnavuori produz blocos de motores a gás e motores marítimos, consolidando sua importância no portfólio global da AGCO.
Investimentos em energia sustentável
Em 2024, a AGCO Power inaugurou em Linnavuori um laboratório de energia limpa, dedicado ao desenvolvimento de motores com menor emissão de carbono. As novas instalações de usinagem e a expansão da remanufatura complementam essa iniciativa, reforçando o compromisso da empresa com soluções de geração de energia sustentável.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Rentabilidade do arroz pode provocar forte redução de área no Brasil e acende alerta para safra 2026/27
A baixa rentabilidade da produção de arroz pode desencadear uma das maiores reduções estruturais de área cultivada dos últimos anos no Brasil, especialmente no Rio Grande do Sul, principal estado produtor do cereal. O cenário é apontado por análises de mercado e reflete a combinação de preços pressionados, custos elevados e margens negativas persistentes.
De acordo com o analista e consultor da Safras & Mercado, Evandro Oliveira, mesmo com uma menor pressão vendedora após a colheita, o setor ainda enfrenta forte desequilíbrio econômico.
Preços seguem abaixo dos custos e mantêm margens negativas
Segundo o especialista, a atual formação de preços continua insuficiente para cobrir os custos de produção e permanece abaixo do preço mínimo oficial, o que mantém a relação de troca desfavorável ao produtor.
Esse cenário prolongado reduz a atratividade da orizicultura e amplia o desestímulo para investimentos na próxima safra. A consequência direta é o aumento das discussões sobre migração de áreas de arroz para culturas como soja e outras alternativas mais rentáveis.
Migração de área pode se intensificar no Sul do país
A tendência de mudança de culturas ganha força principalmente no Rio Grande do Sul, onde produtores buscam maior previsibilidade financeira e redução de riscos. Além disso, o menor volume de estoques de passagem também influencia o comportamento do mercado, mas sem ser suficiente para reverter a pressão de rentabilidade.
Caso o movimento de substituição de áreas se consolide, o setor pode enfrentar uma das maiores reduções estruturais de área cultivada dos últimos anos.
Projeções indicam queda na área e possível impacto na produção
As estimativas iniciais para a safra 2026/27 apontam retração de pelo menos 5% na área plantada, com projeções variando entre 830 mil e 850 mil hectares no Rio Grande do Sul.
No cenário projetado por analistas, uma queda mínima de produtividade média nacional, combinada com a redução de área, pode levar a produção brasileira para níveis próximos ou até abaixo de 10 milhões de toneladas.
Ainda assim, estoques de passagem estimados em cerca de 2 milhões de toneladas devem ajudar a amortecer eventuais impactos mais fortes na oferta interna.
Oferta e demanda projetadas indicam ajuste no mercado
As projeções para 2027 indicam uma oferta total próxima de 13,3 milhões de toneladas, abaixo das cerca de 14,2 milhões de toneladas estimadas para 2026. Isso representa uma redução potencial de quase 1 milhão de toneladas no período.
Preços do arroz têm leve alta semanal no RS
No mercado físico, a saca de 50 quilos de arroz no Rio Grande do Sul (58/62% de grãos inteiros, pagamento à vista) encerrou a quinta-feira (25) cotada a R$ 59,45, alta de 1,40% na comparação semanal.
Em relação ao mês anterior, o recuo foi de 0,21%, enquanto na comparação com o mesmo período de 2025, a desvalorização chega a 10,39%, reforçando o cenário de pressão sobre a rentabilidade do setor.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio


