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Agora o Pará se une à ofensiva jurídica contra a Moratória da Soja

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Ontem (23.07) o portal Pensar Agro noticiou que o Tocantins propôs lei para proteger os produtores rurais, hoje a notícia vem do Pará. A Associação dos Produtores de Soja do Pará (Aprosoja-PA) decidiu ingressar com ação judicial contra a Moratória da Soja, ampliando o movimento iniciado por Mato Grosso e Rondônia. A decisão, aprovada por unanimidade em assembleia, marca uma nova etapa na disputa entre o setor produtivo e as regras impostas por grandes empresas compradoras de grãos.

A Moratória da Soja, criada em 2006 por tradings e ONGs, proíbe a aquisição de soja cultivada em áreas do Bioma Amazônia desmatadas após julho de 2008, ainda que dentro dos parâmetros do Código Florestal. Para os produtores do Pará — segundo estado com maior área de soja na região — essa restrição compromete a atividade legal, mina a competitividade e impõe sanções privadas fora do alcance das leis brasileiras.

Na avaliação da Aprosoja-PA, produtores têm sido impedidos de produzir, mesmo seguindo as normas ambientais nacionais. A entidade critica o que chama de práticas anticompetitivas, como a criação de listas negativas compartilhadas entre empresas e critérios “extralegais” que prejudicam produtores regulares.

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A ofensiva paraense será coordenada por uma frente jurídica nacional que reúne representantes de várias Aprosojas estaduais, com apoio técnico e político. O objetivo é garantir segurança jurídica, previsibilidade e valorização do produtor rural que atua dentro da legalidade.

A contestação ocorre em meio à entrada em vigor de novas exigências internacionais, como o regulamento europeu de produtos livres de desmatamento (EUDR), previsto para dezembro. As tradings alegam que a moratória é um diferencial competitivo, especialmente no mercado europeu, que absorve cerca de 14% da soja brasileira.

Do lado oposto, os produtores veem a imposição como um entrave à soberania e ao direito de produzir. Relatórios apontam que empresas signatárias da moratória receberam bilhões em incentivos fiscais, mesmo limitando a atuação de produtores brasileiros em áreas regularizadas.

Com o Pará agora engajado na disputa judicial, ganha força o debate sobre o equilíbrio entre responsabilidade ambiental e segurança jurídica. A expectativa do setor é que as ações levem à revisão das atuais práticas, devolvendo ao produtor o direito de operar dentro da lei — sem restrições impostas por acordos privados celebrados fora do marco legal nacional.

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Fonte: Pensar Agro

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Ministro André de Paula lança Programa de Integração Produtiva e Logística Brasil-Bolívia-Pacífico

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O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, lança, na próxima terça-feira (23), às 10h, na sede do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), em Brasília, o Programa de Integração Produtiva e Logística Brasil-Bolívia-Pacífico.

A iniciativa estratégica busca fortalecer a competitividade das cadeias produtivas das regiões Centro-Oeste e Norte do Brasil, ampliando as alternativas para o escoamento da produção agropecuária nacional por meio de rotas logísticas que integram o território boliviano e alcançam os portos do Oceano Pacífico.

O programa contribuirá para ampliar o acesso do agronegócio brasileiro aos mercados asiáticos e da região do Pacífico, promovendo maior eficiência logística, redução de custos de transporte e incremento da competitividade dos produtos brasileiros no comércio internacional.

SERVIÇO

Lançamento do Programa de Integração Produtiva e Logística Brasil-Bolívia-Pacífico

Data: 23 de junho (terça-feira)
Horário: 10h
Local: Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) – Brasília (DF)

Informações à imprensa

[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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