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Agricultura digital cresce três vezes mais rápido e coloca Brasil como protagonista global
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A agricultura digital vem se consolidando como peça-chave para enfrentar o desafio global de produzir alimentos de forma sustentável. De acordo com um novo relatório do Observatório de Patentes e Tecnologia da Organização Europeia de Patentes (OEP), os pedidos de patentes no setor têm avançado a uma taxa média de 9,4% ao ano, crescimento três vezes superior ao observado em outras áreas tecnológicas.
Agricultura digital ganha força no mundo
O documento mostra que a adoção de soluções digitais transformou a forma de produzir alimentos diante do aumento da demanda global. Entre as principais tendências estão imagens e sensoriamento remoto, automação de processos, uso de drones e inteligência artificial (IA) para monitoramento e tomada de decisão.
Segundo o presidente da OEP, António Campinos, o setor vive um avanço sem precedentes:
“Ao alinhar pesquisa e tecnologias às necessidades do mundo real e fortalecer a cooperação global, apoiados por um sistema de patentes sólido e plataformas abertas de conhecimento, podemos construir sistemas alimentares resilientes e justos”, destacou.
Brasil se destaca na produção e inovação
O estudo ressalta o protagonismo do Brasil, que produz alimentos suficientes para abastecer 11% da população mundial. Além de sua relevância produtiva, o país tem fortalecido sua posição como polo de inovação digital no agronegócio.
Na América Latina, o avanço é ainda mais expressivo. Entre 2000 e 2022, a região registrou crescimento anual médio de 11% em pedidos de patentes, superando inclusive a América do Norte em ritmo de expansão.
Um levantamento do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) mostra que o Brasil ocupa a nona posição mundial em patentes de agricultura sustentável. No país, 15,7% das invenções estão relacionadas à agricultura digital, percentual acima da média global.
“O agronegócio brasileiro é altamente tecnológico e segue ampliando sua capacidade de inovação. O INPI tem papel central ao estimular o uso estratégico da propriedade intelectual, inclusive na Amazônia, para gerar emprego, renda e desenvolvimento”, afirmou Julio César Moreira, presidente do INPI.
Europa mantém liderança em patentes
A Europa segue na dianteira em inovação, sustentada por um ecossistema com 194 startups e 125 universidades dedicadas à agricultura digital. Já a Ásia ultrapassou a América do Norte em registros de patentes em 2020, demonstrando forte crescimento da região.
O relatório também projeta que, até 2050, a América Latina poderá responder por até 60% da oferta mundial de frutas e hortaliças, segundo estimativas do World Economic Forum (2024). Países como Brasil, Chile, Colômbia, Peru e México já se destacam na adoção de tecnologias agrícolas sustentáveis.
Tecnologias que estão transformando o campo
A pesquisa aponta que inovações como imagens de satélite, sensores, automação, drones e IA já estão remodelando as operações agrícolas. Só em 2022, 88% dos depósitos de patentes vieram da indústria privada, com destaque para gigantes como John Deere (EUA), CNH Industrial (Holanda/Reino Unido), Claas (Alemanha), Kubota (Japão) e Amazonen Werke (Alemanha).
Embrapa lidera inovação digital no Brasil
No cenário nacional, a Embrapa Agricultura Digital ocupa posição de destaque. A unidade é responsável por desenvolver softwares, sistemas de monitoramento e aplicativos que auxiliam produtores na gestão agrícola.
Um dos projetos mais relevantes é o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC), aplicativo que ajuda agricultores a identificar as regiões e períodos de plantio mais adequados. Baseado em modelos agrometeorológicos, o sistema calcula a probabilidade de perdas por eventos climáticos extremos, oferecendo suporte estratégico para reduzir riscos e garantir maior resiliência às lavouras.
Desafios futuros
Com a população mundial estimada em mais de 10 bilhões até 2050, o relatório reforça que a integração de tecnologias digitais será essencial para assegurar a produção de alimentos de maneira sustentável, resiliente e eficiente.
Mais informações
- Relatório completo: “Agricultura Digital – Rumo à Segurança Alimentar Sustentável”
- Plataforma de Tecnologia em Agricultura Digital
- Deep Tech Finder (DTF)
- Observatório de Patentes e Tecnologia da OEP
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Ministro Edipo Araujo destaca políticas para pesca e aquicultura na Bahia
O ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, cumpriu nesta quarta-feira (30) agenda na Bahia com foco no fortalecimento da aquicultura, da pesca artesanal e das políticas públicas voltadas aos trabalhadores das águas. A programação teve início em Camaçari, com visita a modelos produtivos do Sisteminha Embrapa, e seguiu em Salvador, onde o ministro se reuniu com pescadores artesanais, aquicultores familiares e lideranças do setor para apresentar o Pronaf Azul e entregar autorizações de pesca de embarcações por meio do Programa Nacional de Regularização de Embarcação de Pesca (PROPESC).
Em Camaçari, o ministro conheceu instalações do Sisteminha implantadas por um grupo beneficiado por edital destinado a Organizações da Sociedade Civil para o desenvolvimento de atividades de aquicultura. O modelo integra a criação de tilápia com a produção de hortaliças, promovendo o aproveitamento dos recursos e a diversificação da produção. Para Edipo Araujo, a experiência demonstra como as políticas públicas podem produzir resultados diretamente nos territórios. “A gente consegue ver a política pública chegando na ponta e mudando a vida das pessoas”, afirmou.
O ministro também destacou que a iniciativa ultrapassa o incentivo à produção aquícola ao dialogar com outras políticas públicas, como segurança alimentar, igualdade racial, direitos humanos e cidadania. “Mostra uma transversalidade muito grande de uma política que era simplesmente para que a gente pudesse cultivar tilápia, mas ela dialoga para além da nossa área setorial”, ressaltou.
Pronaf Azul amplia acesso ao crédito
Em Salvador, a agenda foi dedicada à apresentação do Pronaf Azul, linha de crédito específica para os públicos da pesca e da aquicultura inserida no Plano Safra. A política contempla três modalidades: Pronaf B, Pronaf Mais Alimentos e Pronaf Custeio.
De acordo com o ministro, o Pronaf B possui taxa de juros de 0,5% ao ano, enquanto as modalidades Mais Alimentos e Custeio têm juros de 2% ao ano. As condições incluem prazos de pagamento que podem chegar a três anos para custeio e dez anos para investimentos, com possibilidade de financiamento de até R$ 250 mil.
Durante o encontro com representantes do setor, Edipo Araujo ressaltou a importância de ampliar os instrumentos de financiamento para fortalecer a produção de pescado e a oferta de alimentos. “Estamos reunidos com os pescadores artesanais, aquicultores familiares, para falar dessa política pública que é tão necessária para fomentar cada vez mais o alimento que menos impacta o meio ambiente”, afirmou.
PROPESC entrega autorizações de pesca
A programação em Salvador também contou com a entrega de autorizações de pesca de embarcações no âmbito do Programa de Regularização do PROPESC. Segundo o ministro, a iniciativa promoveu a desburocratização do processo e ampliou o prazo de validade das autorizações para dez anos. “Entregamos em mãos aos nossos usuários da pesca artesanal uma autorização de dez anos”, destacou Edipo Araujo.
A agenda na Bahia reforça a atuação do Ministério da Pesca e Aquicultura na implementação de políticas públicas voltadas à produção de alimentos, ao acesso ao crédito, à regularização da atividade pesqueira e ao fortalecimento da aquicultura familiar, aproximando as ações do Governo Federal das realidades dos territórios.
Élen Gorski
Ministério da Pesca e Aquicultura
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