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Agro brasileiro mantém crescimento nos últimos cinco anos e projeta recuperação para 2026
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O setor agropecuário brasileiro tem registrado crescimento contínuo nos últimos cinco anos, mesmo enfrentando oscilações pontuais em determinadas regiões. O Valor Bruto da Produção (VBP) de Mato Grosso, por exemplo, passou de R$ 186,9 bilhões em 2020 para uma projeção de R$ 220,9 bilhões em 2025, apesar das quedas observadas em 2023 e 2024.
No Paraná, a combinação equilibrada entre lavoura e pecuária mantém resultados estáveis, com previsão de R$ 156,6 bilhões para 2025. Já em São Paulo, a produção agropecuária deve alcançar R$ 158,6 bilhões, impulsionada principalmente por culturas como cana-de-açúcar e cítricos.
Análise de dados como ferramenta estratégica
Diante da diversidade de cenários regionais, o uso de dados precisos e segmentados se torna essencial para antecipar tendências do mercado. Luiz Almeida, diretor de Operações Agro da EEmovel, destaca que o cruzamento de informações públicas com dados de sensoriamento remoto permite compreender com maior precisão as movimentações regionais.
“Fomos pioneiros ao consolidar e disponibilizar dados de mercado de forma integrada, garantindo análises completas sobre produtividade, área plantada e potencial financeiro de cada município, estado ou região”, afirma Almeida.
Diferenças regionais na produção agrícola
O perfil produtivo dos estados brasileiros mostra particularidades marcantes. Mato Grosso concentra 79% de sua produção em lavoura, com forte presença de soja e milho. O Paraná mantém quase equilíbrio entre pecuária e grãos, reduzindo vulnerabilidade a oscilações de preços internacionais ou impactos climáticos.
Em São Paulo, a área cultivada cresceu de 8,6 milhões para 11,7 milhões de hectares entre 2020 e 2025, consolidando o estado como polo estratégico para culturas de alto valor agregado.
Perspectivas para 2026
Para o próximo ano, o setor projeta recuperação e fortalecimento da diversificação como estratégia de mitigação de riscos e expansão de oportunidades.
“O agro brasileiro prova sua resiliência a cada safra. A combinação entre tecnologia, aumento de produtividade e maior integração de cadeias de valor tende a consolidar um ciclo de crescimento mais sustentável e competitivo nos próximos anos”, conclui Luiz Almeida.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Setor produtivo e bancos vão travar batalha de R$ 130 bilhões semana que vem no Senado
A votação do projeto de lei que autoriza a renegociação de dívidas rurais, prevista para a próxima quarta-feira (10.06), tornou-se o ponto central das articulações do setor produtivo em Brasília. Enquanto entidades que representam o campo — como a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e associações de produtores como a Aprosoja — intensificam o trabalho junto ao parlamento para assegurar a aprovação do texto com condições viáveis de pagamento, o sistema bancário iniciou uma ofensiva para limitar o alcance da medida.
O setor produtivo argumenta que a renegociação é uma necessidade estratégica para a manutenção da atividade agropecuária no País, diante de um cenário de custos elevados e margens apertadas. A proposta defendida pelos produtores busca um fôlego financeiro essencial para o setor, com prazos de pagamento mais longos e taxas de juros controladas, garantindo que o ciclo produtivo não seja interrompido por desequilíbrios financeiros conjunturais. A mobilização, organizada pelas redes sociais, reflete o peso do setor na economia nacional e o temor de que o crédito rural sofra uma contração ainda maior sem a reestruturação dos passivos.
Do outro lado, as instituições financeiras, representadas pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e pela Confederação Nacional das Instituições Financeiras (Fin), buscam apresentar um substitutivo. O sistema bancário argumenta que a amplitude do projeto original, aprovado em comissão na semana passada, poderia gerar riscos à segurança jurídica e à previsibilidade do crédito. A proposta dos bancos para “calibrar” o projeto inclui travar o benefício a um teto de R$ 10 milhões por CPF, restringir o escopo a dívidas de 2024 em diante e reduzir drasticamente o período de suspensão de vencimentos.
A disputa técnica centra-se no impacto financeiro e na governança dos contratos. Enquanto os bancos alegam complexidade operacional e riscos de “estímulos indevidos à inadimplência” com os prazos de até 13 anos e juros de 7,5%, os representantes do campo defendem que as regras de enquadramento devem ser amplas o suficiente para atender quem realmente precisa, excluindo apenas situações sem relação direta com a atividade econômica financiada.
A articulação política no Senado segue intensa. O setor produtivo aguarda a definição da pauta para esta semana, ciente de que o texto final poderá sofrer ajustes para acomodar as pressões do sistema bancário, mas mantendo a defesa de que a funcionalidade do sistema de crédito rural não deve ser usada como pretexto para impedir o socorro necessário ao produtor que movimenta a economia brasileira.
Fonte: Pensar Agro
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