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Agro global: bolsas sobem, dólar se aproxima de R$ 5 e E32 impulsiona etanol enquanto déficit de armazenagem exige R$ 148 bilhões

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O agronegócio brasileiro inicia a semana inserido em um cenário de otimismo moderado nos mercados globais, ao mesmo tempo em que enfrenta desafios estruturais internos, como o déficit de armazenagem de grãos, e acompanha movimentos estratégicos no setor de energia, como o avanço da mistura de etanol na gasolina para 32% (E32).

Bolsas globais sustentam apetite por risco

Os mercados internacionais seguem influenciando diretamente o ambiente de negócios do agro. Em Dow Jones Industrial Average, houve alta de 1,62%, aos 49.652 pontos, enquanto o S&P 500 avançou 1,02%, aos 7.209 pontos, e o Nasdaq Composite subiu 0,89%, aos 24.892 pontos, impulsionados por resultados corporativos robustos.

Na Europa, o STOXX Europe 600 teve ganho de 0,35%, com destaque para o FTSE 100 (+1,03%) e o DAX (+0,28%). Já o CAC 40 recuou 0,59%.

Na Ásia, o desempenho foi misto. O Hang Seng Index fechou em alta recente de 1,24%, puxado pelo setor de tecnologia, enquanto o Nikkei 225 subiu 0,38%. Já o KOSPI avançou com força, 5,12%, refletindo maior apetite ao risco na região.

Ibovespa acompanha exterior e dólar se aproxima de R$ 5

No Brasil, o Ibovespa futuro abriu esta segunda-feira (4) em leve alta de 0,30%, próximo aos 190.570 pontos, em movimento de ajuste após o feriado do Dia do Trabalho.

O câmbio também segue no radar: o dólar registra leve valorização de 0,10%, sendo cotado a R$ 4,9577, em linha com o movimento global da moeda americana. O comportamento da divisa é um fator-chave para o agronegócio, impactando diretamente exportações, custos de insumos e margens do produtor.

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Déficit de armazenagem pressiona logística do agro

Apesar do cenário financeiro mais favorável, o Brasil ainda enfrenta gargalos estruturais relevantes. Um dos principais é o déficit de armazenagem de grãos, que deve atingir 135 milhões de toneladas na safra 2025/26.

Com produção estimada em 357 milhões de toneladas e capacidade estática de apenas 223 milhões de toneladas, o país precisaria investir cerca de R$ 148 bilhões para eliminar o déficit.

O problema compromete a eficiência no pós-colheita, eleva custos logísticos e reduz a competitividade internacional. Atualmente, apenas 16% da armazenagem está localizada nas fazendas, muito abaixo de países como os Estados Unidos, onde esse índice chega a 65%.

Na prática, a limitação faz com que caminhões e estruturas improvisadas sejam utilizados como alternativa, pressionando fretes e portos.

E32 fortalece etanol e amplia demanda por biocombustíveis

Em paralelo, o setor energético avança com a proposta de aumento da mistura de etanol anidro na gasolina para 32% (E32), medida que deve ser analisada pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE).

A iniciativa pode elevar a demanda por etanol em cerca de 850 milhões de litros por ano, contribuindo para absorver o crescimento da produção, estimado em mais de 4 bilhões de litros na safra atual.

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Além de reduzir a necessidade de importação de gasolina, o E32 fortalece a segurança energética e amplia a competitividade do etanol hidratado, tornando-o mais atrativo ao consumidor.

Brasil avança em bioenergia e descarbonização

O avanço da mistura reforça o protagonismo do Brasil na transição energética global. O país já é referência no uso de biocombustíveis, tanto pela elevada participação do etanol na gasolina quanto pela ampla frota de veículos flex fuel.

A medida também está alinhada ao programa Combustível do Futuro, que prevê o aumento gradual da mistura até 35% (E35), além de incentivar novas frentes como o combustível sustentável de aviação (SAF) e o bio bunker.

Cenário integrado: oportunidades e desafios

O atual contexto mostra um agronegócio inserido em um ambiente global mais favorável, com bolsas em alta e liquidez internacional sustentando o apetite por risco. No entanto, desafios internos, como a deficiência logística e a necessidade de investimentos em infraestrutura, ainda limitam o pleno aproveitamento desse cenário.

Ao mesmo tempo, o avanço dos biocombustíveis abre novas oportunidades de crescimento, consolidando o Brasil como potência não apenas na produção de alimentos, mas também na geração de energia renovável.

A combinação entre mercados aquecidos, câmbio competitivo e inovação energética tende a definir os rumos do agro brasileiro nos próximos ciclos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Negociação entre os dois países vai discutir sobretaxas de até 37,5%

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Açúcar, pescados e produtos de madeira estão entre os segmentos do agronegócio que poderão se beneficiar de um eventual acordo comercial entre Brasil e Estados Unidos. Os dois países decidiram criar um grupo de trabalho para discutir as barreiras ao comércio bilateral, abrindo uma nova etapa de negociação sobre cobranças adicionais que, para determinados produtos, chegam a 37,5%. Ainda não houve anúncio de redução das tarifas.

O peso dessas medidas é desigual dentro do setor. Enquanto o açúcar enfrenta sobretaxa de 25% e os pescados estão sujeitos à cobrança adicional de 12,5%, vários tipos de madeira, gorduras e óleos podem ser alcançados pela soma das duas alíquotas. Para esses exportadores, a negociação representa a possibilidade de recuperar competitividade no mercado americano.

Outras cadeias importantes do agro foram preservadas das medidas. Segundo levantamento divulgado em julho pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), café, carnes, suco de laranja, frutas e a maior parte das exportações de celulose estão entre as mercadorias excluídas dessas sobretaxas. A distinção é relevante porque as restrições não atingem todos os produtos brasileiros da mesma forma.

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A criação do grupo foi acertada na quarta-feira (30), em Milwaukee, no estado americano de Wisconsin. Participaram da reunião os ministros Mauro Vieira, das Relações Exteriores, e Márcio Elias Rosa, do Mdic, além do representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer. O encontro ocorreu durante a reunião de ministros do Comércio do G20.

O próximo movimento cabe a Washington, que deverá apresentar nas próximas semanas um documento com os temas propostos para a negociação. Além das tarifas, o trabalho deverá abranger outros entraves às trocas comerciais. O comunicado brasileiro não detalhou quais produtos serão discutidos nem estabeleceu uma data para a conclusão de um acordo.

As sobretaxas anunciadas em julho resultam de duas investigações conduzidas pelos Estados Unidos. Uma delas trata de práticas comerciais brasileiras contestadas pelo governo americano, incluindo as condições de acesso ao mercado de etanol. A outra envolve exigências americanas para impedir a importação de mercadorias produzidas com trabalho forç

Fonte: Pensar Agro

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