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Agronegócio buscará perfis técnicos e financeiros em 2026 diante de margens apertadas e crédito caro

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Com margens estreitas, custo de produção elevado e acesso restrito ao crédito, o agronegócio brasileiro entra em 2026 enfrentando um dos momentos mais desafiadores das últimas décadas. A avaliação é do Grupo Hub, consultoria de recrutamento e seleção com mais de dez anos de atuação, que prevê uma mudança significativa no perfil de profissionais demandados pelo setor.

A tendência, segundo a empresa, é que funções técnicas e financeiras ganhem protagonismo, com maior procura por especialistas em finanças, logística, exportação, inteligência de mercado e eficiência operacional.

Agro vive o cenário mais desafiador em 50 anos

De acordo com Breno Arantes, sócio-gerente de Indústria, Mineração e Agro do Grupo Hub, o setor ainda sente os efeitos de dois anos consecutivos de pressão.

“O Agro passa por um dos períodos mais difíceis dos últimos 50 anos. Tivemos queda no preço das commodities, custos de produção em alta, crédito restrito e impactos climáticos da La Niña. Esse cenário exige contratações mais estratégicas”, explica.

O especialista ressalta que o período pós-pandemia gerou um excesso de otimismo. Com preços elevados e custos baixos, muitos produtores ampliaram operações e assumiram dívidas, que se tornaram mais pesadas com o aumento dos juros. Agora, com margens comprimidas e concorrência internacional crescente, a eficiência operacional será determinante para manter a competitividade em 2026.

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Quatro tendências que devem moldar o mercado de trabalho do Agro em 2026

O levantamento do Grupo Hub aponta quatro fatores que devem definir o perfil das contratações no setor ao longo do próximo ano:

  • Crédito caro e escasso: aumento da necessidade de profissionais capazes de estruturar financiamentos, renegociar dívidas e fortalecer a gestão financeira.
  • Gestão de risco e hedge: valorização de especialistas em câmbio e commodities, para garantir previsibilidade de resultados e proteção de margens.
  • Diversificação internacional: crescimento da demanda por profissionais de comércio exterior, exportação e inteligência comercial, impulsionado por novos mercados e acordos comerciais.
  • Busca por eficiência: expansão de vagas nas áreas de logística, suprimentos, dados e planejamento, voltadas à redução de custos e aumento da produtividade.

Segundo Arantes, esse contexto cria uma oportunidade única para a migração de talentos de outros setores.

“Há uma demanda enorme por profissionais de finanças, marketing, tecnologia, logística e inteligência de mercado. Antes, essas áreas eram secundárias no Agro — hoje, são vitais. Quem trouxer experiências de outros segmentos pode se destacar muito”, avalia.

Cargos mais procurados para 2026

Entre as funções mais demandadas, o Grupo Hub destaca:

  • Gerentes financeiros, com experiência em crédito estruturado e planejamento orçamentário;
  • Especialistas em hedge cambial e de commodities, voltados à gestão de riscos e proteção de margens;
  • Profissionais de comércio exterior, impulsionados pela diversificação de mercados e possíveis acordos com a União Europeia;
  • Executivos e analistas de logística e suprimentos, essenciais para otimizar o escoamento da produção;
  • Analistas de dados e inteligência de mercado, focados em competitividade, análise de tendências e apoio estratégico a decisões comerciais.
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Consolidação e novas oportunidades marcam o cenário para 2026

O Grupo Hub também prevê um movimento de consolidação no setor, com grandes empresas adquirindo médias e pequenas, o que deve gerar novas oportunidades de carreira.

Apesar dos desafios, a consultoria acredita que 2026 será um ano de preparação para um novo ciclo de crescimento, projetado para 2027 e 2028.

“Mesmo com margens apertadas, muitas empresas vão crescer e precisar de profissionais mais maduros e especializados para sustentar esse avanço. 2026 será um ano difícil, mas também cheio de oportunidades”, conclui Arantes.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Preço do trigo sobe no Sul do Brasil e menor oferta pode ampliar importações em 2026

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O mercado brasileiro de trigo iniciou junho com viés de alta nos principais estados produtores da Região Sul. A combinação entre menor área cultivada, redução dos investimentos em tecnologia e expectativa de safra mais enxuta tem sustentado a valorização do cereal, especialmente no Rio Grande do Sul, onde os preços avançaram para entregas nos próximos meses.

De acordo com levantamento da TF Agroeconômica, os negócios envolvendo trigo de melhor qualidade registraram maior movimentação durante a semana, enquanto compradores e vendedores seguem atentos ao equilíbrio entre oferta disponível e necessidade de abastecimento dos moinhos.

Trigo gaúcho registra valorização para julho e agosto

No Rio Grande do Sul, o trigo branqueador foi negociado ao redor de R$ 1.450 por tonelada. Já o trigo pão apresentou indicações de R$ 1.350 por tonelada para entrega em junho e R$ 1.370 para os meses de julho e agosto.

O trigo argentino também ganhou valor no mercado gaúcho. Em Canoas, as negociações ocorreram a US$ 300 por tonelada, avanço de US$ 5 em relação à semana anterior.

Para a safra nova, produtores passaram a elevar as pedidas diante da perspectiva de menor produção. As ofertas para setembro alcançaram R$ 1.500 por tonelada, embora ainda não tenham sido registrados negócios nessas condições.

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Menor produção pode aumentar dependência de importações

A consultoria destaca que a redução da área cultivada e o menor nível de investimento tecnológico podem provocar queda significativa na produção nacional de trigo.

As estimativas apontam uma colheita próxima de 6,5 milhões de toneladas, enquanto as importações podem atingir cerca de 6,75 milhões de toneladas. Esse cenário tende a aproximar os preços internos dos valores praticados no mercado internacional, aumentando a influência das cotações externas sobre o mercado doméstico.

No abastecimento dos moinhos, os volumes para junho já estão praticamente contratados. Para julho, a cobertura gira em torno de 40%, enquanto compradores começam a direcionar suas atenções para as necessidades de agosto.

No mercado de balcão gaúcho, o destaque ficou para Panambi, onde a cotação avançou para R$ 66 por saca.

Santa Catarina mantém estabilidade com ajustes pontuais

Em Santa Catarina, o mercado operou de forma mais equilibrada, com negócios pontuais e poucas alterações expressivas.

Os preços do trigo local variaram entre R$ 1.350 e R$ 1.400 por tonelada FOB. O cereal oriundo do Rio Grande do Sul foi ofertado entre R$ 1.350 e R$ 1.450 FOB.

Nas negociações de balcão, as cotações permaneceram estáveis em municípios como Canoinhas, Rio do Sul, Joaçaba e São Miguel do Oeste. Já Chapecó e Xanxerê registraram elevações nos preços pagos ao produtor.

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Paraná enfrenta resistência para novas altas

No Paraná, a forte concorrência entre as indústrias de farinha continua limitando reajustes mais expressivos para o trigo.

Os vendedores mantêm pedidas próximas de R$ 1.500 por tonelada, mas os últimos negócios efetivamente realizados ocorreram em torno de R$ 1.400 FOB no norte do estado.

O trigo branqueador permanece próximo de R$ 1.450 FOB, enquanto as referências para a safra nova variam entre R$ 1.320 e R$ 1.350 FOB para entregas programadas para setembro.

Já o trigo argentino nacionalizado nos portos brasileiros segue cotado ao redor de US$ 295 por tonelada, mantendo competitividade frente ao produto nacional.

Mercado acompanha oferta e demanda para os próximos meses

Com a perspectiva de uma safra menor e a necessidade crescente de importações, o mercado de trigo brasileiro entra no segundo semestre atento à evolução das lavouras e ao comportamento dos preços internacionais.

A tendência é de manutenção da volatilidade, especialmente diante da redução da oferta interna e do aumento da dependência do cereal importado para garantir o abastecimento da indústria moageira nacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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