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Agronegócio cresce 6,49 % no 1º trimestre e já representa quase um terço do PIB brasileiro
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O agronegócio brasileiro iniciou o ano de 2025 em ritmo acelerado, registrando uma alta de 6,49 % no Produto Interno Bruto (PIB) do setor durante o primeiro trimestre. Esse desempenho dá continuidade à recuperação que começou nos últimos meses de 2024 e fortalece a projeção de que o agro deve representar cerca de 29,4 % da economia nacional até o fim do ano, superando de forma significativa a participação de 23,5 % registrada em 2024.
O resultado positivo é reflexo do bom desempenho tanto do ramo agrícola quanto do pecuário. A agricultura avançou 5,59 %, impulsionada pela melhora nos preços médios e pela oferta ampliada de produtos como café, milho, soja, trigo e outras culturas. Já a pecuária apresentou crescimento ainda mais robusto, com alta de 8,50 %. Esse aumento foi sustentado pela valorização dos preços recebidos pelos produtores de bovinos, leite, suínos e ovos, além de uma elevação moderada nos volumes produzidos.
A análise por segmentos da cadeia do agronegócio revela que o setor de insumos registrou crescimento de 4,45 % no trimestre. Destaca-se o desempenho da indústria de fertilizantes e corretivos, que teve um salto expressivo de 43,38 %, apoiado pelo aumento dos preços e pela produção recorde. Os defensivos agrícolas também tiveram resultado positivo, com crescimento de 27,05 % em valor, mesmo com a queda nos preços médios, impulsionados pela demanda nas lavouras de soja e milho. O segmento de máquinas agrícolas teve avanço de 10,14 %, refletindo o maior investimento em tecnologias no campo. Por outro lado, a indústria de rações sofreu retração de 14,11 %, pressionada pela queda nos preços dos ingredientes utilizados na formulação dos produtos.
A produção primária, que compreende as atividades no campo, cresceu 10 % no período. Na agricultura, o avanço foi de 10,78 %, graças ao aumento de 17,61 % nos preços médios e de 7,39 % na produção ponderada das principais lavouras. Entre os destaques positivos, o café teve crescimento expressivo de 141 % em valor, seguido pelo cacau, com alta de 72 %, milho, com 22 %, e soja, com 17 %. Em contrapartida, houve retração nos valores brutos de produção de arroz, banana, batata, cana-de-açúcar e tomate. Na pecuária, o crescimento foi de 8,58 %, com aumento de 18,27 % nos preços médios e de 2,72 % na produção. O valor bruto de produção subiu para o boi gordo (26 %), suínos (26 %), leite (20 %), ovos (17 %) e frango (3 %).
A agroindústria também contribuiu para o crescimento geral do setor, com avanço de 3,18 % no PIB do segmento. As indústrias de base agrícola cresceram 1,62 %, com destaque para os preços firmes nos biocombustíveis, café industrializado e produtos têxteis, que compensaram as quedas nos setores de açúcar, bebidas e fumo. Já a indústria de base pecuária cresceu 8,29 %, puxada principalmente pelos segmentos de carnes e pescado, que juntos aumentaram em 23 % o valor da produção. Os laticínios também apresentaram bom desempenho, com crescimento de 3,75 %, enquanto as indústrias de couro e calçados recuaram ligeiramente.
Os serviços ligados ao agronegócio, conhecidos como agrosserviços, apresentaram alta de 6,27 % no trimestre. Esse crescimento reflete o maior fluxo de produtos agropecuários e insumos no país, beneficiando segmentos como transporte, armazenagem, serviços financeiros e consultorias. Contudo, o reajuste nos preços do diesel impôs pressões adicionais sobre os custos logísticos, especialmente no escoamento da safra.
As projeções para o restante do ano seguem otimistas. Caso se mantenha a tendência observada no primeiro trimestre, o agronegócio pode alcançar um valor adicionado de R$ 3,79 trilhões em 2025, sendo R$ 2,57 trilhões oriundos do ramo agrícola e R$ 1,22 trilhão do ramo pecuário.
Em resumo, o agronegócio continua sendo o grande motor da economia brasileira, sustentado por uma combinação de preços valorizados e produção em expansão. Apesar de enfrentar desafios como os custos elevados com transporte, as taxas de juros e as incertezas do mercado externo, o setor segue firme em sua trajetória de crescimento, com expectativa de manter forte influência sobre o desempenho econômico do país ao longo de 2025.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Nova tecnologia reduz ruído e emissões em embarcações de pesca brasileiras
Uma nova tecnologia está sendo testada em embarcações de pesca para reduzir ruídos e emissões durante as operações. A iniciativa é desenvolvida pelo Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) em parceria com a Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e busca contribuir para a transição energética da atividade pesqueira nas regiões Sul e Sudeste do país. Em Torres (RS), representantes das instituições acompanharam uma das etapas do projeto, que prevê a adoção de tecnologias de energia limpa em embarcações utilizadas na pesca de emalhe e de arrasto.
A iniciativa utiliza motores de guincho movidos a energia elétrica e busca avaliar, na prática, os benefícios da tecnologia para os pescadores, entre eles a redução de emissões e do nível de ruído durante as operações. O projeto também considera as características das embarcações e a realidade socioeconômica das comunidades pesqueiras, com o objetivo de desenvolver soluções que possam ser incorporadas ao cotidiano dos trabalhadores.
Durante a atividade na cidade gaúcha, foram apresentados os principais resultados alcançados e as perspectivas para as próximas etapas. Um dos avanços foi a instalação de um novo equipamento na embarcação do pescador Benjamin Alves, que participou dos testes da tecnologia.
Para o professor Federico Sucunza, um dos coordenadores do projeto, a experiência demonstra a importância da integração entre o conhecimento científico e os saberes dos pescadores para o desenvolvimento de tecnologias que atendam às necessidades reais da pesca artesanal. “Foi um desafio muito grande conseguir trazer essa tecnologia e instalar nas embarcações de pesca artesanal. Os benefícios são muitos, como a redução do ruído e das emissões, além de todo o impacto positivo que isso pode ter para o pescador”, destacou.
Segundo Federico, a participação dos pescadores no desenvolvimento e na avaliação da tecnologia foi fundamental para aprimorar a solução. “É o conhecimento do pescador que vai garantir que essa tecnologia desenvolvida na universidade seja aplicada durante o trabalho”, afirmou. O professor também ressaltou a importância da parceria entre universidade, comunidades pesqueiras e poder público. “Essa colaboração entre universidade, pesca e comunidade, junto com o apoio do Ministério da Pesca, foi fundamental”, disse.
A instalação do novo motor representa ainda um avanço na busca por melhores condições de trabalho a bordo. Entre os benefícios observados está a redução do ruído durante a operação, um aspecto destacado pelo pescador Benjamin, primeiro profissional a receber o equipamento no âmbito do projeto. Além da redução de ruídos e emissões, a iniciativa busca avaliar a viabilidade da tecnologia e sua adaptação às diferentes condições da pesca. A experiência realizada em Torres poderá contribuir para o aprimoramento dos equipamentos e para futuras ações de transição energética no setor.
A ação está alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e aos compromissos assumidos pelo Brasil relacionados às mudanças climáticas. A parceria entre o MPA e a UFJF busca contribuir para o desenvolvimento de soluções tecnológicas que promovam uma atividade pesqueira mais sustentável, reduzindo emissões e impactos ambientais sem desconsiderar as condições de trabalho e a realidade das comunidades que dependem da pesca.
ASCOM
Ministério da Pesca e Aquicultura
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