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Algodão atinge mínima desde junho de 2021 em Nova York

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Os contratos futuros de algodão na bolsa ICE atingiram seu menor nível desde junho de 2021, nesta quinta-feira (20). No entanto, os movimentos foram limitados à medida que os preços buscavam um direcionamento entre a pressão da colheita dos Estados Unidos e o suporte de um dólar mais fraco, bem como ações em recuperação. 

Por volta das 14h30 (horário de Brasília), de hoje, o contrato de algodão para dezembro caía 0,8 centavos, ou 1%, para 77,49 centavos de dólar por libra-peso.

Entre os fatores que influenciaram esse cenário estão um dólar mais fraco e força nos mercados de ações e petróleo, enquanto a fraqueza ocorre devido a colheita em andamento, e os temores de um recessão global, segundo o diretor da corretora de algodão Keith Brown and Co na Geórgia, Keith Brown. 

Fonte: AgroPlus

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Mercado do milho sofre pressão no Brasil e em Chicago com avanço da safra, dólar fraco e clima favorável nos EUA

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O mercado do milho opera em queda no Brasil e no exterior neste início de maio, pressionado pelo avanço da safra brasileira, recuo do dólar e condições climáticas favoráveis nos Estados Unidos. O cenário aumenta a cautela entre compradores e vendedores, reduz a liquidez no mercado físico e amplia a pressão sobre as cotações do cereal.

Segundo análise da TF Agroeconômica, a combinação entre maior oferta interna, enfraquecimento cambial e desaceleração das exportações brasileiras limita a recuperação dos preços no país. Ao mesmo tempo, a Bolsa de Chicago (CBOT) registrou forte baixa nas cotações do milho, acompanhando o avanço do plantio norte-americano e a queda do petróleo no mercado internacional.

Dólar mais baixo reduz competitividade do milho brasileiro

No mercado interno, um dos principais fatores de pressão é o comportamento do câmbio. Com o dólar em níveis mais baixos frente ao real, as exportações brasileiras perderam competitividade, aumentando a disponibilidade de milho no mercado doméstico.

De acordo com a TF Agroeconômica, esse cenário diminui o interesse exportador e dificulta uma reação mais consistente nos preços físicos do cereal.

Além disso, a proximidade da entrada mais intensa da segunda safra mantém compradores cautelosos, já que o mercado espera um aumento significativo da oferta nas próximas semanas.

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Mercado físico trava negociações em importantes regiões produtoras

A comercialização do milho segue lenta em diversas praças brasileiras. A diferença entre os preços pedidos pelos produtores e os valores ofertados pelas indústrias continua dificultando o fechamento de negócios.

Nos estados do Sul do Brasil, as cotações permanecem pressionadas pela maior disponibilidade do cereal e pela demanda considerada moderada. Já no Centro-Oeste, o bom desenvolvimento da safrinha amplia as expectativas de produção robusta em 2026.

O cenário de baixa liquidez reforça a postura defensiva dos agentes do mercado, que aguardam definições sobre o comportamento da oferta e da demanda nos próximos meses.

Chicago fecha em forte baixa com clima favorável nos EUA

No mercado internacional, a Bolsa de Mercadorias de Chicago encerrou o pregão em queda para os contratos futuros do milho.

O avanço do plantio nos Estados Unidos e as condições climáticas favoráveis no cinturão produtor americano pressionaram as cotações. Além disso, expectativas de avanço em negociações diplomáticas envolvendo Estados Unidos e Irã impactaram negativamente o petróleo, fator que também pesou sobre os preços do cereal.

Os contratos de milho para julho fecharam cotados a US$ 4,68 1/2 por bushel, com recuo de 11,50 centavos, queda de 2,39%. Já os contratos para setembro encerraram a sessão a US$ 4,75 por bushel, baixa de 10,50 centavos ou 2,16%.

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Etanol de milho limita perdas no mercado internacional

Apesar da pressão negativa, a demanda da indústria de etanol de milho nos Estados Unidos ajudou a limitar perdas mais acentuadas em Chicago.

Dados da Administração de Informação de Energia (AIE) mostraram que a produção norte-americana de etanol avançou 0,79% na semana encerrada em 1º de maio, alcançando 1,017 milhão de barris diários.

Os estoques de etanol passaram de 25,9 milhões para 26 milhões de barris no período. Já as exportações recuaram 18,23%, passando de 170 mil para 139 mil barris semanais.

Mercado do milho segue atento ao clima e às exportações

O mercado global continua monitorando o desenvolvimento climático nos Estados Unidos e o avanço da segunda safra brasileira, fatores considerados decisivos para o comportamento dos preços ao longo do segundo semestre.

No Brasil, a expectativa de safra elevada mantém o viés de pressão no curto prazo. Entretanto, possíveis mudanças climáticas, oscilações cambiais e o comportamento da demanda internacional ainda podem alterar o rumo das cotações nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

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