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Algodão ganha força no mercado global com risco climático nos EUA e exportações aquecidas do Brasil
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O mercado internacional do algodão vive um momento de recuperação consistente dos preços, impulsionado por fatores climáticos nos Estados Unidos, valorização do petróleo e maior apetite dos fundos de investimento. A avaliação faz parte do relatório Agro Mensal, divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA, que destaca um cenário mais construtivo para a fibra ao longo da safra 2026/27.
Segundo o levantamento, abril foi marcado por forte valorização do algodão na Bolsa de Nova York, refletindo preocupações com a oferta global e condições climáticas adversas nas principais regiões produtoras americanas.
Algodão sobe em Nova York e mercado brasileiro acompanha movimento
As cotações internacionais do algodão avançaram de forma expressiva em abril. Na média do mês, os preços na Bolsa de Nova York registraram alta de 13%, alcançando 74,8 cents de dólar por libra-peso.
De acordo com o Itaú BBA, a valorização foi sustentada principalmente pelos preços elevados do petróleo, pelas incertezas climáticas nos Estados Unidos e pela expectativa de redução da oferta global na safra 2026/27.
A seca persistente no Texas, principal estado produtor norte-americano, aumentou os riscos de abandono de áreas e elevou as preocupações em torno da produtividade da safra americana, fator que reforçou o movimento de alta das cotações internacionais.
No Brasil, o mercado físico também registrou valorização. Em Rondonópolis (MT), a média dos preços da pluma subiu 7,7% em abril na comparação com março, atingindo R$ 3,70 por libra-peso.
O desempenho positivo foi sustentado pelo forte ritmo das exportações brasileiras, que continua reduzindo a disponibilidade interna de algodão no mercado doméstico.
Apesar disso, o avanço das cotações nacionais foi parcialmente limitado pela valorização do real frente ao dólar e pelo cenário ainda confortável de oferta interna.
Fibra natural segue competitiva frente ao poliéster
Outro fator destacado pelo relatório é a competitividade do algodão frente às fibras sintéticas, especialmente o poliéster.
Mesmo após a recente valorização, a fibra natural continua atrativa para a indústria têxtil global, o que ajuda a sustentar a demanda internacional.
Além dos fundamentos físicos, o mercado também recebeu suporte financeiro. Os fundos de investimento ampliaram significativamente suas posições compradas em algodão ao longo de abril.
Segundo o Itaú BBA, os fundos passaram de uma posição vendida de 12,2 mil contratos no fim de março para uma posição comprada de 38,4 mil contratos ao final de abril, movimento que reforça a expectativa de continuidade do ciclo de valorização.
Seca nos EUA coloca oferta global em alerta
O principal ponto de atenção para o mercado global segue sendo a produção norte-americana.
O relatório destaca que a área plantada de algodão nos Estados Unidos deve recuar para cerca de 3,8 milhões de hectares na safra 2026/27, reflexo da combinação entre preços menos atrativos ao produtor, custos elevados e problemas climáticos.
Atualmente, cerca de 98% das áreas de algodão no Texas enfrentam algum nível de seca, segundo dados do monitor climático americano.
Esse cenário aumenta o risco de perdas produtivas e de abandono de áreas, fator considerado estratégico para a formação dos preços internacionais da fibra.
Além dos Estados Unidos, a Austrália também enfrenta restrições hídricas que podem reduzir sua produção.
Déficit global pode sustentar preços do algodão
Com a possível redução da oferta em importantes produtores globais, o balanço mundial do algodão tende a ficar mais apertado nos próximos ciclos.
O Itaú BBA projeta um déficit global entre produção e consumo que pode chegar a 1 milhão de toneladas na safra 2026/27.
Esse cenário fortalece a perspectiva de manutenção de preços sustentados no mercado internacional, especialmente se as perdas climáticas nos Estados Unidos se confirmarem.
Mesmo assim, os analistas alertam que parte da recente valorização do algodão ainda está ligada ao movimento financeiro dos mercados e ao comportamento do petróleo.
Segundo o relatório, uma eventual redução das tensões geopolíticas no Oriente Médio poderia pressionar o petróleo para baixo e provocar correções nas cotações da fibra.
Brasil segue como destaque no mercado global
O Brasil continua ampliando sua relevância no mercado internacional de algodão. O país mantém forte ritmo de exportações e deve seguir entre os principais fornecedores globais da fibra nos próximos anos.
A combinação entre demanda externa firme, oferta global mais ajustada e menor produção em concorrentes estratégicos coloca o algodão brasileiro em posição favorável no cenário internacional.
Ainda assim, o comportamento do câmbio, as condições climáticas globais e os movimentos financeiros das commodities continuarão sendo fatores decisivos para a formação dos preços ao longo de 2026.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Soja despenca em Chicago, trava negócios no Brasil e mantém preços estáveis no mercado físico
A forte desvalorização dos contratos futuros da soja na Bolsa de Chicago (CBOT) marcou o mercado ao longo da semana e contribuiu para a paralisação das negociações no Brasil. Mesmo com a valorização do dólar frente ao real, o recuo das cotações internacionais reduziu o interesse dos agentes do mercado e manteve a comercialização em ritmo lento nas principais regiões produtoras do país.
A combinação entre a queda expressiva em Chicago e o feriado da última quinta-feira diminuiu a liquidez do mercado brasileiro. Como resultado, os preços da oleaginosa permaneceram praticamente inalterados nos principais polos de comercialização.
Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos seguiu cotada a R$ 126,00 durante toda a semana. Em Cascavel (PR), o valor permaneceu em R$ 121,00 por saca. Já em Rondonópolis (MT), a referência ficou em R$ 110,00. No Porto de Paranaguá (PR), importante termômetro das exportações brasileiras, a cotação se manteve em R$ 132,00 por saca.
Chicago atinge menor nível desde fevereiro
Na Bolsa de Chicago, os contratos futuros da soja com vencimento em julho, os mais negociados do mercado, acumularam perdas superiores a 5% na semana. Na manhã desta sexta-feira (5), o contrato era negociado a US$ 11,26 por bushel, o menor patamar registrado desde o início de fevereiro.
A pressão baixista está diretamente relacionada aos fundamentos globais da oferta. As condições climáticas favoráveis nos Estados Unidos seguem beneficiando o desenvolvimento das lavouras, reforçando as expectativas de uma safra cheia na temporada 2026/27.
Além disso, o mercado já começa a revisar para cima as projeções de produtividade das lavouras norte-americanas. O cenário se soma às safras robustas colhidas recentemente por Brasil e Argentina, ampliando a disponibilidade global da commodity e aumentando a pressão sobre os preços internacionais.
Demanda chinesa ainda decepciona mercado
Pelo lado da demanda, os investidores seguem atentos ao comportamento das importações chinesas. Apesar do acordo comercial firmado entre China e Estados Unidos em maio, o mercado ainda não observa uma retomada consistente das compras chinesas de soja norte-americana.
A ausência desse movimento limita o potencial de recuperação das cotações e reforça o ambiente de cautela entre os participantes do mercado internacional.
Relatório do USDA e tensão geopolítica seguem no radar
Nas próximas semanas, dois fatores devem continuar influenciando os preços da soja.
O primeiro é o relatório mensal de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado na próxima quinta-feira, dia 11. O documento poderá trazer novas revisões para produção, estoques e exportações da oleaginosa.
O segundo fator é a escalada das tensões no Oriente Médio, que continua gerando volatilidade nos mercados financeiros e energéticos. O impacto sobre os preços do petróleo e o comportamento dos investidores permanecem no centro das atenções.
Dólar sobe, mas não consegue compensar perdas externas
No mercado cambial, o dólar apresentou valorização ao longo da semana, impulsionado pelas incertezas geopolíticas, preocupações com a inflação global e pela expectativa de manutenção dos juros elevados nos Estados Unidos.
A moeda norte-americana avançou cerca de 1,4% frente ao real no período, voltando ao patamar de R$ 5,12.
Apesar do movimento favorável para as exportações brasileiras, a alta do câmbio não foi suficiente para neutralizar o impacto negativo provocado pela forte queda das cotações em Chicago, mantendo o mercado doméstico praticamente paralisado e com poucas alterações nos preços da soja.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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