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Alívio tarifário impulsiona bolsas da China e de Hong Kong pela segunda semana consecutiva

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Ganhos semanais com alívio nas tensões comerciais

Os principais índices acionários da China e de Hong Kong encerraram esta sexta-feira em alta, consolidando a segunda semana consecutiva de ganhos. O movimento foi impulsionado por sinais de abrandamento nas tensões comerciais entre Estados Unidos e China, o que trouxe alívio aos investidores globais.

Desempenho dos índices chineses e de Hong Kong

O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, avançou 0,07%, fechando aos 3.786 pontos. Já o índice SSEC, de Xangai, recuou levemente 0,07%, encerrando o dia aos 3.295 pontos.

Em Hong Kong, o índice Hang Seng subiu 0,32%, alcançando 21.980 pontos e acumulando uma valorização semanal de 2,7%, o melhor desempenho desde o início de março.

Contexto político e econômico

A valorização foi estimulada por medidas de ambos os lados da disputa comercial. Segundo informações da Reuters, o governo chinês concedeu isenções tarifárias a algumas importações dos Estados Unidos, como parte de um esforço para atenuar os impactos econômicos do conflito.

Em paralelo, a Casa Branca adotou um tom mais conciliador ao longo da semana e indicou que pode buscar a redução das tensões com Pequim. O presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou na quinta-feira que as negociações comerciais entre os dois países continuam em andamento.

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Sinais de apoio do governo chinês

O ambiente foi ainda favorecido por declarações do Politburo do Partido Comunista Chinês, que anunciou medidas de apoio às empresas e trabalhadores mais afetados pelas tarifas impostas pelos EUA. O órgão também sinalizou a possibilidade de flexibilização da política monetária para preservar a estabilidade econômica do país.

Cautela persiste entre investidores

Apesar do otimismo recente, analistas seguem cautelosos. Eugene Hsiao, chefe de estratégia de ações para a China na Macquarie Capital, destacou que os mercados ainda operam em modo de espera, em função da volatilidade observada nas últimas semanas.

Desempenho dos principais mercados asiáticos nesta sexta-feira:

  • Tóquio (Nikkei 225): +1,90%, aos 37.705 pontos
  • Hong Kong (Hang Seng): +0,32%, aos 21.980 pontos
  • Xangai (SSEC): -0,07%, aos 3.295 pontos
  • China (CSI300): +0,07%, aos 3.786 pontos
  • Seul (Kospi): +0,95%, aos 2.546 pontos
  • Taiwan (Taiex): +2,02%, aos 19.872 pontos
  • Cingapura (Straits Times): -0,21%, aos 3.823 pontos
  • Sydney (S&P/ASX 200): mercado fechado

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Plantio de canola avança e área deve superar 300 mil hectares no Brasil

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A semeadura da canola ganha ritmo no Sul do Brasil neste fim de abril, marcando o início da safra de inverno 2026 com expectativa de expansão significativa de área e produção. Após atingir 211,8 mil hectares em 2025, alta de 43% sobre o ano anterior, a cultura deve ultrapassar 300 mil hectares neste ciclo, consolidando-se como uma das principais apostas para diversificação de renda no campo, segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento.

A colheita, prevista para ocorrer entre setembro e outubro, deve manter a trajetória de crescimento observada no último ciclo, quando o Brasil produziu cerca de 300 mil toneladas, avanço de 58% em relação a 2024. A expansão ocorre principalmente no Rio Grande do Sul, que concentra cerca de 90% da área nacional, com avanço mais tímido no Paraná e iniciativas emergentes no Cerrado, especialmente no entorno de Brasília.

O avanço da canola está diretamente ligado à sua inserção estratégica no sistema produtivo. Cultivada após a soja ou o milho, a cultura funciona como alternativa de inverno com ciclo curto, entre 90 e 120 dias, contribuindo para a quebra de ciclos de pragas, doenças e plantas daninhas, além de melhorar as condições físicas do solo. Em regiões do Brasil Central, ensaios já indicam produtividade próxima de 3 mil quilos por hectare, enquanto no Sul os rendimentos variam entre 20 e 40 sacas por hectare, a depender do manejo e das condições climáticas.

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No mercado, a canola ganha relevância pela versatilidade. O óleo tem ampla aplicação na alimentação humana e também no setor energético, enquanto o farelo atende à demanda da nutrição animal. O crescimento recente, no entanto, está mais associado ao consumo interno do que à exportação, ainda incipiente no país, com a produção sendo absorvida majoritariamente pelas indústrias domésticas.

O vetor mais dinâmico de expansão vem dos biocombustíveis. O óleo de canola é matéria-prima para biodiesel e integra estudos voltados ao combustível sustentável de aviação (SAF). Pesquisas conduzidas pela Embrapa Agroenergia, Embrapa Meio Ambiente e pela Universidade de Brasília indicam que o uso da canola de segunda safra pode reduzir em até 55% as emissões de gases de efeito estufa em comparação ao querosene fóssil, dependendo das condições tecnológicas adotadas .

Apesar do avanço, o crescimento da cultura ainda depende da consolidação da cadeia produtiva. A ampliação da área exige maior integração entre produtores, indústria e compradores, além de investimentos em pesquisa, especialmente na adaptação da cultura às condições tropicais. O acesso a sementes de alto desempenho e a difusão de tecnologia de manejo são considerados fatores decisivos para sustentar a expansão.

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Globalmente, o mercado é dominado por grandes produtores como Canadá, China e Índia, que concentram a maior parte da oferta mundial. Nesse cenário, o Brasil ainda ocupa posição marginal, mas com potencial de crescimento apoiado na janela de inverno e na integração com o sistema soja-milho, sem necessidade de abertura de novas áreas.

Fonte: Pensar Agro

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