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ANCP debate avanços do melhoramento genético no Simpósio GMAB 30 anos

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A Associação Nacional de Criadores e Pesquisadores (ANCP) participou ativamente do Simpósio GMAB 30 anos, realizado em março no campus da Universidade de São Paulo (USP) em Pirassununga (SP). O evento reuniu pesquisadores de renome do Brasil, Portugal e Estados Unidos para apresentar e debater os mais recentes avanços no melhoramento genético bovino.

A iniciativa celebrou as três décadas do Grupo de Melhoramento Animal e Biotecnologia (GMAB), atualmente parte da Central Multiusuária de Biologia Molecular e Bioinformática da USP (BIOPIRA). O grupo engloba diversos docentes e dezenas de estudantes de graduação, pós-graduação e pós-doutorado.

A ANCP, que possui uma histórica colaboração com o GMAB, foi representada pelo CEO Cristiano Botelho; o presidente-emérito, Raysildo Lôbo; o vice-presidente do Conselho Deliberativo, Claudio Magnabosco; o pesquisador sênior, Fernando Baldi; a especialista em Pesquisa e Inovação, Letícia Pereira; a analista de Pesquisa e Inovação, Maria Paula de Negreiros; e a pesquisadora associada, Angélica Cravo Pereira.

Palestras destacam impacto da genética na pecuária

O primeiro dia do simpósio foi marcado por palestras de alto nível, com destaque para a apresentação da professora titular Concepta da FAPESP, Connie McMannus, sobre “A importância do melhoramento genético animal e novas fontes de financiamento de pesquisas”. Em seguida, o consultor Roberto Barcellos abordou “A importância da genética na produção de carne de qualidade”. Já o professor Pietro Sampaio Baruselli, da FMVZ/USP, discutiu “A contribuição da genética e do melhoramento animal para a pecuária brasileira e como acelerar a difusão das tecnologias”.

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As palestras foram seguidas por um debate conduzido pelo professor José Bento Sterman Ferraz, com a participação de dez pesquisadores, incluindo Fernando Baldi. Posteriormente, um painel liderado pelo pesquisador Joanir Pereira Eler abordou a contribuição do GMAB para o setor privado, contando com a participação de Cristiano Botelho e Angélica Cravo Pereira. O dia foi encerrado com debates sobre parcerias público-privadas em avaliações genéticas.

Cooperação internacional impulsiona a pesquisa

No sábado, o simpósio prosseguiu com palestras que enfatizaram a cooperação internacional no avanço do melhoramento genético. O professor Luiz Brito, da Purdue University, apresentou “Os avanços do melhoramento animal e a importância da cooperação internacional”. Em seguida, Luís Telo da Gama, professor catedrático do Programa Ibero-Americano de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento (CYTED), discorreu sobre “A internacionalização da pesquisa e a importância da cooperação latino-americana”.

O professor Fábio Luis Buranelo Toral, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), abordou “A importância das parcerias público-privadas no melhoramento genético animal”. Para finalizar, Roberto Daniel Sainz, da Universidade da Califórnia em Davis (UC Davis), apresentou “Genética, nutrição e qualidade de carcaça: indissociáveis do aumento de produtividade em gado de corte”.

Genética como aliada da pecuária brasileira

Cristiano Botelho destacou a relevância do evento, que reuniu especialistas internacionais para discutir os desafios e avanços da genética bovina. Ele ressaltou que o melhoramento genético dos zebuínos no Brasil é fruto de um trabalho histórico de pesquisa e inovação, trazendo contribuições significativas à pecuária nacional.

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Segundo o CEO da ANCP, a genética desempenha um papel crucial na melhoria da qualidade da carne, na precocidade sexual dos animais e no aumento da rentabilidade da pecuária. Nesse sentido, a continuidade dos investimentos em pesquisa é essencial para tornar esses fatores ainda mais eficientes e sustentáveis, promovendo uma pecuária mais produtiva e alinhada às demandas do mercado.

“A ANCP reafirma seu compromisso em fortalecer parcerias com instituições de pesquisa e o setor privado, impulsionando o avanço genético na pecuária bovina e garantindo a sustentabilidade do setor”, afirmou Botelho.

Três décadas de colaboração e inovação

A parceria entre a ANCP e o GMAB remonta a mais de 30 anos, um vínculo histórico consolidado pela trajetória acadêmica de seus fundadores. O professor Joanir Pereira Eler, por exemplo, teve sua formação doutoral orientada por Raysildo Lôbo, evidenciando a forte ligação entre as instituições desde os primórdios.

Joanir e José Bento Sterman Ferraz, que realizou seu doutorado sob orientação do professor Alexandre Moura Duarte, são oriundos do Departamento de Genética da USP, fortalecendo ainda mais essa colaboração.

Agora, essa parceria histórica ganha um novo capítulo com a oficialização da participação da ANCP no GMAB. O que começou como uma colaboração informal se transforma em um vínculo institucional sólido, reforçando a dedicação de ambas as entidades ao desenvolvimento da pecuária brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Pesca e aquicultura geram empregos em todo o país

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Em média, o brasileiro consome 12 quilos de pescado por ano. O número é ainda maior em alguns estados como Ceará, Pernambuco e Amazonas, onde o consumo pode passar de 40 quilos por pessoa ao ano. Esse consumo só é possível porque contamos com uma longa cadeia produtiva, que envolve pescadores industriais e artesanais, armadores de pesca, aquicultores e uma indústria robusta, responsável pelo beneficiamento.

Atualmente, são mais de 1 milhão de pescadores profissionais registrados, sendo que mais de 507 mil mulheres. Na aquicultura, apenas em Águas da União, são 1.422 contratos vigentes, que geral 4.126 empregos diretos e outros mais de 16 mil indiretos.

Esses trabalhadores são responsáveis por mais de 1.780 milhão de toneladas de pescado ao ano (águas continentais e marinhas). Na aquicultura, são mais de 3,1 milhões de toneladas ao ano. Entre os produtos mais procurados estão o camarão, a tilápia, o tambaqui e outras espécies de peixes.

Mas o setor ainda pode ser fortalecido e gerar ainda mais empregos por meio do aumento do consumo. Em entrevista recente ao programa “Bom Dia, Ministro”, do Canal Gov, o ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, ressaltou a importância de incentivar o consumo pescado pelos brasileiros. “Estamos trabalhando para que a população deixe de comer peixe apenas no Natal e na Semana Santa, datas em que o consumo é principalmente de espécies estrangeiras, como o bacalhau”.

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Ele também destacou a necessidade de políticas públicas para melhorar a rastreabilidade e a confiabilidade dos produtos de origem da pesca e aquicultura. “A gente precisa garantir que o pescado chegue com qualidade na mesa do nosso consumidor”.

Para o secretário Nacional da Pesca Artesanal, Cristiano Ramalho, a atuação do Ministério da Pesca e Aquicultura tem contribuído para o reconhecimento e a valorização dos trabalhadores do setor pesqueiro. “As nossas ações se conectam para ampliar a potencialidade do mundo do trabalho da pesca artesanal, que é associado ao modo de vida, à segurança alimentar e aos aspectos éticos e raciais nos territórios pesqueiros”, declarou.

A diretora do Departamento de Aquicultura em Águas da União, Juliana Lopes, exaltou o trabalho e a dedicação de todos que trabalham na pesca e aquicultura. “Neste Dia do Trabalhador, vamos celebrar quem faz das águas o seu sustento e a sua missão. Homens e mulheres que movimentam a economia, que alimentam o Brasil e que mantêm viva a tradição da pesca e da aquicultura. Por trás de cada produção, existe dedicação, resistência, resiliência e muito amor pelo que se faz”.

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Acesse nosso Boletim e Painel da Estatística Pesqueira e Aquícola e saiba mais sobre o perfil dos trabalhadores e trabalhadoras das águas do Brasil.

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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