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ApexBrasil leva 53 empresas brasileiras para a SIAL China 2025 em Xangai

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A partir de segunda-feira, 19 de maio, Xangai sedia a SIAL China 2025, uma das maiores e mais importantes feiras mundiais do setor de alimentos e bebidas. Organizada pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), a participação brasileira reunirá uma delegação de 53 empresas nacionais no Pavilhão Brasil, que apresentarão a diversidade e qualidade da produção alimentícia do país. O evento ocorre até o dia 21 de maio e é reconhecido por conectar os principais atores do mercado, gerando grandes oportunidades de expansão no mercado asiático.

Setores representados e projetos especiais

Das 53 empresas brasileiras participantes, 28 fazem parte dos projetos Brazilian Beef, Brazilian Chicken, Brazilian Pork, Brazilian Egg, Brazilian Breeders e Brazilian Duck. Essas iniciativas são realizadas em parceria entre ApexBrasil, Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC) e Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), com foco na promoção internacional do setor de proteínas animais.

Impacto e relevância da feira

A edição de 2024 da SIAL China contou com mais de cinco mil expositores e aproximadamente 180 mil visitantes. O evento anterior gerou US$ 230 milhões em negócios fechados entre empresas brasileiras e parceiros chineses, tanto durante a feira quanto ao longo dos 12 meses seguintes.

Variedade de produtos brasileiros expostos

A participação do Brasil inclui uma ampla gama de produtos, que vão desde mel, própolis e açaí até carnes bovinas, suínas e de aves, além de frutos do mar, massas, amendoim, bebidas saudáveis e alcoólicas, smoothies, e alimentos orgânicos. Segundo Laudemir Müller, gerente de Agronegócios da ApexBrasil, “essa variedade demonstra a força e competitividade do agronegócio brasileiro no mercado internacional, especialmente diante do aumento da demanda chinesa por alimentos de qualidade.”

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China: parceiro comercial estratégico

A China é a segunda maior economia global e principal parceiro comercial do Brasil, sendo destino de exportações como soja, café, frutas, açúcar, carnes bovina e de aves. Em 2024, o comércio bilateral entre os países atingiu quase US$ 160 bilhões, com superávit de US$ 30,7 bilhões para o Brasil. “A presença brasileira na SIAL China 2025 fortalece essa relação estratégica e amplia as oportunidades para pequenas e médias empresas brasileiras no maior mercado consumidor do mundo”, destaca Laudemir Müller.

Missão comercial durante visita oficial do presidente Lula

A participação brasileira na SIAL China encerra uma série de iniciativas da ApexBrasil realizadas durante a visita oficial do presidente Lula à China, iniciada em 12 de maio. A missão começou com o Seminário Empresarial China-Brasil, que reuniu mais de 700 empresários e resultou em anúncios de R$ 27 bilhões em investimentos chineses no Brasil, abrangendo setores como indústria automotiva, energia renovável, tecnologia, mineração, saúde, logística e alimentos.

Promoção do agronegócio brasileiro na China

No dia 14 de maio, a ApexBrasil promoveu o seminário “Diálogos Brasil-China para Segurança Alimentar”, que reuniu entidades setoriais dos dois países. Ainda nessa data, foi inaugurado o novo escritório da carne brasileira na China, em parceria com ABIEC e ABPA, além da assinatura de uma nova parceria com a Luckin Coffee, que passará a ter 34 lojas temáticas do Brasil no país asiático.

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Projeto “The Beef and Road” em Nanjing

No dia 15 de maio, foi realizado em Nanjing o evento “The Beef and Road: Bridging the Brazil-China Beef Routes”, com seminário, rodadas de negócios entre 25 empresas brasileiras e 30 chinesas, e um jantar de gala. O objetivo foi lançar uma nova estratégia de promoção da carne bovina brasileira em regiões fora dos grandes centros como Pequim e Xangai.

Encerramento com a SIAL China 2025

A missão comercial do Brasil na China será concluída com a participação na SIAL China 2025, em Xangai, consolidando a presença e os esforços do país para ampliar sua atuação no mercado alimentar asiático.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações do agronegócio brasileiro disparam e abril registra segundo melhor resultado da história

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O agronegócio brasileiro voltou a mostrar força no mercado internacional em abril de 2026. As exportações do setor alcançaram US$ 16,6 bilhões no período, crescimento de 12% em relação ao mesmo mês do ano passado e o segundo melhor resultado mensal da série histórica, ficando atrás apenas de maio de 2023.

Os dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e analisados pela Consultoria Agro do Itaú BBA mostram avanço consistente das vendas externas, puxado principalmente pelo complexo soja, proteínas animais e algodão.

Complexo soja lidera exportações e garante avanço da receita

A soja voltou a ser o principal motor das exportações brasileiras. Em abril, os embarques do grão atingiram 16,7 milhões de toneladas, maior volume mensal do ano, gerando receita de US$ 7 bilhões.

Além do aumento da disponibilidade da safra brasileira, o preço médio da commodity também subiu e alcançou US$ 416 por tonelada, alta anual de 8,4%.

O farelo de soja também apresentou desempenho positivo:

  • Volume exportado: 2,4 milhões de toneladas
  • Crescimento anual: 13%
  • Preço médio: US$ 363/t

Já o óleo de soja teve comportamento distinto. Apesar da queda de 7,8% no volume exportado, os preços avançaram pelo quinto mês consecutivo, alcançando US$ 1.191/t, alta de 15% frente a abril de 2025.

Carne bovina ganha força com demanda chinesa aquecida

O setor de proteínas animais manteve ritmo forte nas exportações, especialmente na carne bovina.

Os embarques de carne bovina in natura cresceram 4,3% em relação a abril do ano passado, somando 252 mil toneladas. A China permaneceu como principal destino, absorvendo 54% do total exportado.

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O principal destaque, no entanto, veio da valorização dos preços:

  • Preço médio da carne bovina: US$ 6.241/t
  • Alta anual: 24%
  • Alta frente a março: 7,3%

Segundo a análise, os chineses aumentaram os preços pagos pela proteína brasileira, influenciando diretamente o movimento de valorização internacional.

Carne suína e frango seguem em expansão

A carne suína também apresentou desempenho positivo:

  • Volume exportado: 121 mil toneladas
  • Crescimento anual: 9,7%
  • Preço médio estável em US$ 2.497/t

Já a carne de frango in natura somou 417 mil toneladas embarcadas, avanço de 2,5% sobre abril de 2025. Os preços médios chegaram a US$ 1.949/t, crescimento anual de 2,1%.

Açúcar perde valor e etanol recua nas exportações

No complexo sucroenergético, o cenário foi mais desafiador.

As exportações de etanol recuaram 50% em volume frente ao mesmo período do ano anterior, totalizando 87 mil toneladas. Apesar disso, os preços subiram 8%, chegando a US$ 624/m³.

O açúcar VHP registrou:

  • Volume exportado: 958 mil toneladas
  • Alta de 1,2% nos embarques
  • Queda de 23% no preço médio

O açúcar refinado também perdeu valor, com retração de 19% nos preços em relação a abril do ano passado.

Algodão dispara em volume, mas preços seguem pressionados

O algodão em pluma teve um dos maiores avanços do período em volume exportado.

Os embarques atingiram 348 mil toneladas, crescimento expressivo de 55% frente a abril de 2025. Entretanto, os preços continuam em trajetória de queda e recuaram 7,3% na comparação anual, chegando a US$ 1.513/t.

Fertilizantes enfrentam impacto da guerra no Oriente Médio

Enquanto as exportações avançaram, as importações de fertilizantes mostraram desaceleração em abril.

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O volume total importado caiu 11% na comparação anual, somando 3,2 milhões de toneladas. O mercado segue pressionado pelos impactos geopolíticos da guerra no Oriente Médio, que elevou preços internacionais e gerou dificuldades logísticas.

Entre os destaques:

  • Forte queda nas importações de fosfatados
  • Redução de cerca de 200 mil toneladas de ureia
  • Aumento equivalente nas compras de sulfato de amônio

O MAP foi importado a US$ 733/t FOB, alta de 16% sobre abril de 2025. Já a ureia alcançou US$ 574/t FOB, disparando 55% na comparação anual.

Segundo o relatório, parte relevante dos embarques ainda reflete contratos fechados anteriormente, o que reduz a capacidade dos dados atuais retratarem totalmente as condições mais recentes do mercado global.

Café perde receita mesmo com preços ainda elevados

Outro ponto de atenção foi o café verde.

Entre janeiro e abril de 2026, as exportações do produto somaram US$ 4,1 bilhões, mas o volume embarcado caiu 25% frente ao mesmo período do ano passado. Ainda assim, os preços médios permaneceram elevados em US$ 6.773/t.

Agro mantém protagonismo nas contas externas brasileiras

Os números reforçam o protagonismo do agronegócio na balança comercial brasileira em 2026, especialmente em um cenário global marcado por volatilidade, tensões geopolíticas e juros elevados nas principais economias.

Com forte demanda internacional por alimentos e proteínas, o Brasil segue ampliando sua presença no comércio global, sustentado principalmente pela competitividade da soja, carnes e fibras naturais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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