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Aplicação de aminoácidos ajuda a proteger hortifrútis contra geadas e frio intenso
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Com a chegada do inverno e a queda acentuada das temperaturas, produtores de frutas e hortaliças aumentam a atenção para proteger suas lavouras contra os efeitos nocivos do frio. Entre as estratégias de manejo recomendadas, destaca-se o uso de aminoácidos, que ajudam a minimizar os impactos das geadas e das baixas temperaturas sobre as plantas.
Frio e geadas ameaçam a produtividade no Sul e Sudeste
As ondas de frio típicas do outono e do inverno representam um risco real para a agricultura, especialmente nas regiões Sul e Sudeste do país. Culturas como uva e pêssego estão entre as mais vulneráveis às geadas, que causam queimaduras nos tecidos vegetais e comprometem diretamente a produtividade das plantas.
Aminoácidos ativam o metabolismo e protegem contra o congelamento
Segundo o engenheiro agrônomo Marcos Revoredo, PhD em Ciências do Solo e gerente de desenvolvimento de mercado da Alltech Crop Science, a aplicação preventiva de aminoácidos é uma das alternativas mais eficazes para proteger as plantas durante os períodos frios. “Esses nutrientes contribuem para ativar ou acelerar o metabolismo das plantas, elevando a temperatura interna das células e reduzindo o ponto de congelamento”, explica o especialista.
Associação com outros nutrientes potencializa os resultados
Para fortalecer ainda mais as defesas das plantas contra o frio, Revoredo recomenda que os aminoácidos sejam combinados com nutrientes como cálcio, magnésio e boro. Essa combinação contribui para uma nutrição mais completa, aumentando a resistência das culturas diante das adversidades climáticas.
Práticas complementares ajudam a reduzir perdas
Além da aplicação de aminoácidos e nutrientes, o especialista destaca a importância de estratégias adicionais de manejo, como irrigação noturna, uso de aquecedores e cobertura plástica das culturas. “A integração de práticas biotecnológicas com manejos adequados permite que os produtores protejam melhor suas plantações e reduzam os prejuízos causados pelo inverno”, afirma Revoredo.
Com ações preventivas e o uso de tecnologias apropriadas, os agricultores podem enfrentar com mais segurança os desafios impostos pelas baixas temperaturas e garantir a continuidade da produção nas estações mais frias do ano.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Soja brasileira caminha para safra recorde de 182 milhões de toneladas e reforça liderança global em 2026
A soja brasileira segue consolidando sua posição como principal protagonista do agronegócio mundial. De acordo com o relatório AgroInfo Junho 2026, divulgado pelo Rabobank, o Brasil deverá colher uma safra histórica de 182 milhões de toneladas na temporada 2025/26, volume que representa um acréscimo de 10 milhões de toneladas em comparação ao ciclo anterior.
O resultado reflete a combinação entre expansão moderada da área cultivada e condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento das lavouras, fortalecendo ainda mais a competitividade do país no mercado internacional.
Produção recorde fortalece oferta brasileira
Segundo a análise do RaboResearch Food & Agribusiness, o desempenho da safra brasileira confirma o elevado potencial produtivo do setor, mesmo em um ambiente global marcado por incertezas geopolíticas e oscilações nos preços das commodities.
Além do crescimento da produção, a demanda pela oleaginosa continua apresentando sinais robustos, sustentando perspectivas positivas para toda a cadeia produtiva.
Exportações seguem em ritmo acelerado
As exportações brasileiras de soja mantêm forte desempenho em 2026. Dados compilados pelo Rabobank mostram que os embarques entre janeiro e maio registraram crescimento de 8% em relação ao mesmo período do ano passado.
A expectativa é que o Brasil exporte aproximadamente 113 milhões de toneladas ao longo do ano, estabelecendo um novo recorde e ampliando em cerca de 5 milhões de toneladas o volume embarcado em comparação a 2025.
Mesmo diante da valorização do real frente ao dólar e do aumento dos custos logísticos internos, a soja brasileira continua altamente competitiva no mercado global, especialmente em relação aos principais concorrentes internacionais.
Mercado internacional influencia preços
Durante o primeiro semestre de 2026, os preços da soja foram fortemente impactados pelo cenário geopolítico internacional.
A expectativa de exportações expressivas dos Estados Unidos para a China ajudou a sustentar as cotações na Bolsa de Chicago (CBOT), enquanto o conflito envolvendo Estados Unidos e Irã impulsionou os preços do petróleo e dos óleos vegetais, incluindo o óleo de soja.
Esse movimento levou os contratos da oleaginosa a alcançarem níveis próximos de US$ 12,20 por bushel em março. Entretanto, a valorização observada em Chicago não se refletiu integralmente nos preços recebidos pelos produtores brasileiros.
A combinação entre prêmios mais baixos nos portos e a valorização do real limitou os ganhos no mercado interno, mantendo as cotações em reais relativamente estáveis ao longo do período.
Esmagamento cresce com margens mais atrativas
Outro destaque do relatório é o fortalecimento da indústria de processamento.
Mesmo com o adiamento do aumento da mistura obrigatória de biodiesel ao diesel, as margens de esmagamento foram beneficiadas pela valorização do óleo de soja.
No primeiro trimestre de 2026, o volume processado atingiu 14,3 milhões de toneladas, crescimento de 10% em relação ao mesmo período de 2025.
A tendência é que a demanda por derivados continue sustentando o avanço do esmagamento ao longo do ano.
Clima nos Estados Unidos e El Niño entram no radar
Nas últimas semanas, os fundamentos de mercado voltaram a assumir protagonismo na formação dos preços globais.
O avanço do plantio e as boas condições das lavouras norte-americanas pressionaram as cotações da soja em Chicago, que registraram queda próxima de 5% durante junho.
Segundo o Rabobank, caso o clima continue favorável nos Estados Unidos, os preços poderão sofrer novas correções no curto prazo.
Por outro lado, após o início da colheita norte-americana, a atenção dos investidores deverá migrar para a América do Sul, especialmente para os possíveis impactos do fenômeno El Niño sobre a safra brasileira 2026/27.
Perspectivas para o produtor
Apesar da volatilidade dos mercados internacionais e das incertezas climáticas para a próxima temporada, o cenário para a soja brasileira permanece amplamente favorável.
A combinação entre safra recorde, crescimento das exportações, aumento do esmagamento e forte demanda global reforça o papel estratégico da cultura para o agronegócio nacional.
No entanto, produtores devem acompanhar atentamente fatores como o comportamento do clima, a evolução da demanda chinesa, os custos logísticos e os movimentos do câmbio, que continuarão exercendo influência direta sobre a rentabilidade do setor nos próximos meses.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio


