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ARROZ/CEPEA: Preço se recupera neste ano, mas ainda está abaixo do patamar do 1º sem de 2021

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Cepea, 29/6/2022 – Os preços médios do arroz em casca vêm se recuperando neste primeiro semestre de 2022 em relação à segunda metade do ano passado. Segundo pesquisadores do Cepea, o impulso vem da menor oferta, sobretudo frente às estimativas iniciais – atualmente, a disponibilidade interna está prevista para ser a menor em três anos. Ainda conforme pesquisadores do Cepea, os maiores preços internacionais e paridades de exportação e importação também influenciaram a recuperação das cotações domésticas. Mesmo assim, a média semestral está bastante inferior à registrada no mesmo período de 2021. Nesta parcial de junho (até o dia 28), a média do Indicador CEPEA/IRGA-RS do arroz em casca (58% de grãos inteiros e pagamento à vista) está em R$ 72,48/sc de 50 kg, elevação de 16% frente à de dez/21 (R$ 62,47/sc de 50 kg), em termos nominais. Porém, na parcial do primeiro semestre de 2022 (até o dia 28 de junho), a média do Indicador está em R$ 70,97/sc de 50 kg, 16,2% inferior à da primeira metade de 2021 (R$ 84,67/sc, a maior da série do Cepea para o período), também em termos nominais. Na comparação com o segundo semestre de 2021 (R$ 70,65/sc), o avanço é de 0,5%. Assim, apesar de a média semestral deste ano ser a segunda maior para o período, em termos nominais, desde 2005, quando a série do Cepea para esse produto se iniciou, o cenário é de preocupação para o setor produtivo. Os custos de produção se elevaram, assim como os preços de produtos concorrentes em área, o que gera perda de competitividade para a orizicultura. Fonte: Cepea (www.cepea.esalq.usp.br)

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Fonte: CEPEA

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Mistura maior de biodiesel e etanol entra na pauta do CNPE

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O avanço dos biocombustíveis volta ao centro da política energética com a possibilidade de aumento da mistura obrigatória no diesel e na gasolina. A proposta de elevar o biodiesel para 17% (B17) e o etanol para 32% (E32) deve ser analisada na reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), marcada para a próximo próxima quinta-feira (07.05), e pode ampliar a demanda por matérias-primas do agro e reforçar a posição do País na transição energética.

A defesa do aumento foi formalizada por parlamentares ligados ao setor produtivo, em articulação da Coalizão dos Biocombustíveis. O grupo reúne lideranças da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e da Frente Parlamentar do Biodiesel, que veem na medida uma resposta à volatilidade dos preços internacionais de energia e uma oportunidade de expansão do mercado interno para combustíveis renováveis.

Na prática, a elevação das misturas tem efeito direto sobre cadeias como soja e milho — bases para a produção de biodiesel e etanol, ao ampliar o consumo doméstico e estimular novos investimentos industriais. Além disso, reduz a dependência de combustíveis fósseis importados, especialmente em momentos de alta do petróleo no mercado internacional.

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O Ministério de Minas e Energia (MME) já sinalizou apoio à ampliação da mistura de etanol. Segundo a pasta, testes técnicos validaram a viabilidade de avanço do atual patamar para o E32, dentro de uma estratégia que também busca levar o País à autossuficiência em gasolina.

Hoje, os percentuais obrigatórios estão em 30% de etanol na gasolina (E30) e 15% de biodiesel no diesel (B15), definidos pelo próprio CNPE. Qualquer alteração depende de deliberação do colegiado, que assessora a Presidência da República na formulação de diretrizes para o setor energético.

Além do impacto econômico, o argumento central do setor está na segurança energética. Com maior participação de biocombustíveis, o Brasil reduz a exposição a choques externos, como oscilações no preço do petróleo, que recentemente voltou a subir no mercado internacional e ganha previsibilidade no abastecimento.

O tema também tem peso ambiental. A ampliação das misturas contribui para a redução de emissões de gases de efeito estufa e reforça compromissos assumidos pelo País em acordos internacionais, ao mesmo tempo em que consolida a vantagem competitiva brasileira na produção de energia de base renovável.

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Por outro lado, a decisão envolve equilíbrio entre oferta, demanda e impactos sobre preços. O governo avalia o momento adequado para avançar, considerando o cenário de combustíveis, a capacidade produtiva do setor e os reflexos sobre inflação e abastecimento.

Se aprovado, o aumento das misturas tende a fortalecer a integração entre energia e agronegócio, ampliando o papel do campo não apenas como produtor de alimentos, mas também como fornecedor estratégico de energia no mercado interno.

Fonte: Pensar Agro

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