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Atendimento Técnico Regional Impulsiona Eficiência e Rentabilidade nas Lavouras
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A importância da proximidade técnica no campo
Em um setor em que cada decisão depende de fatores como clima, manejo e janela de aplicação, o atendimento técnico regionalizado deixou de ser apenas um diferencial competitivo. Hoje, ele se tornou parte essencial da estratégia de produtividade e rentabilidade das propriedades rurais brasileiras.
A presença de profissionais capacitados próximos ao produtor permite decisões mais rápidas e assertivas, reduzindo falhas de manejo, otimizando o uso de insumos e garantindo maior eficiência operacional.
Atendimento regional transforma o relacionamento com o produtor
Empresas do agronegócio têm reestruturado seus modelos de atuação para oferecer não apenas produtos, mas acompanhamento técnico contínuo e orientação personalizada. Essa nova abordagem coloca o produtor no centro do processo, garantindo que ele tenha acesso imediato às soluções necessárias para o manejo das lavouras.
A lógica é simples: quanto mais ágil for a comunicação entre campo e equipe técnica, menores são as perdas e maiores são os ganhos em produtividade e qualidade.
Logística e agilidade: o diferencial competitivo no agronegócio brasileiro
Em um país de dimensões continentais como o Brasil, o tempo entre o diagnóstico de uma necessidade na lavoura e a entrega do insumo pode definir o sucesso de uma safra. Por isso, a presença física de unidades regionais e o suporte técnico local são fundamentais para garantir agilidade na distribuição e no atendimento.
De acordo com Luís Fernando Schiavo, CEO da Naval Fertilizantes, empresa especializada em produtos biológicos, nutrição e tecnologia de aplicação, a decisão no campo não pode esperar.
“Muitas vezes, o produtor precisa ajustar uma aplicação em questão de dias ou até horas. Quando existe uma estrutura técnica próxima, que conhece a realidade da região e acompanha o desenvolvimento da cultura, as decisões são mais assertivas e o risco diminui”, destaca Schiavo.
Soluções personalizadas para cada realidade de produção
Segundo o executivo, o atendimento técnico regionalizado permite que as recomendações sejam ajustadas às particularidades de solo, clima e perfil produtivo de cada área.
“Não existe receita única no campo. Cada propriedade tem suas próprias condições. A proximidade garante uma leitura mais precisa do cenário e orientações personalizadas, que refletem diretamente no desempenho da lavoura”, explica Schiavo.
Logística e qualidade na entrega dos insumos
Outro ponto decisivo é a logística. O armazenamento correto e o transporte dentro das normas são determinantes para preservar a qualidade dos produtos até o momento da aplicação.
“O fertilizante ou insumo precisa chegar com qualidade e no prazo ideal. Quando o produtor encontra suporte técnico e produto na mesma estrutura, ele ganha agilidade e segurança”, acrescenta o CEO da Naval Fertilizantes.
Modelo descentralizado fortalece o agronegócio local
Os modelos de atendimento que descentralizam a distribuição e fortalecem a presença regional das empresas estão ganhando espaço no setor. Essa aproximação entre tecnologia e produtor rural transforma o papel da assistência técnica, que deixa de ser apenas reativa para se tornar preventiva, acompanhando ciclos de produção e antecipando demandas.
“Quando o suporte é contínuo, as decisões deixam de ser improvisadas e passam a ser planejadas. Isso traz mais previsibilidade e eficiência para toda a cadeia produtiva”, conclui Schiavo.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Projeção de safra recorde de soja pode esbarrar na falta de crédito para o plantio
O acesso ao crédito poderá ser tão decisivo quanto o clima para o desempenho da safra brasileira de soja 2026/27. A avaliação é do presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), Isan Rezende, em artigo publicado no LinkedIn.
A produção nacional é projetada em cerca de 185,6 milhões de toneladas, mas, segundo os cálculos apresentados por Rezende, o custeio necessário para colocar a soja no campo pode superar R$ 212 bilhões. A conta inclui sementes, fertilizantes, defensivos, combustíveis, mão de obra, manutenção, serviços e tecnologia.
O Plano Safra 2026/27 disponibilizou R$ 525,1 bilhões para a agricultura empresarial, dos quais R$ 384,9 bilhões são destinados a custeio e comercialização. Rezende pondera, porém, que esses recursos atendem a todas as atividades agropecuárias e que o volume anunciado não significa dinheiro automaticamente disponível para cada produtor.
“O problema não é apenas quanto dinheiro existe, mas quanto efetivamente chega à ponta. Produtor endividado por safra perdida não planta com estatística de bilhões. Ele precisa de crédito aprovado, de recurso liberado e desse dinheiro no momento correto”, afirma.
Segundo Rezende, muitos agricultores iniciam o novo plantio depois de enfrentar perdas de produtividade, custos elevados, margens reduzidas e dívidas acumuladas. Como a concessão de crédito depende da capacidade de pagamento, das garantias e da análise de risco realizada pelos bancos, parte desses produtores pode encontrar dificuldades para contratar novos financiamentos.
A restrição financeira pode levar à redução da área cultivada, à troca de insumos, ao menor uso de tecnologia e ao adiamento de investimentos. Essas decisões diminuem o desembolso imediato, mas também podem limitar a produtividade e impedir que a projeção de uma nova safra recorde se confirme.
“Uma safra recorde exige uma quantidade igualmente elevada de capital antecipado. O produtor compra, prepara o solo, planta e conduz a lavoura durante meses antes de receber pela produção. Não existe safra recorde sem investimento, e não existe investimento sustentável sem acesso ao crédito”, diz Rezende.
O presidente do Instituto do Agronegócio também chama a atenção para a diferença entre renegociar dívidas antigas e obter financiamento para uma nova temporada. A Medida Provisória 1.376/2026 pode aliviar o fluxo de caixa dos produtores atingidos por perdas, mas não garante a aprovação de novas operações pelos bancos.
“Se o produtor ganha prazo para pagar, mas perde a capacidade de financiar o próximo plantio, apenas transferimos o problema de uma safra para outra. O risco da próxima temporada não está apenas na chuva, na seca, nas pragas ou nas doenças. O risco financeiro também pode impedir que o potencial produtivo se transforme em produção”, avalia.
Para Rezende, o crédito rural deve ser tratado como parte da infraestrutura econômica do país, pois os recursos liberados para a fazenda movimentam fornecedores de insumos, fabricantes de máquinas, cooperativas, prestadores de serviços, transportadoras, armazéns, indústrias e exportadores.
“A projeção mostra que o Brasil tem capacidade técnica e produtiva para alcançar mais um recorde. Mas nenhuma estimativa colhe soja. Quem transforma o número em produção é o agricultor, e essa decisão começa muito antes da colheita. Começa no financiamento”, conclui.
Fonte: Pensar Agro



