AGRONEGOCIOS
Atraso no plantio da safrinha eleva risco climático e impulsiona reação nos preços do milho
AGRONEGOCIOS
Atraso no plantio da safrinha aumenta riscos para a produção
O atraso no plantio da segunda safra de milho no Brasil tem elevado a exposição da cultura a riscos climáticos, especialmente em um momento decisivo para o desenvolvimento das lavouras.
De acordo com análise do Itaú BBA, esse cenário aumenta a dependência das chuvas nos meses de abril e maio, período considerado crítico para o enchimento de grãos.
Dependência das chuvas cresce com irregularidade no clima
As projeções indicam maior irregularidade nas precipitações ao longo do outono, com tendência de redução gradual das chuvas, principalmente a partir de maio.
Esse comportamento climático amplia o risco de estresse hídrico, sobretudo nas áreas onde o plantio foi realizado fora da janela ideal. A preocupação é maior em regiões que tradicionalmente já enfrentam maior variabilidade climática.
Regiões mais afetadas podem ter perdas de produtividade
O impacto do atraso no plantio varia conforme a região produtora. Em áreas como Goiás, Matopiba e parte do Mato Grosso do Sul, o cenário é mais desafiador.
A combinação entre plantio tardio e encurtamento do período de chuvas pode limitar o potencial produtivo das lavouras.
Por outro lado, no Mato Grosso — principal produtor nacional — o plantio ocorreu de forma mais adiantada, o que reduz a exposição ao risco climático, embora a produtividade ainda dependa da regularidade das chuvas nas próximas semanas.
Semeadura atrasada reflete colheita tardia da soja
O ritmo de plantio da safrinha ficou abaixo da média histórica em parte de fevereiro, consequência direta do atraso na colheita da soja em diversas regiões do Centro-Oeste.
Esse efeito cascata comprometeu o calendário agrícola e aumentou a área plantada fora da janela ideal:
- Em Goiás, cerca de 70% da área deve ficar fora do período recomendado
- No Mato Grosso, esse percentual é estimado em aproximadamente 18%
Mercado internacional reage às incertezas na oferta
No cenário externo, os preços do milho apresentaram leve recuo ao longo de fevereiro, ainda sustentados pelo bom ritmo de exportações dos Estados Unidos.
Na Chicago Board of Trade, as cotações recuaram 0,4% no período, para US$ 4,29 por bushel.
Mesmo com a queda, o mercado passou a incorporar os riscos relacionados à oferta da América do Sul, especialmente diante do atraso no plantio da safrinha brasileira.
Alta do petróleo e da soja impulsiona recuperação das cotações
No início de março, os preços voltaram a subir, acompanhando a valorização de outras commodities importantes.
A alta do petróleo e da soja contribuiu para sustentar a reação das cotações do milho, reforçando o movimento de recuperação no mercado internacional.
Preços no Brasil recuam em fevereiro, mas mostram recuperação em março
No mercado doméstico, os preços do milho registraram queda em fevereiro, pressionados pela maior oferta da safra de verão, principalmente nas regiões Sul e Sudeste.
Em Sorriso (MT), a média foi de R$ 46,60 por saca, queda de 9% em relação a janeiro
Já na parcial de março, o cenário começou a mudar:
- Em Campinas (SP), os preços avançaram cerca de 3,5%, atingindo patamares próximos de R$ 70 por saca
A recuperação reflete tanto o movimento do mercado externo quanto as incertezas em relação à produção da segunda safra no Brasil.
Perspectiva: clima será decisivo para o mercado do milho
O desempenho da safrinha nos próximos meses será determinante para a definição dos preços. A combinação entre clima, ritmo de chuvas e desenvolvimento das lavouras deve ditar o comportamento do mercado.
Diante desse cenário, o milho segue sensível às condições climáticas e às oscilações das commodities globais, com tendência de manutenção da volatilidade no curto prazo.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGOCIOS
Corrida global por terras raras leva Senado a discutir estratégia para minerais críticos
O avanço da disputa internacional por minerais críticos e terras raras mobilizou a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que participou nesta semana de um debate no Senado sobre os caminhos para ampliar a presença do Brasil nas etapas de maior valor agregado da cadeia mineral.
A discussão ocorre em um cenário de crescente competição global por recursos considerados estratégicos para a produção de baterias, veículos elétricos, equipamentos eletrônicos, inteligência artificial, sistemas de defesa e geração de energia renovável. Nos últimos anos, Estados Unidos, China e União Europeia intensificaram políticas voltadas à segurança das cadeias de suprimentos e à redução da dependência externa desses insumos.
O Brasil aparece nesse cenário como um dos países com maior potencial geológico do mundo. Além de reservas de nióbio, grafita e lítio, o país possui importantes ocorrências de terras raras, grupo de minerais utilizados em equipamentos de alta tecnologia e considerados estratégicos pelas principais economias globais.
Durante audiência pública realizada pela Comissão de Relações Exteriores do Senado, integrantes da FPA defenderam a construção de uma política nacional voltada não apenas à extração mineral, mas também ao processamento industrial e à agregação de valor dentro do país. A avaliação apresentada durante o debate é que o Brasil corre o risco de repetir o modelo histórico de exportação de matéria-prima caso não avance em tecnologia, industrialização e segurança jurídica.
INTERESSE MUNDIAL – Para o presidente do Instituto do Agronegócio, engenheiro agrônomo Isan Rezende, os minerais críticos e as terras raras deixaram de ser apenas uma questão mineral para se tornarem um tema de soberania econômica.
“O mundo vive uma corrida por recursos essenciais para a produção de baterias, semicondutores, inteligência artificial, sistemas de defesa e transição energética. O Brasil possui algumas das maiores reservas do planeta e precisa decidir se continuará exportando matéria-prima ou se avançará para ocupar posições mais estratégicas nessa cadeia.”
“O que preocupa é que as principais economias do mundo estão adotando políticas cada vez mais agressivas para garantir acesso a esses minerais. Os Estados Unidos ampliam sua pressão por acordos de fornecimento, a China mantém forte controle sobre etapas de processamento e diversos países passaram a restringir exportações para proteger suas próprias indústrias. O Brasil não pode assistir a esse movimento apenas como fornecedor de recursos naturais. É necessário construir uma política nacional que estimule pesquisa, industrialização, inovação e geração de valor dentro do país.”
“A discussão conduzida pela Frente Parlamentar da Agropecuária vai além da mineração. Estamos falando de desenvolvimento regional, atração de investimentos, geração de empregos qualificados e fortalecimento da competitividade brasileira. O país reúne reservas minerais, conhecimento técnico e capacidade produtiva para se tornar um protagonista global nesse mercado. Mas isso exige segurança jurídica, previsibilidade regulatória e uma estratégia de longo prazo que transforme riqueza geológica em riqueza econômica para os brasileiros.”
Os Estados Unidos ampliaram programas de incentivo à produção doméstica e à diversificação de fornecedores, enquanto a China mantém posição dominante em etapas estratégicas do processamento de terras raras. Outros países produtores também passaram a restringir exportações de matérias-primas para estimular investimentos industriais locais.
No Senado, a discussão abordou ainda o Projeto de Lei 4.443/2025, que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. A proposta busca estabelecer diretrizes para pesquisa, exploração, industrialização e atração de investimentos para o setor.
Entre os pontos destacados pelos participantes estão a necessidade de ampliar o conhecimento geológico do território brasileiro, fortalecer a pesquisa científica, estimular o desenvolvimento tecnológico e criar um ambiente regulatório capaz de atrair investimentos de longo prazo.
Para a FPA, o debate ultrapassa a questão mineral e passa a integrar uma agenda estratégica relacionada à competitividade da economia brasileira, à segurança das cadeias produtivas e ao posicionamento do país em um mercado que deve ganhar relevância crescente nas próximas décadas.
Fonte: Pensar Agro
-
AGRONEGOCIOS3 anos atrás
Agrônomo mineiro recebe a Comenda do Mérito Agronômico, a mais alta distinção da categoria
-
MATO GROSSO3 anos atrás
A solidão humana
-
Gourmet3 anos atrás
Molho Bolonhesa
-
Gourmet2 anos atrás
Brigadeiro
-
Gourmet2 anos atrás
Picolé detox
-
Gourmet2 anos atrás
Molho rosé
-
Gourmet2 anos atrás
Salpicão
-
Gourmet2 anos atrás
Moqueca capixaba

