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Bacillus: Aliado das Plantas na Luta Contra Doenças Foliares
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Com o avanço no desenvolvimento e na comercialização de bioinsumos no Brasil, os produtos biológicos se consolidaram como uma estratégia eficaz no manejo de doenças vegetais, incluindo as foliares. Entre os microrganismos mais estudados para o biocontrole, destacam-se os gêneros Trichoderma e Bacillus. Seus mecanismos de ação envolvem competição por nichos e nutrientes, antibiose, interação antagônica por meio da produção de compostos e metabólitos secundários, além da indução de resistência nas plantas.
No contexto do manejo de doenças, a Biosphera AgroSolutions apresenta ao mercado o Powerbac Inductor, um fungicida e bactericida microbiológico de amplo espectro à base de Bacillus velezensis BV02. Segundo a engenheira agrônoma Isabela Gato, da área de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação da empresa, o produto tem como principal ação a indução da resistência natural das plantas. “Com resultados comprovados no controle de doenças-chave, o Powerbac Inductor oferece benefícios significativos, promovendo práticas agrícolas mais sustentáveis e rentáveis. Ele preserva a biodiversidade, garante maior segurança para seres humanos e animais, e assegura a produtividade das lavouras de diversas culturas”, afirma.
O Bacillus velezensis atua por meio de sinais bioquímicos, ativando genes de resistência nas plantas, o que gera respostas imunes contra fitopatógenos. Esse processo também fortalece as defesas da planta contra infecções futuras. “Por isso, o uso desse agente biológico no controle de doenças foliares é uma alternativa promissora para os produtores que buscam métodos mais sustentáveis e menos dependentes de agroquímicos”, ressalta Isabela. A ação do Bacillus velezensis é particularmente eficaz contra patógenos de parte aérea, como a antracnose, manchas e oídio, melhorando a saúde das plantas.
Como Funciona a Indução de Resistência?
A indução de resistência nas plantas pode ocorrer de diferentes formas. Duas delas estão diretamente relacionadas à produção de proteínas, que são fundamentais tanto no início quanto na evolução da doença, um processo conhecido como patogênese. “Em uma dessas vias, a produção de proteínas é uma resposta direta ao ataque de patógenos, enquanto na outra, a presença de proteínas resulta de ferimentos ou patogenias que causam necrose na planta”, explica Isabela. A via induzida por patógenos envolve o ácido salicílico como molécula de sinalização, enquanto a via por ferimentos está associada ao ácido jasmônico e etileno.
Assim, o Powerbac Inductor se torna uma ferramenta essencial para os produtores que buscam melhorar a sanidade das plantas e reduzir o uso de produtos químicos, promovendo uma agricultura mais ecológica e eficiente.

Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Preço do leite ao produtor sobe 10,5% em março com oferta restrita e maior disputa entre laticínios, aponta Cepea
O mercado de leite iniciou 2026 com forte movimento de recuperação nos preços ao produtor. Em março, o valor pago pelo litro avançou 10,5% frente a fevereiro, marcando o terceiro mês consecutivo de alta, segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP).
Com o avanço, a chamada “Média Brasil” atingiu R$ 2,3924 por litro. Apesar da reação, o valor ainda permanece 18,7% abaixo do registrado em março de 2025, considerando os dados corrigidos pela inflação.
No acumulado do primeiro trimestre, o aumento chega a 17,6%, com média de R$ 2,2038/litro — ainda 23,6% inferior ao mesmo período do ano passado, evidenciando que o setor segue em processo de recomposição.
Oferta limitada impulsiona preços no campo
A principal força por trás da alta é a restrição na oferta de leite cru. A menor disponibilidade intensificou a concorrência entre laticínios pela matéria-prima, elevando os preços pagos ao produtor.
O Índice de Captação de Leite (ICAP-L) recuou 3,9% de fevereiro para março na Média Brasil, acumulando queda de 11,1% no primeiro trimestre. Esse movimento reflete fatores sazonais, como a piora das pastagens, além do aumento dos custos com alimentação animal.
Outro ponto relevante é a postura mais cautelosa do produtor. Após margens apertadas ao longo de 2025, muitos reduziram investimentos, impactando diretamente o nível de produção.
Custos seguem pressionando a atividade
Mesmo com a valorização do leite, os custos continuam em trajetória de alta. O Custo Operacional Efetivo (COE) subiu 0,46% em março, acumulando avanço de 2,11% nos três primeiros meses do ano.
Esse cenário mantém a rentabilidade do produtor ainda pressionada, limitando uma recuperação mais consistente da atividade no curto prazo.
Derivados disparam, mas mercado mostra desaceleração
A menor oferta de matéria-prima também impactou a indústria, restringindo a produção de derivados e elevando os preços no atacado.
Em março:
- O leite UHT registrou alta de 18,3%
- A muçarela subiu 6,1%
Os preços seguiram firmes até a primeira quinzena de abril. No entanto, a partir da segunda metade do mês, o mercado começou a mostrar sinais de enfraquecimento, com negociações mais lentas e resistência por parte do consumo.
Importações avançam e limitam altas
Outro fator relevante é o crescimento das importações. Em março, houve aumento de 33% nas compras externas. No acumulado do trimestre, o volume chegou a 604 milhões de litros em equivalente leite, praticamente estável em relação ao mesmo período de 2025 (-0,9%).
Esse movimento contribui para equilibrar a oferta interna e tende a limitar pressões mais intensas de alta nos preços domésticos.
Perspectivas: alta perde força a partir de maio
A expectativa do mercado é de continuidade da valorização no curto prazo, especialmente em abril. Contudo, o ritmo de alta deve desacelerar a partir de maio.
Entre os principais fatores estão:
- Resistência do consumidor aos preços mais elevados nas gôndolas
- Manutenção de importações em níveis elevados
- Possível reação gradual da produção
Diante desse cenário, a indústria tende a adotar uma postura mais cautelosa nos repasses ao produtor entre maio e junho.
Impacto para o agronegócio
O comportamento do mercado de leite reforça um cenário típico de ajuste entre oferta e demanda. Para o produtor, o momento é de recuperação parcial de preços, mas ainda com desafios relevantes em custos e rentabilidade.
Já para a cadeia como um todo, o equilíbrio dependerá da evolução do consumo interno, da dinâmica das importações e da capacidade de retomada da produção nos próximos meses.
Resumo: a alta do leite em março reflete um mercado com oferta restrita e custos elevados, mas o avanço dos preços começa a encontrar limites no consumo e na entrada de produto importado, sinalizando um cenário de maior equilíbrio nos próximos meses.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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