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Balança comercial de Goiás registrou superávit de R$ 24,6 bilhões no primeiro semestre
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A balança comercial de Goiás registrou um superávit de R$ 24,6 bilhões de janeiro a julho de 2024, segundo relatório da Superintendência de Comércio Exterior e Atração de Investimentos Internacionais, divulgado pela Secretaria de Estado de Indústria, Comércio e Serviços (SIC).
Esse saldo é resultado de R$ 42,1 bilhões em exportações e R$ 16,9 bilhões em importações. Somente em julho de 2024, o saldo comercial goiano foi de R$ 4,1 bilhões, com exportações de R$ 6 bilhões e importações de R$ 2,3 bilhões.
No contexto nacional, Goiás está em 8º lugar em exportações e em 11º lugar em importações, com seu saldo representando 9,2% do total da balança comercial brasileira nesse período. Em julho a balança comercial brasileira registrou um saldo positivo de R$ 41,6 bilhões, com exportações de R$ 169 bilhões e importações de R$ 126,8 bilhões. No acumulado de janeiro a julho deste ano, o superávit brasileiro foi de R$ 271,4 bilhões.
Exportações: Em julho, os principais produtos exportados foram do complexo soja (54,56%), carnes (16,60%) e ferroligas (6,93%). A China foi o principal destino das exportações goianas, representando 52,95% do total no acumulado do ano e 53,45% em julho.
Importações: No mesmo período, a China foi o principal parceiro de importações, representando 20,57% do total, seguida pela Alemanha (14,24%) e pelos Estados Unidos (13,36%). Em Goiás, Rio Verde se destacou como o maior município exportador, enquanto Anápolis liderou as importações.
Fonte: Pensar Agro
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Preços do trigo sobem no Brasil com oferta restrita e ajuste no mercado em abril
O mercado brasileiro de trigo encerrou abril com valorização nas principais regiões produtoras, sustentado pela oferta restrita, firmeza dos vendedores e necessidade de recomposição de estoques por parte dos moinhos. O movimento reflete um ajuste no mercado interno, especialmente diante da menor disponibilidade no Sul e da crescente exigência por qualidade do grão.
Mercado interno: escassez e qualidade sustentam preços
A baixa oferta disponível nas regiões produtoras foi determinante para a sustentação das cotações ao longo do mês. A comercialização mais seletiva, com foco em lotes de melhor qualidade, também contribuiu para o cenário de valorização.
No Paraná, a média FOB interior avançou 3% em abril, alcançando R$ 1.407 por tonelada. Já no Rio Grande do Sul, o movimento foi mais expressivo, com alta de 8%, elevando a referência para R$ 1.295 por tonelada.
O comportamento reforça um mercado mais ajustado, com menor volume disponível e maior rigor na negociação, principalmente em relação ao padrão do produto.
Acumulado de 2026 mostra recuperação relevante
No primeiro quadrimestre de 2026, a alta acumulada dos preços é significativa, indicando uma mudança importante na dinâmica do mercado desde o início do ano:
- Paraná: +20%
- Rio Grande do Sul: +25%
Apesar da recuperação no curto prazo, na comparação anual as cotações ainda permanecem abaixo dos níveis registrados no mesmo período do ano anterior, com recuos de 9% no Paraná e 10% no Rio Grande do Sul.
Esse cenário evidencia que o mercado doméstico reage aos fundamentos internos, mas ainda enfrenta limitações impostas pelo ambiente externo.
Mercado externo: referência argentina e incertezas de qualidade
A Argentina segue como principal referência para a formação de preços do trigo no Brasil. Em abril, as indicações nominais para o produto com teor de proteína acima de 11,5% permaneceram estáveis, ao redor de US$ 240 por tonelada.
No entanto, o cenário internacional aponta para possíveis ajustes. O trigo hard norte-americano registrou valorização de 7,8% no mês e acumula alta de 27% em 2026, sinalizando pressão altista global.
Além disso, persistem incertezas quanto ao padrão de qualidade do trigo argentino disponível para exportação, o que pode influenciar diretamente a competitividade e os preços no mercado regional.
Câmbio limita repasse da alta internacional
Apesar do viés altista nos fundamentos domésticos e da pressão externa, o câmbio tem atuado como principal fator de contenção para os preços no Brasil.
A valorização do real frente ao dólar reduz a paridade de importação, limitando o repasse das altas internacionais para o mercado interno. Com isso, mesmo diante de um cenário global mais firme, os avanços nas cotações domésticas ocorrem de forma mais moderada.
Tendência: mercado segue sensível à oferta e ao câmbio
A perspectiva para o curto prazo é de manutenção de um mercado ajustado, com preços sustentados pela oferta restrita e pela demanda pontual dos moinhos.
No entanto, a evolução do câmbio e o comportamento das cotações internacionais seguirão sendo determinantes para a intensidade dos movimentos no Brasil, especialmente em um cenário de integração crescente com o mercado global.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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