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Belterra Agroflorestas aposta em restauração produtiva para unir renda e sustentabilidade no campo

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A Belterra Agroflorestas vem se consolidando como referência em restauração florestal produtiva no Brasil. A companhia busca transformar a realidade da Amazônia e de outros biomas estratégicos por meio de sistemas agroflorestais que conciliam conservação ambiental com geração de renda para pequenos e médios produtores.

Agrofloresta planejada para equilibrar economia e meio ambiente

Diferente da floresta nativa, o modelo agroflorestal desenvolvido pela Belterra é desenhado para recuperar serviços ambientais essenciais, como conservação do solo, proteção da água e reconexão da biodiversidade. Ao mesmo tempo, garante viabilidade econômica com culturas de alto valor agregado, como cacau, açaí e outras espécies nativas.

Presença em três biomas e atuação em sete estados

Com sede em Curitiba (PR), a Belterra está presente em sete estados brasileiros e desenvolve projetos em três biomas de relevância estratégica: Amazônia, Caatinga e Mata Atlântica.

Números alcançados:

3,8 mil hectares já contratados para implantação de sistemas agroflorestais;

  • Entre 600 e 700 hectares de cacau estabelecidos;
  • 80 produtores atendidos no modelo de arrendamento;
  • 230 produtores em integração com assistência técnica;
  • 50 famílias acompanhadas pelo Instituto Belterra;
  • Meta de 20 mil hectares implantados nos próximos quatro anos.
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Soluções para os principais desafios do produtor

A empresa atua em três frentes que historicamente dificultam a transição para modelos produtivos sustentáveis:

  • Apoio técnico – capacitação e transferência de tecnologia em agroflorestas;
  • Acesso a financiamento – estruturação de investimentos e mitigação de riscos financeiros;
  • Comercialização – conexão com indústrias e mercados, assegurando o escoamento da produção diversificada.
Parcerias de longo prazo e incentivo à sucessão familiar

Os contratos da Belterra têm duração mínima de 10 anos, chegando a 20 em alguns casos, o que fortalece a permanência de jovens no campo. Além da empresa-âncora, o Instituto Belterra (IBel) apoia comunidades onde modelos comerciais não se aplicam, como terras indígenas, quilombolas, assentamentos e reservas extrativistas, em projetos sustentados por fundos filantrópicos e parcerias não reembolsáveis.

Reconhecimento nacional e internacional

O trabalho da Belterra tem sido reconhecido em premiações de peso:

  • 2023 – Finalista do The EarthShot Prize, idealizado pelo Príncipe William;
  • 2024 – Valmir Ortega, CEO da empresa, recebeu o Prêmio Empreendedor Social da Folha de S.Paulo e Fundação Schwab;
  • 2025 – Ortega venceu o Prêmio de Empreendedor Social da Fundação Schwab em Davos (Suíça), ligada ao Fórum Econômico Mundial.
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Modelos de negócios adaptados a diferentes perfis

Para atender produtores de perfis variados, a Belterra estruturou três modalidades de parceria:

  • Arrendamento – renda imediata ao produtor, com a empresa responsável pela implantação e manejo;
  • Parceria Rural – divisão proporcional dos lucros conforme engajamento em terra, capital e/ou trabalho;
  • Prestação de Serviços – autonomia ao produtor, com suporte técnico, crédito e acesso garantido à comercialização.
Viveiros de mudas impulsionam expansão

A base do crescimento da Belterra está nos viveiros instalados no Pará e em Rondônia, que produzem mudas de cacau, espécies produtivas e florestais. O projeto prevê milhões de mudas por ano, tanto para atender a demanda interna quanto, futuramente, para abastecer o mercado.

Impacto socioeconômico e ambiental

Ao integrar inovação produtiva, conservação ambiental e geração de renda, a Belterra Agroflorestas já beneficia centenas de famílias agricultoras, reforçando o papel das agroflorestas na construção de um futuro mais sustentável para o Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Em ano de El Niño, Mapa recebe da Embrapa 163 medidas para gestão de riscos climáticos no campo

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) recebeu um conjunto de 163 medidas sistematizadas pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) para apoiar a gestão de riscos climáticos na agropecuária. As recomendações consideram os possíveis impactos associados ao fenômeno El Niño na safra 2026/2027 e também propõem ações permanentes de prevenção, adaptação e redução de riscos no campo.  

A nota técnica foi elaborada no âmbito do Grupo de Trabalho sobre El Niño, instituído pelo Mapa, com a participação de especialistas da Embrapa e do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Cerca de 50 profissionais da Embrapa contribuíram para a elaboração das recomendações. 

“Embora motivado pelo El Niño 2026/27, o documento adota uma perspectiva mais ampla de gestão de riscos agroclimáticos, reconhecendo que grande parte das ameaças, vulnerabilidades e medidas analisadas é aplicável também a outros eventos e condições climáticas recorrentes”, afirma a presidente da Embrapa Silvia Massruhá 

Das 163 medidas propostas, 14 são transversais a todo o setor agropecuário, 139 são específicas por segmento produtivo e dez correspondem a ações viabilizadoras ou de apoio a programas de política pública. 

Para o coordenador do Grupo de Trabalho, Bruno Leite, a nota técnica contribui para dimensionar os impactos associados ao El Niño e reúne referências técnicas que podem orientar ações de prevenção e redução de danos. 

Nós já temos um cardápio bastante grande de tecnologias que ajudam a enfrentar o El Niño e eventos climáticos adversos. O desafio agora é fazer com que esse conhecimento chegue ao produtor rural”, disse. 

GRUPO DE TRABALHO APRESENTA RELATÓRIO  

Na próxima quinta-feira (3), o Grupo de Trabalho instituído pela Portaria MAPA nº 928/2026, apresenta relatório com propostas e estratégias de adaptação e mitigação diante do fenômeno El Niño. A nota técnica elaborada pela Embrapa integra uma das frentes de trabalho do grupo.  

Durante o período de atuação, o GT reuniu informações e contribuições de diferentes instituições, entre elas a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), a Embrapa, o Inmet e secretarias do Mapa. 

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Entre as propostas que serão apresentadas pelo grupo está a implantação de um plano de comunicação coordenado entre as instituições. Paralelamente, o Mapa trabalha na elaboração de uma página especial, vídeos informativos e outros materiais voltados à divulgação de informações sobre riscos climáticos e medidas de prevenção e adaptação.  

MEDIDAS PARA DIFERENTES CADEIAS PRODUTIVAS 

As recomendações da Embrapa estão estruturadas a partir da identificação dos principais riscos e impactos sobre culturas e cadeias produtivas e consideram diferentes formas de tratamento dos riscos, incluindo prevenção, redução de impactos, transferência de riscos e aceitação do risco remanescente. 

As 163 medidas indicam, ainda, o horizonte de implementação – imediato, curto, médio ou longo prazo – e as condições necessárias para sua adoção. 

Entre as medidas transversais estão o monitoramento de previsões meteorológicas e o uso de dados meteorológicos locais; a utilização do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc); a diversificação espacial e temporal da produção; a adoção de sistemas de integração lavoura-pecuária (ILP) e integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF); a elaboração de planos de contingência para eventos climáticos adversos; a manutenção da infraestrutura da propriedade rural; a avaliação econômica do nível de proteção para cada risco; dimensionamento da capacidade operacional; registro de eventos e impactos climáticos para melhor avaliação sobre as medidas adotadas; avaliação econômica do nível de proteção para cada risco; criação de reservas financeiras; utilização de seguro rural e outros mecanismos de transferência de risco; e capacitação de equipes. 

As recomendações específicas para as cadeias produtivas abrangem temas como manejo do solo, escolha de cultivares, planejamento das operações, estruturas de proteção, drenagem e irrigação. 

O documento também apresenta medidas de caráter institucional, financeiro, científico, tecnológico e de assistência técnica, cuja implementação depende da atuação de instituições públicas e de políticas voltadas à gestão de riscos climáticos. Entre elas estão o fortalecimento e aperfeiçoamento do Zarc, a ampliação de mecanismos de financiamento para adaptação climática, o aperfeiçoamento de instrumentos de transferência de riscos, como o seguro rural, o fortalecimento da assistência técnica e da pesquisa, além do aprimoramento dos sistemas de monitoramento agrometeorológico e da gestão integrada de recursos hídricos. 

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GESTÃO PERMANENTE DE RISCOS 

O coordenador da Rede Zarc e pesquisador da Embrapa Agricultura Digital, Eduardo Monteiro, destaca que a nota técnica aponta para um desafio que vai além dos efeitos específicos do El Niño: a consolidação de uma política permanente de gestão de riscos agroclimáticos. 

“O principal legado desse grupo de trabalho pode ser a transição de uma lógica predominantemente reativa de gestão de crises para uma cultura permanente de antecipação, preparação, adaptação, monitoramento e aprendizagem”, analisa Monteiro. 

Na prática, a abordagem considera a necessidade de ampliar a capacidade de antecipar, monitorar e responder a diferentes eventos climáticos, como secas, excesso de precipitação, ondas de calor, geadas, tempestades e incêndios. 

IMPACTOS DO EL NIÑO  

A nota técnica apresenta o histórico dos efeitos associados ao El Niño no Brasil e as projeções para 2026. As informações, no entanto, não determinam antecipadamente os impactos sobre cada região, cultura ou sistema produtivo.  

Entre os cenários considerados está a maior probabilidade de precipitação abaixo da média em áreas do Centro-Norte do país e acima da média na Região Sul. O documento considera riscos como atraso ou irregularidade no início da estação chuvosa, chuvas abaixo da média e déficit hídrico prolongado, temperaturas elevadas, chuvas acima da média e tempestades convectivas severas. 

Os impactos e as medidas de gestão são detalhados para diferentes cadeias, incluindo grãos e fibras, fruticultura, silvicultura, olericultura, pastagens e pecuária, culturas industriais e aquicultura. 

Informações à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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