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Bioinsumos ganham força na hortifruticultura gaúcha e impulsionam produção de tomate e uva

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O uso de bioinsumos está se consolidando como uma importante ferramenta no manejo da hortifruticultura do Rio Grande do Sul, especialmente em cultivos de tomate e uva. Produtores da região relatam ganhos em vigor vegetativo, produtividade e qualidade das plantas, resultado do uso combinado de biotecnologia e manejo tradicional.

De acordo com o produtor Márcio Vizentin, de Flores da Cunha (RS), os efeitos na lavoura são visíveis: “Este ano, a produção aumentou cerca de 30%”. O relato reflete uma tendência crescente entre agricultores que buscam alternativas sustentáveis para melhorar o desempenho das lavouras sem depender exclusivamente de insumos químicos.

Setor de bioinsumos cresce 13% no Brasil e avança em políticas públicas

O avanço no uso de bioinsumos no Estado acompanha o crescimento nacional. Um levantamento da CropLife Brasil revelou que a adoção de bioinsumos aumentou 13% na safra 2024/2025, alcançando 156 milhões de hectares. A taxa média de uso por área também subiu, chegando a 26%.

O tema ganhou destaque em políticas públicas com o Programa Nacional de Bioinsumos, do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), que tem como meta “ampliar e fortalecer o uso de bioinsumos” como estratégia para promover o desenvolvimento sustentável da agropecuária brasileira.

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Biotecnologia fortalece o sistema solo-planta e reduz dependência química

Para especialistas, o foco da nova agricultura é integrar nutrição e biologia no manejo das lavouras. Segundo Flávio Copatti, representante da Superbac na região Sul, os fertilizantes biotecnológicos atuam tanto na nutrição das plantas quanto na saúde do solo, fornecendo macro e micronutrientes e estimulando microrganismos benéficos.

“Esses produtos funcionam como condicionadores biológicos do solo, favorecendo uma microbiota saudável e melhorando a eficiência na absorção de nutrientes”, explica Copatti.

A proposta está alinhada às demandas da hortifruticultura, onde sanidade, pegamento, uniformidade e vigor vegetativo são determinantes para o sucesso comercial.

Mercado de defensivos biológicos movimenta mais de R$ 4 bilhões

O crescimento do setor também se reflete nos números de mercado. Segundo dados da Kynetec (FarmTrak Bioinsumos 2024/25), divulgados pela Forbes Agro, o segmento de defensivos biológicos movimentou R$ 4,35 bilhões na safra 2024/25, o que representa alta de 18% em relação ao ciclo anterior.

O resultado reforça o interesse crescente por soluções biológicas, que vêm sendo adotadas como complemento ao manejo químico tradicional.

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Tendência é de integração entre biológicos e manejo convencional

De acordo com especialistas do setor, o avanço dos bioinsumos na hortifruticultura é guiado por três fatores principais:

  • Busca por maior sanidade e aparência dos produtos, essenciais para o mercado consumidor;
  • Redução de perdas na produção;
  • Adoção de manejos mais equilibrados, especialmente em regiões de alta intensidade produtiva.

Copatti reforça que o papel dos bioinsumos não é substituir completamente os sistemas convencionais, mas sim atuar de forma complementar, integrando nutrição, solo e proteção de cultivos.

“A ideia é somar forças entre a biotecnologia e o manejo tradicional, garantindo sustentabilidade e produtividade ao mesmo tempo”, conclui o especialista.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mulheres da Pesca Artesanal apresenta resultados para pescadoras no Rio Grande do Sul

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O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), por meio da Superintendência Federal no Rio Grande do Sul, promoveu, na última quinta-feira (16), um encontro para apresentar os resultados do projeto Mulheres da Pesca Artesanal e compartilhar experiências e aprendizados construídos ao longo da iniciativa. 

 O evento reuniu pescadoras de diferentes regiões do estado, participantes do projeto e representantes de instituições parceiras, entre elas parlamentares, integrantes dos Ministérios da Agricultura e Pecuária (MAPA) e do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), além da Comissão Nacional de Fortalecimento das Reservas Extrativistas Costeiras e Marinhas (CONFREM). 

O projeto tem como principal objetivo apoiar a regularização do processamento e da comercialização do pescado em âmbito domiciliar, por meio do fortalecimento do papel das mulheres na cadeia produtiva da pesca artesanal. Para isso, a iniciativa desenvolve ações de capacitação, pesquisa, assistência técnica e construção participativa de protocolos voltados à atividade. 

 A ação reúne famílias de pescadoras dos municípios de Imbé, Tramandaí e Xangri-Lá, pesquisadoras da Universidade Federal do Rio Grande (FURG) e o MPA, com apoio da EMATER e dos serviços municipais de fiscalização do litoral norte gaúcho. 

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Ao longo do projeto, foram promovidas atividades de ensino, pesquisa e extensão para aproximar os saberes tradicionais da pesca artesanal do conhecimento científico, valorizando o trabalho das mulheres, historicamente ligado ao beneficiamento do pescado. 

 As ações foram implementadas junto a quatro famílias da pesca artesanal do litoral norte do estado, com foco na melhoria das condições de trabalho e na construção de caminhos viáveis para a formalização do processamento artesanal, garantindo mais qualidade e segurança aos produtos. 

 Entre os principais resultados da iniciativa estão o diagnóstico das condições de trabalho, capacitações em Boas Práticas de Manipulação, desenvolvimento de novos produtos, fortalecimento da gestão e da comercialização, além da elaboração de materiais educativos voltados às pescadoras artesanais. 

Além de promover a valorização dos saberes tradicionais, o projeto também busca ampliar a equidade de gênero na atividade pesqueira e gerar impacto social duradouro para as comunidades. A partir dos resultados alcançados, a proposta poderá contribuir para a construção de um projeto de lei voltado à regularização do processamento e da comercialização do pescado em âmbito domiciliar. 

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Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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