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Boi gordo mantém preços firmes com oferta restrita e exportações aquecidas para a China

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Oferta limitada de animais encurta escalas e sustenta preços

O mercado físico do boi gordo apresentou preços de estáveis a mais altos ao longo da semana, refletindo um cenário de oferta restrita de animais terminados. De acordo com o analista da Safras & Mercado, Fernando Iglesias, a baixa disponibilidade de bovinos prontos para abate tem mantido as escalas dos frigoríficos encurtadas, o que contribui diretamente para a sustentação das cotações da arroba.

Exportações para a China reforçam valorização da arroba

Outro fator determinante para o suporte dos preços é o forte ritmo de exportações de carne bovina para a China. Segundo Iglesias, a manutenção das cotas impostas pelo país asiático tem levado importadores chineses e exportadores brasileiros a intensificarem as compras e embarques no início do ano.

Esse movimento busca garantir maior participação dentro do limite estabelecido, o que amplia a demanda externa e sustenta os preços no mercado interno.

Risco de queda nos preços no segundo semestre

Apesar do cenário positivo no curto prazo, há um ponto de atenção para os próximos meses. Caso o ritmo atual de exportações seja mantido, a cota destinada ao Brasil pode ser esgotada entre maio e julho.

Segundo o analista, esse cenário pode provocar uma desaceleração nos embarques no terceiro trimestre, justamente em um período marcado pela maior oferta de animais oriundos dos confinamentos. Isso poderia resultar em pressão negativa sobre os preços da arroba.

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Cotações do boi gordo nas principais praças

Na modalidade a prazo, os preços do boi gordo em 26 de março apresentaram o seguinte comportamento:

  • São Paulo (Capital): R$ 355,00/@ – estável
  • Goiás (Goiânia): R$ 340,00/@ – estável
  • Minas Gerais (Uberaba): R$ 340,00/@ – estável
  • Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 345,00/@ – alta de 1,47%
  • Mato Grosso (Cuiabá): R$ 350,00/@ – avanço de 2,94%
  • Rondônia (Vilhena): R$ 315,00/@ – valorização de 1,61%
Atacado sinaliza reação, mas consumo segue pressionado

No mercado atacadista, os preços da carne bovina apresentaram reação ao longo da semana. No entanto, a expectativa é de um escoamento mais lento entre o atacado e o varejo no curto prazo, diante do consumo ainda enfraquecido.

A competitividade de proteínas mais acessíveis continua impactando o mercado. O consumo de carne de frango, ovos e embutidos segue aquecido, favorecido pelos preços mais baixos em comparação à carne bovina, que permanece com valores elevados para grande parte da população.

Preços dos cortes bovinos no atacado
  • Quarto dianteiro: R$ 21,00/kg – alta de 2,44%
  • Cortes do traseiro: R$ 27,30/kg – avanço de 1,11%
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Exportações brasileiras seguem em alta em março

As exportações brasileiras de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada seguem em ritmo consistente em março (considerando 15 dias úteis). A receita totalizou US$ 966,208 milhões, com média diária de US$ 64,413 milhões.

O volume embarcado alcançou 167,061 mil toneladas, com média diária de 11,137 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 5.783,50.

Na comparação com março de 2025, os dados indicam:

  • Alta de 16% no valor médio diário exportado
  • Queda de 1,7% no volume médio diário
  • Avanço de 18% no preço médio da tonelada

Os números foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior e reforçam o cenário de valorização da proteína bovina no mercado internacional.

Perspectiva: equilíbrio entre oferta e demanda seguirá determinante

O comportamento dos preços do boi gordo nos próximos meses dependerá do equilíbrio entre a oferta interna, especialmente com a entrada de animais de confinamento, e a continuidade do desempenho das exportações.

Enquanto a demanda externa permanecer aquecida e a oferta doméstica restrita, a tendência é de manutenção de preços firmes no curto prazo, com possível volatilidade ao longo do segundo semestre.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Chuva forte pode atrasar plantio e colheitas no Centro-Sul

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A semana começa com chuva em importantes regiões agrícolas do Brasil e efeitos distintos sobre o calendário das lavouras. A partir deste domingo (04.10), as instabilidades atingem áreas do Centro-Oeste, Sudeste e Sul, além de partes do Norte e do Nordeste. Para quem inicia a safra de verão, a água ajuda a recuperar a umidade necessária à semeadura. Onde o solo já está saturado, porém, novos episódios de chuva podem paralisar máquinas, atrasar o plantio e dificultar a retirada dos grãos ainda no campo.

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o início da semana terá condições para tempestades, com rajadas de vento e possibilidade de granizo em algumas áreas. A intensidade e a distribuição das precipitações variam entre as regiões, exigindo decisões conforme a situação de cada propriedade.

No Centro-Oeste, há previsão de chuva neste domingo em Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal e Mato Grosso do Sul, com intensificação das instabilidades na segunda-feira, 5. O sul de Mato Grosso do Sul está entre as áreas sob maior atenção para temporais.

A chegada da água ocorre em momento decisivo para a soja. No acompanhamento divulgado em 28 de setembro, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) informou que as chuvas haviam permitido ampliar a semeadura em áreas de Mato Grosso que dependem das precipitações. Em Mato Grosso do Sul, a implantação também começava a avançar, enquanto Goiás registrava operações pontuais, principalmente sob irrigação.

O desafio para o produtor é aproveitar a umidade sem antecipar a entrada das máquinas em terrenos sem condições de tráfego. Chuvas concentradas podem interromper a semeadura e os tratamentos das lavouras. A persistência da água no solo, por sua vez, precisa ser observada antes de retomar as operações.

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No Sudeste, as instabilidades alcançam São Paulo, áreas de Minas Gerais e Rio de Janeiro no começo da semana. No Espírito Santo, a previsão aponta precipitações mais isoladas. A chuva pode beneficiar a implantação das culturas de verão, mas exige atenção onde ainda há colheitas.

Em São Paulo, a Conab já registrava dificuldades para a entrada de colhedoras em áreas de milho por causa do encharcamento. Também apontava danos à qualidade do trigo em maturação e colheita. Novas precipitações podem prolongar essas interrupções nas propriedades afetadas.

A situação do milho safrinha, contudo, deve ser dimensionada: 99,5% da área acompanhada pela companhia estava colhida no levantamento de 28 de setembro. Os trabalhos restantes se concentravam em São Paulo e no Paraná. Nos principais polos do Centro-Oeste, a retirada do cereal já havia terminado.

No Sul, os cuidados se dividem entre a implantação da nova safra e as lavouras de inverno. Santa Catarina e partes do Rio Grande do Sul também têm previsão de chuva e trovoadas. O excesso de umidade já havia reduzido o ritmo do plantio de milho e interrompido operações de semeadura do arroz em áreas gaúchas.

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O trigo permanece vulnerável. Além de dificultar a colheita, períodos úmidos favorecem doenças e podem comprometer a qualidade dos grãos. Em Santa Catarina, o monitoramento da Conab destacava a pressão de doenças nas lavouras; no Rio Grande do Sul, havia preocupação com os efeitos das chuvas sobre áreas em fase reprodutiva.

No Norte, as pancadas atingem áreas do Amazonas, Rondônia e Tocantins. No Nordeste, a chuva é mais localizada, com possibilidade de precipitações no oeste da Bahia e em partes do Maranhão e do Piauí, enquanto setores do interior permanecem com tempo firme.

Para a região agrícola formada por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, a regularidade das precipitações continua decisiva. O boletim de setembro da Conab mostrou que as primeiras chuvas haviam sido insuficientes para recompor a água no solo e permitir o plantio na maioria das áreas sem irrigação. Já o milho de terceira safra apresenta situações diferentes: no oeste baiano, áreas irrigadas tiveram bons resultados, enquanto a estiagem comprometeu lavouras no Nordeste da Bahia.

O planejamento da semana dependerá, portanto, da combinação entre previsão local, umidade do terreno e estágio da cultura. Onde falta água, a chuva pode abrir a oportunidade de plantar. Onde ela já sobra, preservar o solo e esperar condições adequadas para as máquinas será determinante para evitar novos prejuízos.

Fonte: Pensar Agro

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