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Boletim do Leite do Cepea aponta alta no preço ao produtor e mudanças no mercado lácteo em junho

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O Boletim do Leite de junho, divulgado pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), já está disponível e traz um panorama atualizado do mercado lácteo brasileiro, com destaque para a continuidade da valorização do leite ao produtor, movimentos distintos nos derivados e mudanças no comércio exterior do setor.

Leite ao produtor registra quarta alta consecutiva

O preço do leite pago ao produtor registrou a quarta alta consecutiva em abril de 2026. Segundo levantamento do Cepea, a valorização foi de 10,4% em relação a março, levando a “Média Brasil” para R$ 2,6584 por litro.

Apesar do avanço mensal, o valor ainda permanece 7,1% abaixo do registrado em abril de 2025, em termos reais, considerando o deflacionamento pelo IPCA de abril de 2026.

O movimento de alta segue associado à redução da produção, influenciada pela sazonalidade, além do aumento da competição entre laticínios pela aquisição de leite cru no campo.

Derivados lácteos apresentam comportamento misto no atacado

Em maio, o mercado de derivados lácteos no atacado paulista apresentou comportamentos distintos, segundo levantamento do Cepea com apoio da OCB.

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Os preços da muçarela e do leite em pó permaneceram praticamente estáveis, com variações leves de 0,12% e 0,13%, respectivamente. As médias mensais ficaram em R$ 35,10/kg para a muçarela e R$ 30,89/kg para o leite em pó.

Já o leite UHT apresentou recuo no período, refletindo maior pressão no consumo e ajustes na oferta ao longo da cadeia.

Exportações de lácteos avançam e superam ritmo das importações

O comércio exterior de lácteos brasileiros registrou alta tanto nas importações quanto nas exportações em maio. No entanto, o crescimento das vendas externas foi significativamente mais forte.

As importações aumentaram 3,58% em relação a abril, totalizando 226,21 milhões de litros equivalentes-leite (EqL). Já as exportações cresceram 45,33% no mesmo período, alcançando 5,81 milhões de litros EqL.

Na comparação anual, frente a maio de 2025, as importações avançaram 27,93%, enquanto as exportações recuaram 21,42%, indicando maior volatilidade no fluxo comercial do setor.

Custos de produção recuam pela primeira vez em 2026

O Custo Operacional Efetivo (COE) registrou em maio a primeira queda de 2026, com recuo de 1,39% na “Média Brasil” em relação ao mês anterior.

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Apesar da redução mensal, o indicador ainda acumula alta de 1,80% no ano. A queda foi influenciada principalmente pela redução nos preços de insumos ligados à nutrição animal e operações mecanizadas, que ajudaram a aliviar parte da pressão sobre os custos no período.

Cenário do leite segue com ajustes entre preço, custo e mercado

O conjunto dos dados do boletim aponta um setor lácteo ainda em fase de ajustes, com recuperação de preços ao produtor, variações nos derivados, oscilação no comércio exterior e sinais iniciais de alívio nos custos de produção.

Boletim do Leite

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Conab moderniza armazém e entrega equipamentos a produtores

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A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) entregou, na última quinta-feira (18), a modernização da Unidade Armazenadora (UA) de Ananindeua (PA), devolvendo 17,5 mil toneladas de capacidade estática ao mercado. Com a reforma, a estatal busca reduzir o gargalo de armazenagem na região, permitindo que o produtor paraense tenha onde guardar sua safra com segurança e evitar a venda forçada no momento da colheita, quando os preços costumam ser pressionados pela oferta elevada.

O reforço na logística faz parte de um conjunto de medidas para alavancar a produção no Estado, que incluiu o aporte de R$ 3,1 milhões via Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). Além do capital para comercialização, a estatal entregou oito mini colheitadeiras e quatro kits de maquinários, focados em resolver gargalos operacionais que limitam a escala e a produtividade da agricultura familiar local.

O volume de R$ 3,1 milhões será direcionado à compra de 147,2 toneladas de alimentos, além da entrega de 18,8 toneladas de sementes crioulas e 23,5 mil mudas frutíferas. A estratégia é fomentar a agrobiodiversidade e garantir que as comunidades tenham insumos de qualidade para o plantio.

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A Associação Estadual de Agricultores e Guardiões da Agrobiodiversidade na Amazônia (Aefaga), de Igarapé-Açu, foi uma das entidades beneficiadas, com um contrato de R$ 615 mil. O recurso viabilizará a distribuição de mudas e sementes para 385 famílias em Ananindeua, Santa Luzia do Pará e Viseu, conectando a produção dessas propriedades ao mercado.

Desde 2023, a atuação da Conab no Pará soma mais de R$ 96,3 milhões em investimentos, distribuídos em 328 projetos. O trabalho alcança 94 municípios, permitindo a comercialização de 12,2 mil toneladas de alimentos produzidos por cerca de 8,3 mil famílias. As ações visam garantir renda ao produtor e, ao mesmo tempo, regular o abastecimento regional, oferecendo infraestrutura de estocagem para o escoamento eficiente da produção.

Fonte: Pensar Agro

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