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Bolsa de Xangai recua após realização de lucros e interrompe sequência de três altas

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A Bolsa de Xangai encerrou o pregão desta quinta-feira (14) em queda, interrompendo uma série de três sessões consecutivas de ganhos. O recuo ocorreu após o índice superar brevemente a marca dos 3.700 pontos — nível mais alto em três anos e meio — e investidores aproveitarem para realizar lucros.

Xangai cai e realiza maior correção em duas semanas

O índice SSEC (Shanghai Composite) fechou com baixa de 0,46%, aos 3.666,44 pontos, após atingir momentaneamente os 3.700 pontos pela primeira vez desde dezembro de 2021. A queda foi a mais acentuada das últimas duas semanas.

O CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, registrou leve recuo de 0,08%, enquanto o Hang Seng, de Hong Kong, perdeu 0,37%.

Setores de siderurgia e comunicações pressionam mercados

O desempenho negativo foi puxado pelo setor siderúrgico, que caiu 2,1%, e pelo segmento de comunicações, que recuou 2,2%.

Apesar do movimento de correção, analistas veem o cenário de forma positiva.

“O mercado ainda mantém uma tendência de alta. Correções pontuais são saudáveis e tornam o movimento mais sustentável”, avaliou Kevin You, vice-gerente de portfólio do Allianz China A-Shares Equity Fund.

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Desempenho das bolsas asiáticas

  • Tóquio (Nikkei 225): queda de 1,45%, aos 42.649 pontos
  • Hong Kong (Hang Seng): baixa de 0,37%, aos 25.519 pontos
  • Xangai (SSEC): recuo de 0,46%, aos 3.666 pontos
  • Shenzhen/Xangai (CSI300): queda de 0,08%, aos 4.173 pontos
  • Seul (Kospi): leve alta de 0,04%, aos 3.225 pontos
  • Taiwan (Taiex): baixa de 0,54%, aos 24.238 pontos
  • Cingapura (Straits Times): recuo de 0,38%, aos 4.256 pontos
  • Sydney (S&P/ASX 200): avanço de 0,53%, aos 8.873 pontos

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mercado de arroz segue travado em abril, com preços firmes e baixa liquidez no Brasil

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A primeira quinzena de abril consolidou um cenário de baixa liquidez no mercado de arroz, marcado pelo desalinhamento entre a oferta potencial e a disponibilidade efetiva do produto. Segundo o analista e consultor da Safras & Mercado, Evandro Oliveira, a formação de preços segue descolada do fluxo de negociações.

De acordo com ele, o comportamento do produtor tem sido determinante nesse contexto. A retenção estratégica dos estoques, motivada por margens abaixo do custo de produção, limita a oferta no mercado e reduz o volume de negócios.

Intervalo de preços indica estabilidade artificial no mercado

Durante o período, as cotações oscilaram dentro de uma faixa entre R$ 61 e R$ 68 por saca de 50 quilos, configurando um piso no curto prazo. No entanto, essa estabilidade não reflete um mercado ativo.

Segundo o analista, trata-se de uma estabilidade artificial, com preços ofertados, mas sem efetivação de negociações, em um ambiente de baixa profundidade no mercado spot.

Indústria compra apenas para reposição imediata

Do lado da demanda, a indústria manteve uma postura cautelosa, realizando aquisições pontuais e voltadas exclusivamente à reposição de curto prazo. Esse comportamento reforça o cenário de poucos negócios e contribui para a manutenção do mercado travado.

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Exportações perdem competitividade com queda do dólar

No mercado externo, a competitividade do arroz brasileiro apresentou deterioração significativa ao longo da quinzena. O principal fator foi a valorização do real frente ao dólar, com a moeda norte-americana operando abaixo de R$ 5,00.

Esse movimento reduziu as margens de exportação (FOB), tornando inviável a participação do Brasil em mercados internacionais. Como consequência, o país atingiu paridade com os Estados Unidos, eliminando o diferencial competitivo necessário para exportações nas Américas.

Queda na demanda externa reduz ritmo de embarques

Após um início de ano com volumes expressivos, superiores a 600 mil toneladas no trimestre, o mercado registrou desaceleração nas exportações. A redução da atratividade do produto brasileiro resultou em retração da demanda internacional.

Com isso, as exportações deixaram de cumprir o papel de escoamento da produção, ampliando a pressão sobre o mercado interno.

Entrada da nova safra amplia oferta e pressiona dinâmica do mercado

O período também foi marcado pela transição entre o fim da entressafra e a chegada da nova safra, com avanço da colheita e consolidação de uma produção volumosa, com boa produtividade.

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Esse aumento na oferta potencial, somado à retração das exportações e à baixa liquidez interna, reforça o cenário de desequilíbrio entre produção e comercialização.

Cotação do arroz registra leve alta na semana, mas segue abaixo de 2025

No Rio Grande do Sul, principal estado produtor, a média da saca de 50 quilos (58% a 62% de grãos inteiros, pagamento à vista) foi cotada a R$ 63,14 na quinta-feira (16), registrando alta de 0,77% em relação à semana anterior.

Na comparação mensal, o avanço foi de 7,12%. No entanto, em relação ao mesmo período de 2025, o preço ainda acumula queda de 18,14%, evidenciando o cenário desafiador para o setor orizícola.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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