AGRONEGOCIOS
Brasil amplia exportações de mel e mantém posição entre os maiores produtores mundiais
AGRONEGOCIOS
Crescimento da produção nacional de mel
O Brasil ocupa atualmente a 11ª posição entre os maiores produtores de mel do mundo, com produção anual estimada em 51 mil toneladas, segundo dados da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), referentes a 2021. O boletim Agro em Dados, publicado em abril pela Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Governo de Goiás, destaca que a produção nacional segue em ritmo de crescimento, embora o consumo interno ainda esteja aquém da média mundial.
Em 2023, o país alcançou 64,1 mil toneladas de mel produzidas, evidenciando uma expansão significativa nos últimos anos. Entre 2015 e 2023, a produção brasileira cresceu 69,5%. No estado de Goiás, o avanço foi de 25,4%, com produção estimada em 402,2 toneladas no último ano.
Baixo consumo interno em comparação ao mercado global
Apesar do aumento expressivo na produção, o consumo per capita de mel no Brasil continua modesto. Enquanto a média mundial é de 240 gramas por pessoa ao ano, o brasileiro consome, em média, apenas 60 gramas. Essa disparidade entre produção e consumo interno é apontada por especialistas como um desafio para o setor.
Mercado externo em expansão
As exportações brasileiras de mel natural também registraram crescimento expressivo. Em 2024, foram embarcadas 37,9 mil toneladas do produto, o que representa um aumento de 32,8% em comparação ao ano anterior. Os Estados Unidos mantêm-se como o principal destino, absorvendo 29,9 mil toneladas — equivalente a 79% do total exportado.
O Canadá, com um incremento de 120,6% nas importações, ultrapassou a Alemanha e tornou-se o segundo maior mercado para o mel brasileiro. Além disso, o boletim da Secretaria aponta potencial de diversificação das exportações, com destaque para países árabes como Omã, que já iniciou a importação do produto em 2023. Nessas regiões, o mel é tradicionalmente valorizado na alimentação local.
Resultados econômicos e desafios do setor
Apesar do desempenho positivo nas exportações, o valor total da produção brasileira de mel registrou queda de 7,6% em 2023, alcançando R$ 908 milhões. Em contrapartida, Goiás apresentou resultado oposto, com aumento de 25,8% no valor da produção, atingindo R$ 12,3 milhões.
Segundo o boletim, a informalidade da atividade apícola, a estrutura ainda incipiente da cadeia produtiva e a escassez de mão de obra especializada continuam sendo entraves para o desenvolvimento pleno da produção de mel em estados como Goiás.
Tendência de crescimento do consumo doméstico
Desde o início da pandemia de Covid-19, a procura por produtos naturais cresceu significativamente. A Federação Mineira de Apicultura (FEMAP) informa que as vendas de mel aumentaram 30% desde o início do período de quarentena. A entidade também aponta para uma tendência promissora no consumo doméstico, impulsionada pelo interesse crescente dos brasileiros por uma alimentação mais saudável.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGOCIOS
Feicorte 2026 terá painel feminino sobre evolução e benefícios da carne na cadeia produtiva
Mulheres lideram debate técnico sobre o futuro da carne na Feicorte 2026
A evolução da cadeia produtiva da carne bovina, do campo ao consumidor final, será tema de um painel formado exclusivamente por mulheres na Feicorte – Feira Internacional da Cadeia Produtiva da Carne 2026. O evento será realizado entre os dias 23 e 26 de junho, no Recinto de Exposições Jacob Tosello, em Presidente Prudente (SP).
O painel, intitulado “O DNA Feminino da Carne”, abrirá a programação técnica da feira no dia 23 e reunirá especialistas de diferentes áreas, incluindo pecuária, genética, gastronomia e nutrição. A proposta é conectar tecnologia, produção e consumo, destacando o papel estratégico da mulher no agronegócio moderno.
Segundo a CEO da Verum e organizadora da feira, Carla Tuccilio, a iniciativa reflete a consolidação feminina em posições de liderança técnica e de mercado no setor. “As mulheres trazem um olhar integrador para o agronegócio”, destaca.
Tecnologia e genética são pilares da evolução da pecuária
A discussão técnica do painel será conduzida pela diretora técnica da DGT Brasil, Liliane Suguisawa, referência nacional em ultrassonografia de carcaça. A tecnologia, aplicada na seleção de rebanhos, já atende diferentes raças e ultrapassa a marca de um milhão de animais avaliados no Brasil e em outros países da América Latina.
Para a especialista, o avanço tecnológico é decisivo para a valorização da pecuária brasileira. “A ultrassonografia de carcaça vai levar a pecuária brasileira para o último passo, que é a produção de carne de valor agregado”, afirma.
Gestão no campo destaca eficiência e melhoramento genético
A realidade da produção será representada pela pecuarista Clélia Pacheco, da Fazenda Santa Silvéria (Piratininga/SP), referência na seleção da raça Bonsmara no Brasil. A produtora assumiu a gestão da propriedade em 1990, promovendo a transição da cafeicultura para a pecuária de corte de alta performance.
Com foco em melhoramento genético e adaptação ao clima tropical, o trabalho desenvolvido na fazenda busca animais mais rústicos e produtivos, com melhor qualidade de carcaça e desempenho em cruzamentos industriais.
Do campo ao consumo: percepção do mercado e valorização da carne
O elo entre produção e consumo será abordado pela sommelière de carnes Larissa Morales, criadora do canal “Larica na Brasa” e referência na comunicação sobre churrasco e gastronomia.
A especialista destaca a importância de compreender toda a cadeia produtiva para valorizar o produto final. “A carne de qualidade começa muito antes de chegar ao prato”, afirma.
Segundo ela, o entendimento do processo produtivo fortalece a valorização do trabalho no campo e amplia a percepção do consumidor sobre qualidade e origem dos alimentos.
Nutrição e ciência reforçam papel da carne na saúde humana
A abordagem nutricional ficará a cargo da nutricionista Letícia Moreira, coautora do livro “O Poder da Carne” e com ampla atuação na área de nutrição esportiva.
A profissional defende o consumo de carne vermelha com base científica e destaca seu papel na saúde pública. “A carne de qualidade é capaz de reverter quadros de anemia, obesidade e resistência insulínica”, afirma.
Letícia também participará da Feicorte Run Sportime, corrida que integra a programação do evento e reforça a conexão entre esporte, saúde e alimentação.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
-
AGRONEGOCIOS3 anos atrás
Agrônomo mineiro recebe a Comenda do Mérito Agronômico, a mais alta distinção da categoria
-
Gourmet3 anos atrás
Molho Bolonhesa
-
Gourmet2 anos atrás
Brigadeiro
-
Gourmet2 anos atrás
Picolé detox
-
Gourmet2 anos atrás
Molho rosé
-
Gourmet2 anos atrás
Salpicão
-
Gourmet2 anos atrás
Moqueca capixaba
-
Gourmet2 anos atrás
Beijinho

