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Brasil amplia produção e exportações de gergelim em 2025, mas enfrenta preços mais baixos

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Produção cresce quase 10% na safra 2024/25

Apesar da redução de 3,1% na área plantada, o Brasil registrou alta de 9,8% na produção de gergelim, alcançando 396,7 mil toneladas. O avanço foi puxado por ganhos de produtividade, que subiram para 621 kg/ha em média, com destaque para o Vale do Araguaia (MT), onde alguns produtores superaram 1 tonelada por hectare.

Exportações disparam 218%, mas preços recuam

O Brasil exportou 367,8 mil toneladas de gergelim entre julho/24 e junho/25, crescimento de 218% frente ao ciclo anterior. A Índia segue como principal destino (35% do total), mas a China ganhou relevância desde a abertura do mercado em novembro de 2024.

Entretanto, os preços internacionais caíram 12,8%, com média de US$ 1.334/t FOB, pressionando a receita, que somou US$ 490,6 milhões.

Mercado interno tem forte queda no preço do grão

No Brasil, os contratos fechados no início da safra ficaram em torno de R$ 4,20/kg, mas no mercado spot os valores recuaram para R$ 3,30/kg no fim do ciclo. Apesar da queda, a cultura segue remuneradora, especialmente para produtores com maior eficiência produtiva.

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Rentabilidade segue positiva, mas em queda

A margem operacional caiu em relação ao ciclo anterior, quando os preços chegaram a R$ 5,50/kg. Para 2025/26, a estimativa é de uma margem de 57%, ainda considerada atrativa.

O aumento dos custos com fertilizantes e o crédito mais restrito podem incentivar agricultores menos capitalizados a migrarem do milho para o gergelim, aproveitando a rentabilidade da oleaginosa.

China se consolida como novo mercado estratégico

Desde a abertura do mercado, o Brasil já enviou 20,7 mil toneladas de gergelim para a China, gerando receita de US$ 22,3 milhões até julho de 2025. O país, maior importador mundial, tende a ganhar peso na pauta brasileira à medida que mais empresas recebem habilitação para exportar.

Apesar da tarifa de 10% aplicada ao Brasil, em contraste com a isenção concedida a países africanos, especialistas avaliam que a qualidade e a padronização do gergelim nacional podem abrir espaço para maior competitividade.

Perspectivas para o setor

O cenário aponta para um mercado mais competitivo:

  • Produtividade crescente garante viabilidade econômica.
  • Diversificação de mercados, com destaque para a China, reduz a dependência da Índia.
  • Desafios logísticos e tarifários ainda exigem atenção do setor.
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Se conseguir manter ganhos de eficiência e ampliar destinos, o Brasil deve consolidar sua posição como um dos principais exportadores globais de gergelim.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Conheça a história de uma aquicultora que vive na região da pérola do Tapajós

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Era apenas um passatempo em 2009, mas, aos poucos, ganhou espaço na rotina e se transformou em uma atividade que hoje envolve toda a família. Vilma Clea Oliveira da Silva, 64 anos, começou a criar peixes em uma barragem de grande porte sem pretensão comercial, para consumo próprio e para observar o desenvolvimento dos animais. Foi justamente a curiosidade do que acontecia dentro dos tanques que despertou o interesse pela aquicultura. Com o passar do tempo, a observação do dia a dia e o rendimento da criação fizeram com que ela percebesse que havia uma possibilidade de trabalho. A experiência que nasceu de maneira simples levou Vilma a buscar conhecimento e a investir cada vez mais na criação de peixes.

É olhando exatamente para as águas da Amazônia que a aquicultora enxerga uma das maiores possibilidades para o futuro. Seu sonho é que os rios da região possam ser mais bem aproveitados, sempre dentro das regras ambientais e de forma responsável. “Nós temos dois grandes rios, o Amazonas e o Tapajós”, destaca ao falar sobre o potencial que vê.

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Esse olhar para o futuro também se estende à própria família. Os filhos seguem próximos da aquicultura e ajudam de maneiras diferentes. A filha, que está se formando em medicina, contribui principalmente na parte clínica e laboratorial, enquanto o filho participa das atividades práticas do dia a dia relacionadas ao cultivo nos tanques. Assim, aquilo que começou como uma experiência pessoal foi gradualmente se tornando também uma vivência compartilhada entre gerações.

Vilma Clea Oliveira da Silva
Vilma Clea Oliveira da Silva

Se a continuidade da atividade passa pela família, Vilma acredita que também depende de quem está chegando agora. Para os jovens que pensam em trabalhar com aquicultura, ela recomenda buscar conhecimento e qualificação. Há caminhos de formação ligados à área, como o curso de Engenharia de Pesca da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa) e capacitações em Aquicultura oferecidas pelo Instituto Federal do Pará (IFPA). Investir em conhecimento significa também ampliar a capacidade de quem trabalha diretamente com a criação de peixes e de quem poderá ajudar outros produtores a enfrentarem os desafios da atividade.

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Aquicultura é o cultivo de organismos aquáticos com alimentação controlada, monitoramento constante e boas práticas de produção. A atividade pode ser realizada em águas marinhas e continentais. Dentro de espaços como rios, lagos, reservatórios, utilizando água destes em viveiros escavados em terra ou em aquários. Há diversas formas de cultivo e diversas espécies.

ASCOM
Ministério da Pesca e Aquicultura
[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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