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Brasil aprimora diálogo e avança em novos mercados na América Central e Caribe

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) iniciou, em 8 de agosto, missão oficial a América Central e Caribe com o objetivo de fortalecer o comércio agropecuário brasileiro, ampliar a cooperação técnica e articular com os países da região a participação na 23ª Junta Interamericana de Agricultura (JIA), que será sediada pelo Brasil em novembro, em Brasília, reunindo ministros da Agricultura das Américas.

A primeira etapa ocorreu no Panamá, em reuniões com o vice-chanceler Carlos Hoyos e autoridades do Ministério de Desenvolvimento Agropecuário (Mida). Na pauta, o avanço das exportações brasileiras para a região, com interesse em ampliar as vendas de proteína animal, frutas, alimentos para pet food e material genético, além de ajustes técnicos para acelerar protocolos sanitários em negociação.

O diálogo também abriu espaço para cooperação técnica e científica, integração regional e novas parcerias entre o Mapa, a Embrapa e o Mida. A expectativa é avançar na abertura do mercado panamenho para produtos brasileiros e firmar um memorando de entendimento sobre sanidade animal e vegetal e vigilância agropecuária. Em 2024, o comércio de produtos agropecuários com o Panamá somou US$ 89,6 milhões, com destaque para cereais, farinhas e preparações.

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A missão seguiu para Barbados, onde, no dia 11 de agosto, foram discutidas oportunidades para ampliar o comércio em produtos como carnes, material genético, frutas e grãos, além de potencializar a cooperação técnica entre os países. As delegações trataram também da elaboração de um memorando de entendimento de cooperação técnica e da concretização de protocolos para abertura do mercado barbadiano a produtos brasileiros, como carne bovina, material genético avícola e bovino, e produtos vegetais. A meta, no curto prazo, é assinar o documento e anunciar oficialmente as aberturas de mercado.

A missão prossegue para São Vicente e Granadinas e Granada, sendo concluída no Peru, onde o Brasil participará da reunião do Comitê Executivo do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA).

Informações à imprensa
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Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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Brasil exporta menos café em volume, mas mantém faturamento com preços elevados

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O Brasil exportou 35,4 milhões de sacas de café de 60 kg entre julho de 2025 e maio de 2026, segundo dados do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé). O volume representa uma queda de 18% em relação ao mesmo período da safra anterior, quando os embarques somaram 43 milhões de sacas.

Apesar da redução na quantidade exportada, o desempenho financeiro do setor se manteve praticamente estável. A receita acumulada atingiu US$ 13,6 bilhões, levemente abaixo dos US$ 13,7 bilhões registrados na temporada 2024/25. O resultado evidencia que a valorização do grão no mercado internacional compensou a menor disponibilidade do produto brasileiro.

Preços altos sustentam receita mesmo com queda nas exportações

De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o desempenho do café brasileiro ao longo da safra 2025/26 foi impactado por uma combinação de fatores, especialmente a menor produção e os estoques internos historicamente reduzidos.

Com a oferta limitada, o café disponível foi sendo gradualmente comercializado ao longo do ciclo, o que reduziu significativamente os volumes remanescentes para negociação. Em paralelo, os preços elevados permitiram maior capitalização dos produtores, que não demonstraram necessidade de acelerar a venda dos estoques restantes.

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Esse cenário contribuiu para a queda nos embarques, mesmo com o Brasil mantendo forte competitividade no mercado internacional.

Nova safra avança, mas impacto nas exportações será gradual

Segundo pesquisadores do Cepea, a colheita da safra 2026/27 começou a ganhar ritmo em maio, impulsionando o avanço das negociações no mercado interno. No entanto, o impacto desse novo ciclo ainda não aparece de forma significativa nos dados de exportação.

Isso ocorre porque o café recém-colhido precisa passar por etapas de preparo, secagem e beneficiamento antes de estar apto para embarques em maior escala. Dessa forma, o reflexo da nova safra sobre os volumes exportados deve ocorrer de maneira gradual ao longo dos próximos meses.

O Cepea avalia que parte desse movimento já pode ser percebida nos dados de junho, embora ainda de forma parcial, com tendência de aumento progressivo na oferta exportável conforme a safra avança.

Perspectivas para o setor cafeeiro brasileiro

O comportamento recente do mercado reforça o papel dos preços internacionais como principal fator de sustentação da receita do setor cafeeiro brasileiro em um cenário de menor oferta. Ao mesmo tempo, a transição para a nova safra tende a redefinir o equilíbrio entre volume e valor nas exportações nos próximos meses.

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Com a entrada gradual da produção 2026/27 no mercado, a expectativa é de recuperação parcial dos embarques, ainda que condicionada ao ritmo de beneficiamento e à dinâmica de demanda global pelo café brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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