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Brasil conquista novo mercado na União Econômica Euroasiática para exportação de fármacos de origem animal

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Aprovação de certificado sanitário amplia exportações brasileiras

O Brasil recebeu a confirmação oficial da aceitação do modelo de Certificado Sanitário Internacional por parte da autoridade sanitária da Rússia. A autorização se estende a todos os países da União Econômica Euroasiática (UEE), viabilizando a exportação de subprodutos de origem animal para a fabricação de fármacos opoterápicos — extratos utilizados na indústria farmacêutica.

Subprodutos autorizados para exportação

As novas permissões contemplam os seguintes subprodutos de origem animal:

  • Retina bovina e suína
  • Próstata bovina
  • Cartilagem escapular bovina
  • Ovários bovinos
Glândulas do timo bovino

Essa abertura representa um passo importante para o aproveitamento econômico de subprodutos da pecuária, promovendo maior agregação de valor e alinhamento com práticas de economia circular.

Mercado com mais de 185 milhões de consumidores

A União Econômica Euroasiática é composta por Rússia, Belarus, Cazaquistão, Armênia e Quirguistão, reunindo um mercado de mais de 185 milhões de habitantes e uma demanda crescente por insumos farmacêuticos de origem animal.

Essa conquista amplia as possibilidades de diversificação da pauta exportadora brasileira, especialmente em produtos de alto valor agregado e de interesse da indústria da saúde.

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Resultados positivos no comércio com a UEE

No último ano, o Brasil exportou mais de US$ 1,4 bilhão em produtos agropecuários para os países da UEE, incluindo fumo, couros e plantas vivas. A nova autorização fortalece ainda mais essa relação comercial, permitindo o ingresso de um novo segmento com potencial de crescimento.

Esforço conjunto entre Mapa e Itamaraty

O avanço nas negociações e a abertura deste novo mercado são resultado da atuação coordenada entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o Ministério das Relações Exteriores (MRE), reforçando a diplomacia econômica brasileira voltada para a expansão das exportações do agronegócio.

Com essa nova abertura, o Brasil chega a 386 mercados abertos desde o início de 2023, consolidando-se como um dos principais fornecedores mundiais de produtos agropecuários, agora também com foco em insumos para a indústria farmacêutica.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agricultura regenerativa impulsiona produtividade e coloca o solo no centro da estratégia no campo

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A agricultura regenerativa vem ganhando espaço como uma das principais estratégias para elevar a produtividade com maior eficiência no campo. Mais do que uma técnica de manejo, o modelo reposiciona o solo como ativo central da produção agrícola, influenciando diretamente a estabilidade das safras e o uso racional de insumos.

Nesse conceito, o solo deixa de ser apenas suporte físico para as plantas e passa a ser tratado como um sistema vivo, cuja atividade biológica impacta diretamente o desempenho das lavouras.

Biologia do solo ganha protagonismo na eficiência produtiva

Na base da agricultura regenerativa está o equilíbrio da microbiota do solo, responsável por processos essenciais como decomposição da matéria orgânica, ciclagem de nutrientes e melhoria da estrutura física do ambiente radicular.

Quando esse sistema biológico está ativo e equilibrado, há maior disponibilidade de nutrientes, melhor retenção de matéria orgânica e aumento da capacidade do solo de suportar estresses climáticos e produtivos.

Entre os principais indicadores desse equilíbrio estão o aumento da matéria orgânica, a melhoria da porosidade e a maior resiliência das culturas diante de variações ambientais.

Eficiência no uso de insumos é um dos principais ganhos

A maior atividade biológica também impacta diretamente a eficiência no uso de fertilizantes. Solos com microbiota ativa conseguem manter nutrientes disponíveis por mais tempo, reduzindo perdas e otimizando a absorção pelas plantas.

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Na prática, isso se traduz em menor necessidade de reaplicações e maior aproveitamento dos insumos já utilizados, o que contribui para a redução de custos e aumento da eficiência operacional.

Manejo integrado é chave para manter equilíbrio do sistema

Apesar dos benefícios, especialistas alertam que a agricultura regenerativa exige integração entre diferentes práticas de manejo. O equilíbrio do solo depende de decisões técnicas coordenadas, que envolvem correção de acidez, nutrição equilibrada e incremento de matéria orgânica.

Segundo especialistas, o diferencial não está apenas na adoção de práticas isoladas, mas na forma como essas ações se conectam dentro da estratégia produtiva da propriedade.

Por outro lado, o uso excessivo de fertilizantes acidificantes e o desequilíbrio nutricional podem comprometer a atividade microbiana e reduzir o potencial produtivo do solo ao longo do tempo.

Produtividade mais estável e previsível no longo prazo

Os impactos da agricultura regenerativa são percebidos diretamente no desempenho das lavouras. Solos biologicamente ativos favorecem o desenvolvimento radicular, aumentam a eficiência do uso de nutrientes e reduzem a necessidade de intervenções corretivas frequentes.

O resultado é um sistema produtivo mais estável, com maior previsibilidade de resultados entre safras e ganhos operacionais ao longo do tempo.

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Além disso, os benefícios podem ser mensurados economicamente, tanto pelo aumento de produtividade quanto pela redução de custos com insumos agrícolas.

Integração entre biologia e nutrição fortalece o sistema produtivo

A evolução do modelo regenerativo passa pela integração entre biologia do solo e nutrição mineral. O manejo equilibrado dos nutrientes, aliado ao fortalecimento da microbiota, contribui para sistemas agrícolas mais resilientes e eficientes.

Nesse contexto, novas soluções têm sido desenvolvidas para apoiar o produtor rural na tomada de decisão. Um exemplo é a Allterra, plataforma de biociência do solo que integra diagnóstico, reposição do microbioma e estratégias de fertilidade e nutrição.

A proposta acompanha a crescente demanda do setor por abordagens mais integradas, que considerem o solo como base da eficiência produtiva e da sustentabilidade agrícola.

Decisão técnica e visão sistêmica definem o futuro do manejo

Especialistas destacam que a agricultura regenerativa não substitui práticas tradicionais, mas reorganiza sua aplicação dentro de um sistema mais integrado.

Quando biologia do solo e nutrição mineral são trabalhadas de forma conjunta, o produtor passa a tomar decisões mais consistentes, com impactos diretos na produtividade, na eficiência de insumos e na estabilidade das lavouras ao longo do tempo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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