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Brasil e União Europeia reforçam parceria estratégica em encontro com a sociedade civil na IX Mesa Redonda em Brasília

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Em meio a discussões sobre democracia, desenvolvimento sustentável e cooperação internacional, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) marcou presença na IX Mesa Redonda da Sociedade Civil UE-Brasil, realizada no Palácio Itamaraty nesta terça-feira (29). Representando a pasta, o Secretário de Comércio e Relações Internacionais, Luís Rua, defendeu a importância do Acordo Mercosul-União Europeia como uma resposta concreta aos desafios globais, destacando o papel do agro brasileiro como elo de confiança entre os dois blocos.

“A União Europeia representa 14% das exportações brasileiras do agro. Mais do que os 23 bilhões de dólares exportados anualmente, são os laços históricos e os valores compartilhados que nos aproximam”, afirmou Luís Rua durante painel.

O evento, organizado pelo Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (CDESS) em parceria com o Comitê Econômico e Social Europeu (CESE), reuniu representantes da sociedade civil, setor produtivo e autoridades dos dois blocos para discutir temas como transição energética, combate à desinformação e desenvolvimento sustentável.

Durante o encontro, o secretário buscou esclarecer pontos sensíveis do Acordo Mercosul-UE, argumentando que os produtos agropecuários exportados pelo Brasil como soja, café e carne de frango não competem diretamente com a produção europeia, mas a complementam.

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O secretário também destacou aspectos sobre questões sanitárias e ambientais. Segundo ele, o país cumpre rigorosamente os padrões sanitários exigidos pela União Europeia há mais de quatro décadas, e continua comprometido com uma agenda ambiental robusta. “Nos últimos dois anos, o desmatamento na Amazônia caiu 46%. Estamos recuperando 40 milhões de hectares de pastagens degradadas e incentivando o uso de bioinsumos. É uma agricultura que alia produção e sustentabilidade”.

Ainda segundo Luís Rua, a ratificação do acordo entre os blocos representa mais do que um avanço econômico. “Em um cenário internacional marcado por tensões e conflitos, selar esse acordo é enviar uma mensagem clara de que o comércio, o diálogo e a cooperação seguem sendo caminhos possíveis para o desenvolvimento”, disse.

A IX Mesa Redonda sociedade civil UE-Brasil segue até o dia 30 de julho e deve ser encerrada com a assinatura de uma declaração conjunta entre o CDESS e o CESE, reafirmando o compromisso com o fortalecimento da democracia, da participação social e do desenvolvimento sustentável nas relações entre Brasil e União Europeia.

Informação à imprensa
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Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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Pulverização localizada em cana-de-açúcar reduz uso de herbicidas em até 90% e amplia eficiência no campo

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A adoção da tecnologia de pulverização localizada Weed-it, desenvolvida pela Zait.ag, tem transformado o manejo de plantas daninhas na cultura da cana-de-açúcar no Brasil. Dados operacionais da Usina Ester, localizada em Cosmópolis (SP), apontam uma redução média de 90,5% no consumo de herbicidas entre novembro de 2025 e janeiro de 2026, evidenciando ganhos expressivos de eficiência e sustentabilidade no campo.

O sistema vem sendo utilizado como alternativa para otimizar o uso de insumos agrícolas, reduzir desperdícios e aumentar a precisão das aplicações, em um cenário de crescente pressão por redução de custos e maior responsabilidade ambiental no setor sucroenergético.

Aplicação seletiva reduz drasticamente o uso de herbicidas

A tecnologia Weed-it funciona por meio de sensores instalados nas barras de pulverização, capazes de identificar em tempo real a presença de plantas daninhas. A partir dessa leitura, o sistema aciona válvulas de alta velocidade apenas nos pontos onde há necessidade de aplicação, garantindo precisão e reduzindo significativamente o uso de defensivos.

No levantamento realizado pela Usina Ester, foram manejados 589,1 hectares no período analisado. Desse total, apenas 55,95 hectares receberam aplicação efetiva de herbicidas, demonstrando a eficiência do sistema seletivo.

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Em determinadas operações, a economia ultrapassou 99% do volume aplicado, especialmente em áreas de reforma de canaviais, pós-colheita e manejo localizado de infestação de plantas daninhas.

Tecnologia já consolidada em outras culturas avança na cana

De acordo com a Zait.ag, a tecnologia já está presente em aproximadamente 2 milhões de hectares no Brasil, com ampla utilização em culturas como grãos e algodão. Agora, o sistema avança de forma consistente para o setor sucroenergético, que busca soluções para aumentar a eficiência operacional e reduzir custos de produção.

O diretor comercial da empresa, Marcos Ferraz, destaca que o desempenho da ferramenta na cana-de-açúcar reforça sua versatilidade e potencial de expansão.

Segundo ele, os resultados observados demonstram que a tecnologia mantém alta eficiência também em culturas semiperenes, com impacto direto na redução do uso de insumos agrícolas.

Sustentabilidade e redução de custos no centro da estratégia

Além da expressiva economia de herbicidas, a pulverização localizada contribui para a diminuição do impacto ambiental das atividades agrícolas, ao reduzir o volume de defensivos aplicados no campo.

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A tecnologia também favorece a preservação do solo e melhora a eficiência das operações de manejo, alinhando-se às demandas crescentes por sustentabilidade na produção agrícola.

Outro ponto destacado pela empresa é a facilidade de operação do sistema, que não exige calibrações complexas e apresenta resultados imediatos após a aplicação, facilitando a adoção pelas equipes de campo.

Eficiência operacional impulsiona adoção no setor sucroenergético

Com o avanço da mecanização e da agricultura de precisão, o setor sucroenergético tem buscado tecnologias capazes de aumentar a eficiência produtiva sem comprometer a sustentabilidade.

Nesse cenário, soluções como o Weed-it ganham espaço por aliarem redução de custos operacionais, otimização do uso de insumos e ganhos ambientais relevantes.

A tendência é que a adoção de tecnologias de aplicação localizada se intensifique nos próximos anos, impulsionada pela necessidade de maior competitividade e pela busca por práticas agrícolas mais sustentáveis na produção de cana-de-açúcar no Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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