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Brasil fortalece autonomia tecnológica com inovação da Ourofino Saúde Animal

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Retenção de talentos e produção científica no Brasil

A evasão de cientistas brasileiros para o exterior, estimada em cerca de 6,7 mil profissionais nos últimos anos, acende alerta sobre a capacidade do país de manter sua produção científica. Nesse cenário, empresas que investem em pesquisa, desenvolvimento e inovação (P&D&I) se destacam como pilares para reter talentos e sustentar a ciência nacional.

A Ourofino Saúde Animal é exemplo desse movimento. A companhia foi premiada com o Prêmio Finep 2025, considerado o “Oscar” da Inovação, na categoria Cadeias Agroindustriais Sustentáveis, pelo desenvolvimento contínuo de soluções tecnológicas para a saúde animal.

Inovação que transforma o campo

O investimento da Ourofino em P&D&I é estratégico: entre 7% e 8% da receita líquida é destinada a projetos científicos, integrando biotecnologia, farmacologia, engenharia química e ciência de dados. Entre os avanços estão:

  • LeanVac: primeira vacina brasileira para imunocastração de suínos e segunda no mundo, desenvolvida integralmente pela Ourofino, quebrando monopólios e garantindo tecnologia nacional.
  • Nexlaner: solução nacional para controle de carrapatos e ectoparasitas, com período de carência de apenas 24 dias — metade do mercado tradicional.
  • Safesui Glasser One: primeira vacina de dose única com proteção heteróloga ampla contra a Doença de Glässer, reduzindo o uso de antibióticos e custos operacionais.
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Essas inovações não apenas promovem bem-estar animal e produtividade, mas também fortalecem a autonomia tecnológica do país e reduzem a dependência de soluções estrangeiras.

Estrutura robusta de pesquisa e desenvolvimento

A Ourofino conta com mais de 100 pesquisadores, sendo 61 com pós-graduação e 35 com mestrado ou doutorado, distribuídos em 20 laboratórios integrados entre unidades de pesquisa e campo, incluindo uma fazenda experimental dedicada à validação em condições reais de produção.

  • Cravinhos-SP: 2.236 m² de laboratórios especializados.
  • Fazenda Experimental de Guatapará: 796 hectares para pesquisa aplicada e 1.331 m² de instalações especializadas.
  • Planta de biotecnologia: biossegurança nível 2, com padrões rigorosos de controle de qualidade.

Essa infraestrutura permite que pesquisadores atuem no país com estabilidade, perspectiva de carreira e desafios reais, reduzindo a evasão científica.

Ciência aplicada gera impacto real

O projeto premiado pela Finep transforma pesquisa em soluções práticas, desde o laboratório até o campo, beneficiando a agropecuária brasileira. Desde 2002, a parceria com a Finep evoluiu de projetos menores para programas de grande escala, reforçando a importância de políticas públicas de fomento à inovação para ampliar a autonomia tecnológica e a segurança alimentar no Brasil.

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Segundo Kleber Gomes, CEO da Ourofino Saúde Animal, “os avanços promovem o bem-estar animal, reduzem perdas econômicas e fortalecem a autonomia tecnológica do país, consolidando o papel estratégico da companhia no agro nacional”.

Pesquisadores destacam impacto e orgulho da produção nacional

Profissionais da empresa relatam o impacto do ambiente de P&D&I na carreira e na ciência nacional:

  • Lívia Faim: participou do lançamento da LeanVac, reforçando a capacidade da pesquisa nacional em gerar soluções de alto impacto.
  • Mariana Antão: desenvolveu a Safesui Glasser One, adaptada às necessidades sanitárias da suinocultura brasileira.
  • Igor Gatto: gerente de pesquisas clínicas, destaca o Nexlaner como solução prática para desafios sanitários e econômicos da bovinocultura.

O modelo da Ourofino integra universidade, pesquisa e mercado, contribuindo para reduzir o “apagão de talentos” e fortalecendo a agroindústria brasileira com inovação nacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Milho no RS entra na reta final da colheita com produtividade acima de 7,4 t/ha

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Mercado Externo

O cenário internacional para o milho segue marcado por volatilidade, com atenção às safras da América do Sul e ao ritmo das exportações dos Estados Unidos. A evolução da colheita no Sul do Brasil, especialmente no Rio Grande do Sul, contribui para a oferta global, ainda que em menor escala frente ao Centro-Oeste. A regularidade climática recente no Estado ajuda a sustentar expectativas positivas de produtividade, fator que pode influenciar o equilíbrio global de oferta.

Mercado Interno

A colheita do milho no Rio Grande do Sul se aproxima da conclusão, atingindo 90% dos 803.019 hectares cultivados na safra 2025/26, conforme a Emater/RS-Ascar. O avanço foi mais lento na última semana devido às chuvas, principalmente na Metade Sul, que elevaram a umidade dos grãos e dificultaram a operação de máquinas.

As áreas restantes correspondem a lavouras implantadas fora da janela ideal, ainda em fases reprodutivas ou de enchimento de grãos. As precipitações recorrentes desde março favoreceram o desenvolvimento dessas áreas, consolidando o potencial produtivo.

No milho destinado à silagem, a colheita também está praticamente concluída, alcançando 87% da área. No entanto, a umidade elevada tem prejudicado o processo de ensilagem, podendo impactar a qualidade da fermentação.

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Preços

Os preços do milho no mercado interno tendem a refletir o avanço da colheita e a qualidade do produto. A elevada umidade dos grãos em algumas regiões pode gerar descontos na comercialização, além de aumentar os custos com secagem. Por outro lado, a produtividade consistente no Estado ajuda a equilibrar a oferta regional.

Indicadores
  • Área cultivada (milho grão): 803.019 hectares
  • Área colhida: 90%
  • Produtividade média: 7.424 kg/ha
Produção estimada: 5,96 milhões de toneladas
  • Milho silagem:
    • Área: 345.299 hectares
    • Colheita: 87%
    • Produtividade média: 37.840 kg/ha
  • Soja (RS):
    • Área cultivada: 6,62 milhões de hectares
    • Colheita: 68%
    • Produtividade média: 2.871 kg/ha
  • Feijão 1ª safra:
    • Área: 23.029 hectares
    • Produtividade média: 1.781 kg/ha
  • Feijão 2ª safra:
    • Área: 11.690 hectares
    • Produtividade média: 1.401 kg/ha
  • Arroz irrigado:
    • Área: 891.908 hectares
    • Colheita: 88%
    • Produtividade média: 8.744 kg/ha
Análise

A reta final da colheita do milho no Rio Grande do Sul confirma uma safra tecnicamente positiva, sustentada por produtividade acima da média histórica. No entanto, o excesso de chuvas no período final impõe desafios logísticos e pode afetar a qualidade dos grãos, exigindo maior gestão pós-colheita.

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O cenário climático também impacta outras culturas relevantes no Estado. A soja avança de forma mais lenta, com grande variabilidade produtiva devido ao regime irregular de chuvas ao longo do ciclo. Já o arroz mantém bom desempenho, enquanto o feijão evidencia forte dependência de irrigação para alcançar melhores rendimentos.

No curto prazo, o produtor gaúcho segue atento às condições climáticas para concluir a colheita e preservar a qualidade da produção, fator determinante para a rentabilidade em um ambiente de margens mais apertadas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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