AGRONEGOCIOS
Brasil leva recorde de 186 empresas à Gulfood 2026 e mira mais de US$ 3,5 bilhões em negócios
AGRONEGOCIOS
A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) lidera, em 2026, a maior delegação brasileira já registrada na Gulfood, feira internacional que acontece entre 26 e 30 de janeiro em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. Serão 186 empresas participantes, distribuídas em quatro pavilhões nacionais, com a meta de superar US$ 3,5 bilhões em negócios durante o evento e nos 12 meses seguintes.
A ação reforça a posição do Brasil como fornecedor estratégico global de alimentos, bebidas e ingredientes de alto valor agregado. A Gulfood é considerada a maior feira de alimentos e bebidas do Oriente Médio, reunindo mais de 5 mil expositores de 120 países e atraindo 150 mil visitantes qualificados, entre compradores, especialistas e líderes da indústria.
Gulfood 2026: evento ocorre em dois locais e amplia oportunidades de negócios
Pela primeira vez, a feira será realizada simultaneamente em dois centros de exposição: o Dubai World Trade Centre (DWTC) e o Dubai Exhibition Centre (DEC), localizado na Expo City.
O evento será setorizado, com carnes, proteínas e bebidas concentradas no DWTC, enquanto o DEC sediará expositores de grãos, pulses e “world food”, além de segmentos emergentes como inovação alimentar, sustentabilidade, tecnologia para a indústria e startups. Essa divisão busca otimizar a visitação e aumentar a exposição de produtos de alto valor agregado.
Desempenho histórico em 2025 impulsiona nova participação
A participação brasileira na Gulfood 2025 foi considerada a mais bem-sucedida da história. Na ocasião, foram registrados mais de US$ 3,5 bilhões em negócios concretizados e previstos — um salto expressivo em relação a 2024, que somou US$ 1,9 bilhão.
“Depois de um desempenho recorde em 2025, voltaremos à Gulfood com uma delegação qualificada e com grande potencial de resultados. É um passo importante para mantermos a trajetória de expansão das exportações brasileiras de alimentos e bebidas”, afirmou Laudemir Müller, gerente de Agronegócios da ApexBrasil.
No ano passado, a delegação brasileira contou com 120 empresas, distribuídas entre quatro pavilhões organizados pela ApexBrasil e outros três coordenados em parceria com entidades setoriais: a Abiec (carne bovina), a ABPA (proteína animal) e o Ibrafe (feijão e pulses).
Golfo consolida-se como polo estratégico para exportações brasileiras
O Oriente Médio tem ganhado destaque como mercado estratégico para os exportadores brasileiros. A região combina alta densidade populacional, dependência de importações de alimentos e uma posição geográfica privilegiada, próxima à Ásia, Europa e África — o que a torna um importante hub logístico e comercial global.
De acordo com o estudo Perfil de Comércio e Investimentos da ApexBrasil, há 446 oportunidades de negócios identificadas para produtos brasileiros nos Emirados Árabes Unidos. Entre os setores de maior potencial estão:
- Alimentos e bebidas, como castanha de caju, cevada e extratos;
- Artigos manufaturados, como vidros, pneus, couros e peles;
- Máquinas e equipamentos de transporte.
O levantamento, publicado em 2024, está disponível no site oficial da Agência.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGOCIOS
Biodiesel busca avanço semelhante ao etanol, mas desafios técnicos travam aumento da mistura no diesel
O avanço da mistura obrigatória de biodiesel no diesel voltou ao centro das discussões do setor energético brasileiro. A principal demanda da indústria é elevar o percentual atual de 15% para 16% — o chamado B16 — movimento que já recebeu sinalização favorável do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Apesar do apoio político e da criação da Lei do Combustível do Futuro, especialistas alertam que o crescimento do biodiesel enfrenta obstáculos técnicos e estruturais mais complexos do que aqueles observados na trajetória do etanol na gasolina.
B16 pode marcar novo ciclo para o biodiesel no Brasil
Caso seja aprovado, o aumento para B16 representará o 14º avanço no percentual de mistura desde a criação do Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel (PNPB), em 2004.
A última reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), que avaliaria o tema, acabou cancelada, mas o setor espera o início dos testes de viabilidade ainda em 2026.
Enquanto isso, o governo mantém o discurso favorável à ampliação dos biocombustíveis na matriz energética brasileira. A expectativa é de que o etanol anidro também avance dos atuais 30% para 32% na gasolina, fortalecendo a política de transição energética.
Diferença entre etanol e biodiesel vai além do tempo de mercado
Embora o etanol tenha quase quatro décadas de vantagem histórica em relação ao biodiesel, especialistas afirmam que a principal diferença está nas características químicas dos combustíveis.
Segundo Jaques Paes, professor do MBA de ESG e Sustentabilidade da FGV, o biodiesel exige adaptações mais profundas em motores, infraestrutura logística e sistemas de armazenamento.
“A questão não é apenas histórica. Existe uma diferença química, mecânica e sistêmica importante entre os combustíveis”, explica.
O especialista destaca que a gasolina possui maior tolerância à adição de etanol, enquanto o biodiesel altera o comportamento do diesel de forma mais sensível.
Limitações químicas desafiam expansão do biodiesel
Entre os principais entraves técnicos apontados estão a maior oxidação do biodiesel e sua capacidade elevada de absorver água, fatores que podem comprometer desempenho, estabilidade e durabilidade do combustível.
De acordo com Paes, elevar em apenas 1% a mistura exige mudanças em toda a cadeia produtiva.
“Um salto no teor do etanol envolve basicamente a mistura. Já no biodiesel, é necessário revisar infraestrutura, motores, armazenamento e operação logística”, afirma.
O pesquisador observa ainda que o etanol já passou por décadas de testes, adaptações e aprendizado tecnológico, o que facilitou sua expansão gradual no mercado brasileiro.
Mercado vê 2026 como ano decisivo para biocombustíveis
Consultorias internacionais avaliam que 2026 pode marcar uma aceleração relevante na indústria de biocombustíveis no Brasil e na América Latina.
A consultoria inglesa Argus destaca que o óleo de soja continua sendo a principal matéria-prima do biodiesel brasileiro, impulsionado pela demanda global por combustíveis sustentáveis.
Ao mesmo tempo, a produção de etanol também ganha competitividade diante das oscilações no mercado internacional de petróleo e dos impactos geopolíticos no Oriente Médio.
Conflitos internacionais reforçam debate sobre segurança energética
A escalada das tensões no Oriente Médio reacendeu as discussões sobre independência energética e ampliação do uso de fontes renováveis no Brasil.
Segundo Jaques Paes, momentos de instabilidade no mercado global de petróleo historicamente impulsionam políticas voltadas aos biocombustíveis.
“Quando há risco de abastecimento ou aumento forte do petróleo, o biodiesel volta ao centro das discussões estratégicas”, ressalta.
A avaliação é compartilhada pelo presidente-executivo da Abiove, André Nassar, que defende rapidez nos testes para permitir que o governo tenha liberdade de ampliar a mistura quando considerar adequado.
Setor cobra política de Estado para energia renovável
Especialistas do setor avaliam que o avanço sustentável dos biocombustíveis no Brasil depende de planejamento de longo prazo e maior estabilidade regulatória.
Para Jaques Paes, a política energética brasileira ainda sofre com mudanças frequentes de direcionamento conforme os ciclos políticos.
“Os biocombustíveis precisam ser tratados como política de Estado, e não apenas como política de governo”, conclui.
Brasil amplia protagonismo na transição energética
Com forte produção agrícola, liderança global em soja e tradição consolidada no etanol, o Brasil mantém posição estratégica na agenda mundial de energia renovável.
O desafio agora é transformar o potencial do biodiesel em expansão efetiva, equilibrando ganhos ambientais, segurança energética e capacidade técnica da cadeia produtiva.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
-
AGRONEGOCIOS3 anos atrás
Agrônomo mineiro recebe a Comenda do Mérito Agronômico, a mais alta distinção da categoria
-
MATO GROSSO3 anos atrás
Mar… ia
-
MATO GROSSO3 anos atrás
A solidão humana
-
Gourmet3 anos atrás
Molho Bolonhesa
-
Gourmet2 anos atrás
Brigadeiro
-
Gourmet2 anos atrás
Picolé detox
-
Gourmet2 anos atrás
Molho rosé
-
Gourmet2 anos atrás
Salpicão

