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Brasil recebe delegação argentina para intercâmbio técnico na cadeia produtiva do amendoim

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Delegação argentina participa de intercâmbio técnico no Brasil

O Brasil recebe, entre os dias 15 e 20 de março, uma delegação formada por cerca de 40 profissionais argentinos para um intercâmbio técnico voltado à cadeia produtiva do amendoim. A iniciativa integra o Tour del Maní Colombo, que percorre polos produtores do interior de São Paulo com o objetivo de promover a troca de conhecimento entre especialistas, produtores e empresas do setor.

A agenda reúne engenheiros agrônomos, produtores rurais e empresários do agronegócio da região de Córdoba, na Argentina, considerada um dos principais centros mundiais de produção e processamento de amendoim.

O estado de São Paulo concentra cerca de 86% da produção nacional da cultura, tornando-se referência para visitas técnicas e intercâmbio de práticas agrícolas.

Produção brasileira de amendoim registra crescimento nas exportações

Dados do Instituto de Economia Agrícola (IEA) apontam que o Brasil exportou 180 mil toneladas de amendoim em 2025, o que representa um crescimento de 26% em relação ao ciclo anterior. O faturamento com as vendas externas alcançou US$ 222 milhões.

O avanço reforça a importância da cultura para o agronegócio brasileiro e amplia o interesse internacional por tecnologias e práticas produtivas adotadas no país.

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Intercâmbio busca ampliar eficiência e inovação na produção

O Tour del Maní Colombo foi estruturado para apresentar diferentes etapas da cadeia produtiva do amendoim, desde tecnologia aplicada à mecanização até operações no campo.

A proposta é fortalecer o diálogo técnico entre regiões produtoras com relevância internacional, incentivar a circulação de conhecimento e discutir caminhos para o avanço sustentável da cultura.

Além disso, o intercâmbio busca aproximar as realidades produtivas do Brasil e da Argentina, dois países que possuem destaque no cultivo e processamento do amendoim.

Programação inclui visitas técnicas e atividades de campo

A delegação chega ao Brasil no domingo, 15 de março, com desembarque em São Paulo. A programação oficial começa no dia seguinte com visitas técnicas e encontros com empresas do setor.

Na segunda-feira (16), o grupo visita uma unidade da Bosch, em Campinas, seguindo posteriormente para Catanduva e Pindorama, cidades que concentram parte importante da programação técnica.

Na terça-feira (17), os participantes visitam as unidades da Indústrias Colombo, empresa responsável pela organização do Tour del Maní Colombo em parceria com a Gallagro, revendedora de equipamentos da Colombo em Córdoba. No período da tarde, está prevista uma reunião entre as empresas e clientes.

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Colheita e manejo do amendoim fazem parte da agenda

Na quarta-feira (18), a delegação segue para a região de Jaboticabal, onde acompanhará atividades de colheita de amendoim, permitindo contato direto com operações de campo e práticas adotadas pelos produtores paulistas.

Já na quinta-feira (19), ocorre uma palestra técnica em Ribeirão Preto, abordando temas relacionados ao manejo e à produção da cultura.

O retorno para Campinas acontece no mesmo dia, com embarque de volta para a Argentina previsto para sexta-feira (20).

Troca de experiências fortalece a cadeia do amendoim

Segundo Neto Colombo, diretor de Operações da Indústrias Colombo, o intercâmbio representa uma oportunidade importante para aproximar realidades produtivas e compartilhar soluções técnicas.

“A visita da delegação argentina permite ampliar o diálogo entre regiões que possuem papel relevante na produção de amendoim. O intercâmbio favorece a discussão de tecnologias aplicadas à mecanização e à eficiência no campo, contribuindo para o desenvolvimento da cadeia produtiva nos dois países”, afirma.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Cachaças de Salinas brilham na Alimentaria 2026 em Barcelona

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Minas Gerais apresenta a cachaça de alambique no maior evento europeu de alimentos

A qualidade e a diversidade das cachaças mineiras chamaram atenção na Alimentaria 2026, considerada a maior feira internacional de alimentos da Europa, realizada na última semana de março em Barcelona.

Minas esteve representada pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), em parceria com a Associação dos Produtores Artesanais de Cachaça de Salinas (Apacs), destacando o potencial da cachaça de alambique, licores à base de cachaça e a caipirinha em lata.

Versatilidade do produto atrai público B2B e novas oportunidades

Segundo Manoela Teixeira, assessora técnica da Seapa, a presença na feira evidenciou a versatilidade da cachaça mineira, tanto para consumo puro quanto em coquetelaria e novos formatos de mercado.

“Houve boa aceitação do público B2B nas degustações, além da aproximação com potenciais compradores, distribuidores e contatos institucionais que podem gerar parcerias internacionais”, afirmou.

Estratégia de promoção internacional reforça identidade e valor agregado

A participação integra a ação Agroexporta, iniciativa da Seapa para fortalecer as exportações de produtos agropecuários de Minas com identidade, origem e valor agregado. A cachaça de alambique, símbolo da cultura produtiva mineira, teve destaque nessa estratégia.

“Minas Gerais concentra o maior número de estabelecimentos regularizados do Brasil, cerca de 40% dos produtores, além de liderar em número de municípios com ao menos um elaborador registrado — 256 municípios, ou 30% do total do estado”, destacou Manoela Teixeira.

Exportações de cachaça mineira e potencial de crescimento

A assessora ressalta o potencial de ampliação da presença da cachaça mineira no mercado internacional. Em 2025, Minas exportou cerca de US$ 1,5 milhão, o equivalente a 337 toneladas, representando 8,8% do valor exportado pelo país no setor.

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No caso da Espanha, as exportações mineiras somaram US$ 18,9 mil, indicando espaço para crescimento naquele mercado.

Indicação de Procedência fortalece diferencial regional

A região de Salinas possui Indicação de Procedência (IP) “Região de Salinas”, que garante exclusividade de uso do nome apenas para cachaças produzidas na área delimitada, que abrange Salinas, Novorizonte e partes de Taiobeiras, Rubelita, Santa Cruz de Salinas e Fruta de Leite.

Participação da Apacs marca consolidação internacional

Para o presidente da Apacs, Jean Henrique de Oliveira, a feira representou um divisor de águas: “Com o apoio do Estado, foi possível mostrar um produto genuinamente brasileiro em uma feira internacional”.

A associação reúne 27 produtores associados, mais de 100 rótulos e cerca de 60 marcas, sendo responsável pela promoção da cachaça de alambique da região.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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