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Café recua nas bolsas internacionais com avanço da safra brasileira e aumento da oferta global
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Café cai nas bolsas internacionais com expectativa de maior oferta brasileira
O mercado futuro do café registrou queda nas principais bolsas internacionais entre quinta-feira (16) e a manhã desta sexta-feira (17), pressionado pela expectativa de aumento da oferta global com a entrada da safra brasileira.
Na Bolsa de Nova York (ICE Futures US), os contratos de café arábica encerraram a sessão anterior com forte baixa. O contrato maio/2026 fechou a 296,45 cents por libra-peso, recuo de 7,80 cents (queda de 2,6%). Já o julho/2026 terminou cotado a 290,40 cents, com desvalorização de 7,85 cents (2,6%).
O movimento levou o mercado a romper o patamar psicológico de 300 cents por libra-peso, intensificando a pressão técnica negativa.
Sexta-feira começa com oscilações em Nova York e queda mais forte em Londres
Na abertura desta sexta-feira, o mercado apresentou comportamento misto em Nova York e quedas mais consistentes em Londres.
Os contratos de arábica operaram com variações moderadas:
- Maio/2026: 296,60 cents/lb, leve alta de 15 pontos
- Julho/2026: 290,20 cents/lb, queda de 20 pontos
- Setembro/2026: 277,55 cents/lb, alta de 20 pontos
Já na ICE Europa, o café robusta registrou recuos mais expressivos:
- Maio/2026: US$ 3.418 por tonelada, queda de 56 pontos
- Julho/2026: US$ 3.292 por tonelada, baixa de 55 pontos
- Setembro/2026: US$ 3.225 por tonelada, recuo de 53 pontos
- Novembro/2026: US$ 3.178 por tonelada, queda de 42 pontos
Safra brasileira pesa sobre os preços internacionais do café
O principal fator de pressão sobre as cotações é a entrada gradual da safra brasileira no mercado. As expectativas apontam para uma produção elevada, possivelmente recorde, o que reforça a perspectiva de maior disponibilidade global nas próximas semanas.
Esse cenário reduz a preocupação com o abastecimento e limita movimentos de alta, especialmente no caso do café robusta, que vinha sustentando valorizações mais intensas.
O movimento observado nas bolsas reflete tanto um ajuste técnico após recentes altas quanto uma reprecificação baseada em fundamentos de oferta.
Produtor brasileiro mantém cautela na comercialização
Apesar da pressão externa, o ritmo de comercialização no Brasil segue moderado. Os produtores adotam postura cautelosa, avaliando os níveis de preços, o avanço da colheita e as condições de mercado antes de intensificar as vendas.
Fatores como câmbio e clima também influenciam as decisões no campo, contribuindo para uma estratégia mais seletiva na negociação da safra.
Clima seco no Sudeste favorece colheita, mas mantém atenção no campo
As condições climáticas seguem no radar dos agentes do setor. De acordo com informações meteorológicas, o tempo seco predomina nas principais regiões produtoras do Sudeste e da Bahia, com temperaturas em elevação e máximas próximas dos 30°C.
Esse cenário favorece o avanço da colheita, mas exige atenção quanto aos níveis de umidade nas lavouras.
Há previsão de chuvas pontuais em áreas de São Paulo e do sul de Minas Gerais ao longo do fim de semana, porém com baixos volumes. No Sul do Brasil, a formação de um ciclone concentra instabilidades, sem impacto relevante sobre as regiões cafeeiras.
Mercado vive momento de transição com foco na safra brasileira
O atual cenário indica um momento de transição no mercado de café. Enquanto as bolsas internacionais reagem à expectativa de maior oferta com a safra brasileira, os produtores seguem adotando postura estratégica.
A combinação entre fundamentos de oferta, condições climáticas e comportamento do câmbio deve continuar direcionando os preços no curto prazo.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Faesp reforça arrecadação do Fundesa-Pec e intensifica ações para proteger a cadeia do leite em São Paulo
A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp) avançou em pautas estratégicas para o setor leiteiro durante reunião da Comissão Técnica de Bovinocultura de Leite, realizada nesta quarta-feira (15). Entre os principais temas estiveram o início da arrecadação do Fundesa-Pec, ações de defesa comercial e medidas estruturais para fortalecer a cadeia produtiva no estado.
Faesp orienta produtores sobre contribuição ao Fundesa-Pec
Durante o encontro, a entidade alertou os pecuaristas sobre a necessidade de atualização dos rebanhos no sistema GEDAVE e do pagamento da contribuição ao Fundo de Defesa Estadual da Sanidade Animal para a Pecuária (Fundesa-Pec).
O fundo tem caráter indenizatório e é voltado à cobertura de prejuízos em casos de doenças como a febre aftosa, garantindo ressarcimento aos produtores em eventuais abates sanitários.
Fundo fortalece segurança sanitária após status livre de aftosa
Mesmo sem registros recentes da doença — o último caso em São Paulo ocorreu em 1996 e no Brasil há cerca de duas décadas —, a consolidação do Fundesa-Pec é considerada estratégica, especialmente após o reconhecimento do país como livre de febre aftosa sem vacinação.
Segundo o presidente da Faesp, Tirso Meirelles, o mecanismo amplia a segurança sanitária e fortalece a confiança na pecuária paulista, favorecendo tanto a movimentação de animais entre estados quanto as exportações.
Defesa comercial do leite avança com proposta de restrição a importados
Outro ponto central da reunião foi o debate sobre o Projeto de Lei nº 24/2026, que trata da utilização de produtos lácteos importados. A proposta recebeu um substitutivo elaborado pela Faesp, ampliando as restrições previstas no texto original.
A nova versão propõe proibir que empresas reconstituam leite em pó, composto lácteo, soro e produtos similares importados para qualquer finalidade alimentar. A medida busca fechar lacunas legais e alinhar São Paulo a estados como Paraná, Santa Catarina e Goiás, que já adotam regras semelhantes.
Concorrência externa e importações preocupam o setor
A crescente entrada de leite importado foi apontada como um dos principais desafios para os produtores paulistas. Dados recentes indicam volumes elevados de importação, com destaque para o fato de São Paulo concentrar cerca de 30% do leite que entra no país.
Representantes do setor defendem que a aprovação do projeto de lei é fundamental para reduzir a concorrência considerada desleal e garantir maior competitividade ao produto nacional.
Incentivo ao consumo interno e à merenda escolar
A Faesp também destacou a importância de ampliar a presença do leite paulista na merenda escolar da rede pública como forma de estimular a produção local.
De acordo com dados do IBGE, 98,5% dos municípios brasileiros possuem produção leiteira. Ainda assim, muitos produtores têm deixado a atividade diante da falta de políticas que assegurem competitividade e rentabilidade.
Setor avalia ações estruturais e desafios sanitários
Além das medidas emergenciais, a Comissão discutiu iniciativas de longo prazo para fortalecer a cadeia produtiva. Entre elas, está a proposta de realização de um evento que reúna todos os elos do setor, com foco na construção de uma governança mais eficiente.
Também foram debatidos problemas como o desabastecimento de vacinas — incluindo clostridiose, raiva e influenza equina — e o avanço de javalis no Vale do Paraíba, que tem gerado prejuízos e demanda articulação entre governos estadual e federal.
Cadeia leiteira busca maior organização e proteção
O conjunto de medidas discutidas reforça o esforço da Faesp em estruturar e proteger a cadeia do leite em São Paulo. A combinação de ações sanitárias, defesa comercial e incentivo ao consumo interno é vista como essencial para garantir sustentabilidade, renda ao produtor e segurança ao consumidor final.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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