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Café sobe forte nas bolsas internacionais com clima no Brasil, dólar e oferta limitada no radar do mercado

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Mercado do café inicia o dia em forte alta nas bolsas internacionais

Os preços do café registram forte valorização nesta quarta-feira (13) nas principais bolsas internacionais, sustentados pelas preocupações com o clima no Brasil, baixa disponibilidade física do produto e volatilidade cambial.

Na bolsa de Nova York, os contratos futuros do arábica avançavam mais de 2% no início da manhã. Já em Londres, o robusta também operava em alta consistente, refletindo a preocupação global com a oferta disponível no curto prazo.

Arábica sobe mais de 500 pontos em Nova York

Por volta das 9h30 (horário de Brasília), os contratos do café arábica na ICE Futures US operavam em forte valorização:

  • Julho/26: alta de 570 pontos, cotado a 285,85 cents/lbp
  • Setembro/26: avanço de 540 pontos, negociado a 278,20 cents/lbp
  • Dezembro/26: valorização de 540 pontos, a 271,70 cents/lbp

O movimento reflete a combinação entre oferta restrita no Brasil e atenção redobrada às condições climáticas nas principais regiões produtoras.

Robusta também dispara em Londres

No mercado europeu, o café robusta acompanhava o movimento de alta:

  • Julho/26: +102 pontos, cotado a US$ 3.584 por tonelada
  • Setembro/26: +91 pontos, negociado a US$ 3.454 por tonelada
  • Novembro/26: +90 pontos, valendo US$ 3.378 por tonelada
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O cenário reforça a percepção de um mercado ainda bastante ajustado globalmente.

Colheita da safra 2026/27 avança lentamente no Brasil

De acordo com pesquisadores do Cepea, a colheita da safra brasileira 2026/27 segue em ritmo lento neste início de maio.

Nas principais regiões produtoras, o avanço médio da área colhida está entre 3% e 5% do total estimado.

O principal fator limitante é a maturação desuniforme dos grãos, com elevado percentual ainda verde em diversas lavouras.

Mercado espera entrada da nova safra após oferta apertada

O setor acompanha com expectativa a chegada do café da nova temporada, especialmente após uma safra 2025/26 marcada por menor disponibilidade, principalmente de arábica.

Segundo o Cepea, resta pouco volume da safra anterior disponível para comercialização no mercado físico, mantendo a sustentação dos preços.

Mesmo antes do avanço efetivo da colheita, as estimativas de produção mais volumosa já vinham pressionando os preços do arábica ao longo da última semana.

Frente fria reduz pressão baixista e reacende temor com geadas

A recente chegada de uma frente fria às regiões produtoras brasileiras ajudou a conter quedas mais intensas nas cotações.

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O mercado monitora principalmente áreas do:

  • Sul de Minas Gerais
  • Interior de São Paulo
  • Espírito Santo

Apesar de ainda não haver previsão concreta de geadas, operadores seguem atentos à entrada de novas massas de ar frio nos próximos dias, fator que mantém a volatilidade elevada.

Dólar e exportações seguem no foco dos investidores

Outro elemento importante para a formação dos preços é o comportamento do dólar.

A moeda norte-americana opera próxima da estabilidade nesta quarta-feira, acompanhando o cenário externo e as incertezas econômicas globais.

O câmbio continua sendo decisivo para:

  • Competitividade das exportações brasileiras
  • Formação dos preços internos
  • Ritmo de comercialização do café
Baixos estoques globais mantêm mercado sensível

Analistas destacam que o mercado cafeeiro permanece extremamente volátil diante de:

  • Estoques globais certificados reduzidos
  • Oferta física limitada no curto prazo
  • Incertezas climáticas no Brasil
  • Forte atuação dos fundos especulativos nas bolsas

O cenário mantém o café entre as commodities agrícolas mais sensíveis às oscilações climáticas e financeiras neste momento.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Plantio da soja começa no Brasil sob risco de El Niño muito forte

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O plantio da soja 2026/27 começou de forma pontual no Brasil sob o risco de chuvas irregulares no Centro-Norte e excesso de umidade na Região Sul. Mato Grosso e Paraná já possuem áreas semeadas, enquanto os demais Estados entrarão gradualmente no campo entre setembro e dezembro, de acordo com o calendário estabelecido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

O início da safra coincide com o fortalecimento do El Niño. A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) calcula em mais de 90% a probabilidade de o fenômeno alcançar intensidade muito forte durante a primavera e o verão no Hemisfério Sul. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) também aponta 90% de chance de intensidade muito forte entre setembro e novembro.

A previsão não significa que todo o país terá falta de chuva. O efeito esperado é diferente em cada região. No Centro-Oeste, no Matopiba e em parte do Norte e do Sudeste, a preocupação está na demora para a regularização das precipitações, nas temperaturas elevadas e na ocorrência de veranicos. No Sul, o principal risco é o excesso de chuva, que pode encharcar o solo, impedir a entrada das máquinas e favorecer doenças.

Mato Grosso abriu o calendário de semeadura em 7 de setembro. As primeiras áreas foram plantadas principalmente em Campo Novo dos Parecis, Diamantino, Brasnorte e outros municípios do oeste que receberam volumes mais expressivos de chuva. Também há trabalhos em áreas irrigadas.

O avanço ainda é inferior a 1% dos aproximadamente 13 milhões de hectares previstos pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). A expectativa é de que a semeadura ganhe força somente na primeira quinzena de outubro, quando as chuvas deverão estar mais bem distribuídas.

O problema é que as precipitações registradas até agora são muito localizadas. Enquanto algumas propriedades receberam volume suficiente para acumular água, áreas situadas a poucos quilômetros continuaram secas. Plantar após uma chuva isolada, sem umidade adequada nas camadas mais profundas do solo, aumenta o risco de falhas na germinação, perda de sementes e necessidade de replantio.

A pressa em Mato Grosso está ligada à soja, mas também ao milho e ao algodão cultivados depois da oleaginosa. Quanto mais cedo a soja for colhida, maior será a possibilidade de instalar a segunda safra dentro da janela de menor risco climático. O produtor tenta evitar que o milho e o algodão atravessem o período reprodutivo quando as chuvas já estiverem diminuindo.

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O Imea projeta produção próxima de 49 milhões de toneladas de soja em Mato Grosso. Apesar do pequeno aumento de área, a estimativa considera redução de 5,4% na produtividade média em relação à temporada anterior. O Estado também já comercializou antecipadamente cerca de 39% da nova safra, acima da média histórica de 30,55% para o período, o que aumenta a necessidade de compatibilizar contratos de venda com o volume que poderá ser efetivamente colhido.

No Paraná, o plantio começou no Norte, Noroeste e Oeste, onde a semeadura está autorizada desde 1º de setembro. Até o levantamento mais recente do Departamento de Economia Rural (Deral), aproximadamente 81 mil hectares haviam sido plantados, o equivalente a 1,4% dos 5,76 milhões de hectares previstos para o Estado.

O Sudoeste paranaense foi liberado para plantar em 11 de setembro. Nos municípios mais ao sul, a autorização começa em 20 de setembro. A umidade disponível pode favorecer a emergência da soja, mas chuvas persistentes aumentam o risco de interrupções, compactação, erosão, doenças fúngicas e replantio. O excesso de precipitação também pode atrasar a colheita do trigo e, consequentemente, a entrada da soja nas mesmas áreas.

Rondônia e Amazonas estão autorizados a plantar desde sexta-feira (11), embora ainda não tenham divulgado avanço significativo da semeadura. Em São Paulo, o calendário começou em 1º de setembro na primeira região produtiva, será aberto neste domingo (13) na segunda e chegará à terceira região no dia 16.

Mato Grosso do Sul poderá iniciar o plantio na quarta-feira (16). No mesmo dia, a semeadura será liberada no sul do Pará. O Acre entra no calendário em 21 de setembro, parte de Santa Catarina no dia 22, Goiás no dia 25 e o Rio de Janeiro no dia 29.

Em 30 de setembro, começa a primeira janela do Piauí. Distrito Federal, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Tocantins poderão plantar a partir de 1º de outubro. A mesma data vale para o sul do Maranhão, incluindo Balsas e outros importantes municípios produtores.

No oeste da Bahia, onde estão Barreiras, Luís Eduardo Magalhães, Formosa do Rio Preto e São Desidério, o calendário começa em 8 de outubro. Outras regiões de Bahia, Maranhão, Pará, Piauí, Paraná, Santa Catarina e São Paulo possuem datas próprias, definidas conforme o clima e o histórico da ferrugem-asiática.

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Alagoas, Amapá, Ceará e Roraima têm calendários mais tardios, com início da semeadura somente em 2027. Por isso, essas áreas não participam da atual largada da safra nacional.

As datas indicam apenas quando a semeadura é permitida do ponto de vista fitossanitário. Elas não significam que o solo já tenha umidade suficiente nem substituem as orientações do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc). A decisão de plantar depende das condições de cada propriedade e da previsão de continuidade das chuvas.

No Centro-Oeste, Sudeste e Matopiba, o maior perigo é uma precipitação antecipada estimular a semeadura e ser seguida por vários dias de calor e tempo seco. Além de prejudicar a formação inicial da lavoura, um veranico pode obrigar o produtor a repetir operações e elevar os gastos com sementes, combustível, máquinas e mão de obra.

Caso as chuvas demorem a se regularizar, o problema será transferido para a segunda safra. O atraso na colheita da soja reduz o tempo disponível para o milho e o algodão, enquanto uma interrupção antecipada das chuvas pode atingir essas culturas durante fases de maior necessidade de água.

No Rio Grande do Sul, Santa Catarina e parte do Paraná, o El Niño tende a aumentar a disponibilidade hídrica, mas chuvas frequentes podem produzir o efeito contrário ao desejado. Solo saturado, dificuldade de pulverização, menor luminosidade e aumento da pressão de doenças podem limitar o potencial das lavouras mesmo sem falta de água.

Uma simulação apresentada pelo economista Alexandre Mendonça de Barros, da consultoria EY, calcula que um cenário de estresse climático semelhante ao de 2015 poderia retirar até 12 milhões de toneladas da safra brasileira. O número representa cerca de 6,5% das 186 milhões de toneladas projetadas pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos para o país.

A estimativa de perda não é uma previsão consolidada, mas uma simulação de risco. O resultado final dependerá da distribuição das chuvas, das temperaturas, da duração dos veranicos e do manejo adotado em cada região. Em uma safra marcada por extremos opostos, o principal desafio não será apenas saber quanto vai chover, mas onde, quando e com que regularidade essa chuva chegará.

Fonte: Pensar Agro

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