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Calendário Agropecuário 2026 confirma Santa Catarina como referência nacional em eventos do setor

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Santa Catarina divulga calendário agropecuário com 456 eventos

A agropecuária catarinense recebe destaque nacional com a publicação do Calendário de Eventos Agropecuários 2026, que reúne 456 atividades envolvendo animais distribuídas por todas as regiões do Estado. O cronograma foi divulgado pela Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (Sape) em parceria com a Cidasc e reforça a organização, a sanidade animal e a relevância econômica e cultural do setor em Santa Catarina.

O calendário é exclusivo para eventos com presença de animais. Conforme a Portaria Sape nº 2/2026, todos os eventos listados já estão aprovados, desde que atendam às normas sanitárias e às orientações da Cidasc. O público pode acessar a programação completa no site oficial da Sape, na aba “Eventos”.

Programação diversificada incentiva comércio e integração

A construção do calendário contou com a participação de entidades públicas e privadas do setor agropecuário. A programação inclui feiras, exposições, leilões, competições, encontros técnicos, eventos esportivos e manifestações tradicionalistas, com foco em:

  • Divulgar e fortalecer a comercialização de animais e produtos agropecuários;
  • Integrar o meio urbano e rural;
  • Valorizar a cultura catarinense.
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Santa Catarina se mantém como líder na produção de alimentos

O Estado é destaque na produção de alimentos no Brasil, ocupando posições de liderança em:

  • Carne suína (líder nacional);
  • Moluscos e pescados;
  • Carne de aves (segunda posição);
  • Produção de leite e apicultura também se destacam regionalmente.

Segundo o secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Admir Dalla Cort,

“O Calendário de Eventos Agropecuários demonstra a força e a organização do setor em Santa Catarina. São eventos que movimentam a economia, promovem inovação, fortalecem a sanidade animal e mantêm as tradições culturais, consolidando o Estado como referência nacional e internacional.”

Sanidade animal: patrimônio estratégico do Estado

Santa Catarina mantém status de área livre de febre aftosa sem vacinação, reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), além de ser certificada como área livre de peste suína clássica. O Estado também apresenta baixas prevalências de brucelose e tuberculose bovina e bubalina, resultado da parceria entre produtores, governo e iniciativa privada.

A presidente da Cidasc, Celles Regina de Matos, reforça a importância do calendário para o controle sanitário:

“O calendário organiza as atividades do setor, garantindo previsibilidade e segurança. Nossa atuação abrange desde a testagem e monitoramento dos rebanhos até o bem-estar animal, que é um dos pilares da defesa agropecuária em Santa Catarina.”

Eventos fora do calendário exigem autorização específica

Todos os eventos agropecuários que não constam no calendário oficial devem passar por análise individual e autorização da Cidasc. Os organizadores devem procurar a unidade do órgão em seu município para regularização do evento.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Safra de cana 2025/26 no Centro-Sul fecha com 611 milhões de toneladas e setor inicia novo ciclo priorizando etanol

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A safra 2025/2026 de cana-de-açúcar no Centro-Sul do Brasil foi encerrada com moagem de 611,15 milhões de toneladas, segundo levantamento da União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (UNICA). O volume representa uma redução de 10,78 milhões de toneladas frente ao ciclo anterior, impactado principalmente pelas condições climáticas adversas ao longo do desenvolvimento da lavoura.

Apesar da retração, o ciclo se consolida como a quarta maior moagem da história da região, além de registrar a segunda maior produção de açúcar e etanol.

Moagem e produtividade: clima reduz desempenho agrícola

A produtividade média agrícola ficou em 74,4 toneladas por hectare, queda de 4,1% em relação à safra anterior, conforme dados do Centro de Tecnologia Canavieira (CTC).

O desempenho foi desigual entre os estados:

  • Quedas: São Paulo (-4,3%), Goiás (-9,4%) e Minas Gerais (-15,9%)
  • Altas: Mato Grosso (+3,2%), Mato Grosso do Sul (+6,0%) e Paraná (+15,5%)

A qualidade da matéria-prima também recuou. O ATR (Açúcares Totais Recuperáveis) ficou em 137,79 kg por tonelada, redução de 2,34% na comparação anual.

Segundo a UNICA, a menor moagem já era esperada diante das condições climáticas observadas durante o ciclo.

Produção de açúcar e etanol: estabilidade e leve recuo

A produção de açúcar totalizou 40,43 milhões de toneladas, praticamente estável frente às 40,18 milhões do ciclo anterior, mas abaixo do recorde histórico de 42,42 milhões registrado em 2023/2024.

Já a produção total de etanol somou 33,72 bilhões de litros, recuo de 3,56% na comparação anual.

O detalhamento mostra movimentos distintos:

  • Etanol hidratado: 20,83 bilhões de litros (-7,82%)
  • Etanol anidro: 12,89 bilhões de litros (+4,22%), segunda maior marca da série histórica

O etanol de milho ganhou ainda mais relevância, com produção de 9,19 bilhões de litros (+12,26%), representando 27,28% do total produzido no Centro-Sul.

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Vendas de etanol: mercado interno segue dominante

No mês de março, as vendas de etanol totalizaram 2,79 bilhões de litros, com forte predominância do mercado doméstico.

  • Mercado interno: 2,75 bilhões de litros (-0,06%)
  • Exportações: 45,11 milhões de litros (-71,22%)

No consumo interno:

  • Etanol hidratado: 1,66 bilhão de litros (+20,25% ante fevereiro)
  • Etanol anidro: 1,09 bilhão de litros (+4,80%)
  • No acumulado da safra:
  • Hidratado: 20,34 bilhões de litros
  • Anidro: 13,04 bilhões de litros (+7,08%)

O avanço do anidro foi impulsionado, entre outros fatores, pela implementação da mistura E30 (30% de etanol na gasolina) a partir de agosto de 2025.

Além do impacto econômico — estimado em R$ 4 bilhões de economia para proprietários de veículos flex — o consumo de etanol evitou a emissão de 50 milhões de toneladas de gases de efeito estufa, recorde histórico do setor.

Nova safra 2026/27 começa com moagem mais forte

A safra 2026/2027 já começou com ritmo acelerado. Na primeira quinzena de abril de 2026, a moagem atingiu 19,56 milhões de toneladas, crescimento de 19,67% frente ao mesmo período do ciclo anterior.

Ao todo, 195 unidades estavam em operação:

  • 177 com moagem de cana
  • 10 dedicadas ao etanol de milho
  • 8 usinas flex

A qualidade da matéria-prima permaneceu estável, com ATR de 103,36 kg por tonelada.

Novo ciclo prioriza etanol e reduz produção de açúcar

O início da nova safra mostra uma mudança clara de estratégia industrial. Apenas 32,93% da cana foi destinada à produção de açúcar na primeira quinzena, enquanto mais de dois terços foram direcionados ao etanol.

  • Como consequência:
    • Produção de açúcar: 647,21 mil toneladas (-11,94%)
    • Produção de etanol: 1,23 bilhão de litros (+33,32%)
  • Desse total:
    • Hidratado: 879,87 milhões de litros (+18,54%)
    • Anidro: 350,20 milhões de litros
    • Etanol de milho: 411,94 milhões de litros (+15,06%), com participação de 33,49%
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O movimento reflete um cenário de mercado mais favorável ao biocombustível neste início de ciclo.

Vendas na nova safra e expectativa de alta no consumo

Na primeira quinzena da safra 2026/2027, as vendas totalizaram 1,28 bilhão de litros:

  • Hidratado: 820,15 milhões de litros
  • Anidro: 460,87 milhões de litros

No mercado interno, foram comercializados 1,25 bilhão de litros, enquanto as exportações somaram 28,88 milhões de litros (+18,03%).

A expectativa é de aceleração nas vendas nas próximas semanas, à medida que a queda de preços nas usinas seja repassada ao consumidor final, aumentando a competitividade do etanol frente à gasolina.

CBios: setor já avança no cumprimento das metas do RenovaBio

Dados da B3 até 29 de abril indicam a emissão de 14 milhões de Créditos de Descarbonização (CBios) em 2026.

O volume disponível para negociação já soma 25,13 milhões de créditos. Considerando os CBios emitidos e os já aposentados, o setor já disponibilizou cerca de 60% do total necessário para o cumprimento das metas do RenovaBio neste ano.

Análise: etanol ganha protagonismo em meio a incertezas globais

O início da safra 2026/2027 confirma uma tendência estratégica: maior direcionamento da cana para a produção de etanol, impulsionado por fatores como:

  • demanda doméstica consistente
  • políticas de descarbonização
  • maior previsibilidade no mercado interno
  • cenário internacional de incertezas energéticas

Com isso, o setor sucroenergético reforça seu papel na matriz energética brasileira, ao mesmo tempo em que ajusta sua produção às condições de mercado, buscando maior rentabilidade e segurança comercial.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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