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Câmara Setorial do Trigo debate andamento da safra 2025 em reunião presencial e online em São Paulo

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A Câmara Setorial do Trigo de São Paulo promove, no dia 31 de julho, às 10h, a segunda reunião do ano para discutir o andamento da safra de trigo 2025 no estado. O evento será presencial na sede da Ouro Safra, em Pilar do Sul (SP), e terá transmissão ao vivo pelo canal do YouTube do Sindicato da Indústria do Trigo no Estado de São Paulo (Sindustrigo).

Avanço da safra será apresentado por cooperativas

Durante o encontro, as principais cooperativas agrícolas do estado deverão apresentar relatórios sobre o desenvolvimento da cultura, considerando os recentes episódios de frio intenso em algumas regiões. Segundo Nelson Montagna, presidente da Câmara Setorial do Trigo de São Paulo, as perspectivas são mais otimistas do que as estimativas iniciais.

“Nós esperamos que os dados apresentados apontem uma produção total próxima de 400 mil toneladas, um cenário um pouco melhor do que o previsto no início do ano. O trigo está evoluindo bem, sem sinais graves de quebra”, afirmou Montagna.

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Impacto da geada e qualidade do trigo

Apesar de algumas incertezas relacionadas à qualidade final do grão e possíveis perdas localizadas, a avaliação é que a safra segue avançando positivamente, com potencial produtivo acima das projeções iniciais.

“O efeito da geada foi pontual e disperso, o que pode ter minimizado o impacto na produção. Contudo, só teremos um panorama mais claro após o reporte das cooperativas na reunião”, acrescentou o presidente.

Análises de mercado e questões fiscais também estão na pauta

Além das atualizações sobre a produção, a programação inclui a participação do analista da StoneX, Jonathan Pinheiro, que abordará a conjuntura nacional e internacional do mercado de trigo, com foco em tendências, preços e demanda.

Em seguida, Viviane Morales, da consultoria Lastro, apresentará esclarecimentos sobre o benefício fiscal do ICMS para produtores rurais, um tema que tem gerado dúvidas e interesse no setor.

Evento integra calendário oficial e oferece inscrição online

Promovido pela Secretaria de Agricultura de São Paulo e pelo Sindustrigo, o encontro faz parte do calendário oficial da Câmara Setorial do Trigo e tem como objetivo alinhar informações técnicas e institucionais para fortalecer o setor.

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Interessados em acompanhar a transmissão online devem realizar inscrição prévia.

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Crise no Estreito de Ormuz encarece insumos e ameaça produção de arroz em Santa Catarina

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A instabilidade geopolítica no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas do mundo, já começa a impactar diretamente o agronegócio brasileiro. Em Santa Catarina, segundo maior produtor de arroz do país, o aumento nos preços de insumos como óleo diesel e fertilizantes preocupa produtores e indústrias, com reflexos esperados na oferta e nos preços do grão na próxima safra.

De acordo com o Sindicato das Indústrias de Arroz de Santa Catarina (SindArroz-SC), o setor enfrenta um cenário desafiador. Enquanto finaliza a colheita da safra 2025/26, iniciam-se os preparativos para o próximo plantio, previsto para agosto, sob forte pressão de custos.

Custos de produção sobem até 20%

Levantamentos do sindicato apontam que os itens que compõem os custos fixos da produção e beneficiamento do arroz registraram aumento médio de 20% nos últimos meses. O encarecimento está diretamente ligado às tensões no Oriente Médio, que afetam o fluxo de combustíveis e insumos estratégicos no mercado global.

Além disso, outros fatores internos agravam o cenário. O setor de embalagens, por exemplo, aplicou reajustes superiores a 40%, enquanto mudanças na política de fretes elevaram os custos logísticos, reduzindo a margem de negociação entre produtores e indústrias.

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Diesel e fertilizantes pressionam o campo

No campo, o impacto já é sentido no dia a dia do produtor. Em Santa Catarina, o preço do diesel utilizado nas operações agrícolas saltou de cerca de R$ 5,50 para mais de R$ 7,00 por litro. Paralelamente, fertilizantes essenciais como NPK e ureia também registraram altas significativas.

Esse aumento simultâneo compromete o planejamento financeiro das lavouras. A elevação dos custos, somada à queda no consumo e à recente superoferta de arroz no mercado nacional, reduz a rentabilidade da atividade.

Redução de área plantada pode afetar oferta

Diante desse cenário, produtores já consideram reduzir a área plantada e ajustar o uso de insumos na safra 2026/27. A medida, embora necessária para equilibrar custos, pode resultar em menor produtividade e oferta do grão no mercado interno.

Santa Catarina responde por mais de 10% da produção nacional de arroz. Qualquer retração na produção do estado tende a impactar diretamente o abastecimento e os preços ao consumidor.

Risco de alta no preço do arroz

A combinação de menor área plantada, insumos mais caros e restrições logísticas deve refletir em uma possível redução da oferta no próximo ciclo produtivo. Como consequência, há risco de aumento nos preços do arroz nos supermercados, pressionando o orçamento das famílias brasileiras.

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Setor busca apoio do governo

Para mitigar os impactos da crise, o SindArroz-SC, em conjunto com a Câmara Setorial do Arroz, articula medidas junto ao Governo Federal. Entre as propostas estão a redução da carga tributária e ações para diminuir os custos de produção no país.

O setor também busca diálogo com autoridades federais para discutir alternativas que garantam competitividade à cadeia produtiva e evitem um desabastecimento no médio prazo.

A avaliação é de que, sem medidas estruturais, a continuidade da crise pode levar a uma retração significativa da produção, com efeitos diretos tanto para produtores quanto para consumidores.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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