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Canarana recebe Unidade Técnica Regional de Agricultura e Pecuária
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Durante as comemorações dos 45 anos de emancipação do município de Canarana, neste domingo (15), o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, assinou a Portaria de implantação da Unidade Técnica Regional de Agricultura e Pecuária (Utra) de Canarana.
Trata-se da segunda unidade descentralizada de Mato Grosso. A Utra visa ampliar o suporte técnico e operacional da Superintendência Federal de Agricultura em Mato Grosso (SFA-MT) na execução, coordenação e indução de políticas públicas do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) com enfoque propositivo na segurança da produção e do consumo, no desenvolvimento econômico regional e em benefícios diretos aos produtores rurais de pequenas, médias e grandes áreas, às agroindústrias e à sociedade.
O atendimento da Utra Canarana abrange 23 municípios da região Norte Araguaia e Xingu mato-grossense e ficará localizada na avenida Rio Grande do Sul, no centro do município.
Em Mato Grosso, a primeira Utra foi inaugurada em Sorriso em julho de 2023 atendendo a cerca de 50 municípios da região. Ao todo, o Mapa já conta com 47 unidades descentralizadas nos estados da Bahia, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Paraná, Rio de Janeiro, Rondônia, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo.
Outros investimentos
Na solenidade, o ministro destacou o resultado da parceria do município com o Governo Federal. “As pessoas esperam que o Poder Público atue para melhorar suas vidas. E é isso que estamos apresentando aqui. Um número imenso de convênios que mostra a capacidade de interlocução e de boa gestão do prefeito, a capacidade de diálogo e fortalecimento com a Câmara de Vereadores, os secretários com muita dedicação e quem está ganhando é a população”, ressaltou Fávaro em seu discurso.
Além da Utra, o evento contou com a assinatura de implantação de Estação Meteorológica Automática (EMA) do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), que passa a integrar a Rede Nacional de Monitoramento Meteorológico. A medida faz parte do projeto de modernização e expansão do instituto, idealizado pelo ministro Carlos Fávaro. Em Mato Grosso, serão 27 estações instaladas até março deste ano.
O município também foi contemplado com máquinas do Programa Nacional de Modernização e Apoio à Produção Agrícola (Promaq) e já conta com um rolo compressor, um caminhão pipa e uma motoniveladora.
Fávaro ainda representou o Governo Federal na assinatura dos convênios de aquisição de uma Unidade Móvel Odontológica e uma van para transporte de pacientes; construção de 50 unidades habitacionais do programa Minha Casa, Minha Vida; pavimentação asfáltica do bairro Morada do Sol e a construção de uma Escola de Educação Infantil para atender os moradores dos bairros Sol Nascente e Morada do Vale.
Informações à imprensa
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Mercado de arroz segue travado em abril, com preços firmes e baixa liquidez no Brasil
A primeira quinzena de abril consolidou um cenário de baixa liquidez no mercado de arroz, marcado pelo desalinhamento entre a oferta potencial e a disponibilidade efetiva do produto. Segundo o analista e consultor da Safras & Mercado, Evandro Oliveira, a formação de preços segue descolada do fluxo de negociações.
De acordo com ele, o comportamento do produtor tem sido determinante nesse contexto. A retenção estratégica dos estoques, motivada por margens abaixo do custo de produção, limita a oferta no mercado e reduz o volume de negócios.
Intervalo de preços indica estabilidade artificial no mercado
Durante o período, as cotações oscilaram dentro de uma faixa entre R$ 61 e R$ 68 por saca de 50 quilos, configurando um piso no curto prazo. No entanto, essa estabilidade não reflete um mercado ativo.
Segundo o analista, trata-se de uma estabilidade artificial, com preços ofertados, mas sem efetivação de negociações, em um ambiente de baixa profundidade no mercado spot.
Indústria compra apenas para reposição imediata
Do lado da demanda, a indústria manteve uma postura cautelosa, realizando aquisições pontuais e voltadas exclusivamente à reposição de curto prazo. Esse comportamento reforça o cenário de poucos negócios e contribui para a manutenção do mercado travado.
Exportações perdem competitividade com queda do dólar
No mercado externo, a competitividade do arroz brasileiro apresentou deterioração significativa ao longo da quinzena. O principal fator foi a valorização do real frente ao dólar, com a moeda norte-americana operando abaixo de R$ 5,00.
Esse movimento reduziu as margens de exportação (FOB), tornando inviável a participação do Brasil em mercados internacionais. Como consequência, o país atingiu paridade com os Estados Unidos, eliminando o diferencial competitivo necessário para exportações nas Américas.
Queda na demanda externa reduz ritmo de embarques
Após um início de ano com volumes expressivos, superiores a 600 mil toneladas no trimestre, o mercado registrou desaceleração nas exportações. A redução da atratividade do produto brasileiro resultou em retração da demanda internacional.
Com isso, as exportações deixaram de cumprir o papel de escoamento da produção, ampliando a pressão sobre o mercado interno.
Entrada da nova safra amplia oferta e pressiona dinâmica do mercado
O período também foi marcado pela transição entre o fim da entressafra e a chegada da nova safra, com avanço da colheita e consolidação de uma produção volumosa, com boa produtividade.
Esse aumento na oferta potencial, somado à retração das exportações e à baixa liquidez interna, reforça o cenário de desequilíbrio entre produção e comercialização.
Cotação do arroz registra leve alta na semana, mas segue abaixo de 2025
No Rio Grande do Sul, principal estado produtor, a média da saca de 50 quilos (58% a 62% de grãos inteiros, pagamento à vista) foi cotada a R$ 63,14 na quinta-feira (16), registrando alta de 0,77% em relação à semana anterior.
Na comparação mensal, o avanço foi de 7,12%. No entanto, em relação ao mesmo período de 2025, o preço ainda acumula queda de 18,14%, evidenciando o cenário desafiador para o setor orizícola.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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