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Capal avança na colheita da safra de verão 2025/2026 e atinge 70% da área cultivada
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A colheita da safra de verão 2025/2026 dos cooperados da Capal Cooperativa Agroindustrial já alcança 70% da área total cultivada. A cooperativa atua em aproximadamente 98 municípios dos estados do Paraná e São Paulo, com os trabalhos iniciados em fevereiro.
Colheita de soja e milho avança com variações climáticas
Até o momento, a colheita do milho atinge cerca de 80% da área, enquanto a soja chega a 60%. A produtividade segue dentro da média histórica, embora haja variações entre regiões, reflexo da irregularidade das chuvas ao longo do ciclo produtivo.
De acordo com o coordenador regional de Assistência Técnica Agrícola (DAT), Roberto Martins, o desenvolvimento das lavouras no Paraná foi considerado positivo, apesar das oscilações climáticas registradas durante a safra.
Segundo ele, as lavouras apresentaram bom desempenho vegetativo e reprodutivo, além de baixa incidência de pragas e doenças, fatores que contribuíram para a manutenção do potencial produtivo em níveis satisfatórios.
Produtividade confirma safra tecnicamente bem conduzida
A soja, principal cultura de verão da região, deve registrar produtividade média em torno de 4.250 kg por hectare. Já o milho da primeira safra apresenta expectativa de aproximadamente 11.500 kg por hectare.
Apesar dos bons resultados médios, a safra é considerada heterogênea. O manejo técnico adequado garantiu desempenho satisfatório, enquanto as condições climáticas limitaram ganhos mais elevados e uniformes de produtividade.
Ampliação da armazenagem fortalece operação da cooperativa
A Capal ampliou sua capacidade de armazenamento estático com a incorporação da Coopagrícola e a entrada em operação de 13 novos silos em Arapoti (PR). Com isso, a cooperativa passa a contar com capacidade total aproximada de 745 mil toneladas.
O coordenador de operações de grãos, Carlos Faria, destaca que o aumento da armazenagem representa um avanço estratégico relevante, proporcionando maior agilidade no recebimento da produção, especialmente nos períodos de pico de colheita.
A ampliação também contribui para reduzir riscos logísticos e melhorar o fluxo operacional, permitindo melhor organização na recepção dos grãos e evitando sobrecargas pontuais.
Cenário de custos elevados exige gestão eficiente
Mesmo com uma safra considerada positiva, o cenário de mercado segue desafiador. Custos elevados e preços pressionados das commodities impactam diretamente a rentabilidade dos produtores.
Segundo o coordenador regional do DAT em São Paulo, Airton Pasinatto, é fundamental adotar uma gestão mais rigorosa dos recursos, com foco na eficiência produtiva e financeira.
Ele ressalta que a volatilidade do mercado, somada aos altos custos com insumos e combustíveis, reduz as margens e pode comprometer os resultados, mesmo em situações de boa produtividade.
Comercialização estratégica é alternativa para mitigar riscos
Diante desse cenário, estratégias como vendas antecipadas e travamento de preços ganham relevância para reduzir a exposição às oscilações do mercado e aumentar a previsibilidade de receita.
Nesse contexto, a maior capacidade de armazenagem da cooperativa se torna um diferencial importante, oferecendo mais flexibilidade para que os produtores escolham o melhor momento para comercializar sua produção e adotem decisões mais estratégicas ao longo do ciclo.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Alta do petróleo e avanço dos biocombustíveis elevam preços internacionais dos alimentos
A nova alta dos preços internacionais dos alimentos acendeu um alerta, e também abriu oportunidades, para o agronegócio brasileiro. Relatório divulgado pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) mostra que os alimentos voltaram a subir em abril, puxados principalmente pelos óleos vegetais, em um movimento diretamente ligado à tensão no Oriente Médio, ao petróleo mais caro e ao avanço global dos biocombustíveis.
O Índice de Preços de Alimentos da FAO subiu 1,6% em abril e atingiu o maior nível desde fevereiro de 2023. Para o produtor brasileiro, porém, o dado mais importante está no comportamento do óleo de soja e das commodities ligadas à energia.
Com o aumento das tensões envolvendo o Irã e os riscos sobre o fluxo de petróleo no Estreito de Ormuz, o mercado internacional passou a precificar possível alta nos combustíveis fósseis. Na prática, petróleo mais caro torna o biodiesel mais competitivo e aumenta a demanda por matérias-primas agrícolas usadas na produção de energia renovável.
É justamente aí que o Brasil ganha relevância. Maior produtor e exportador mundial de soja, o país também ampliou nos últimos anos sua indústria de biodiesel. Com a mistura obrigatória de biodiesel no diesel em níveis mais elevados, cresce a demanda interna por óleo de soja, fortalecendo toda a cadeia produtiva.
O efeito tende a chegar dentro da porteira. Preços internacionais mais firmes para óleo vegetal ajudam a sustentar as cotações da soja, melhoram margens da indústria e podem aumentar a demanda pelo grão brasileiro nos próximos meses.
Além disso, o cenário fortalece a estratégia de agregação de valor do agro nacional. Em vez de depender apenas da exportação do grão bruto, o Brasil amplia espaço na produção de farelo, óleo e biocombustíveis, segmentos mais ligados à industrialização e geração de renda.
Os cereais também registraram leve alta internacional em abril. Segundo a FAO, preocupações climáticas e custos elevados de fertilizantes continuam influenciando o mercado global de trigo e milho.
Mesmo assim, os estoques mundiais seguem relativamente confortáveis, reduzindo o risco de uma disparada mais intensa nos preços dos grãos neste momento. Outro ponto que interessa diretamente ao produtor brasileiro está na carne bovina. O índice internacional das proteínas animais bateu recorde em abril, impulsionado principalmente pela menor oferta de bovinos prontos para abate no Brasil.
Isso ajuda a sustentar os preços internacionais da proteína brasileira e reforça a competitividade do país em um momento de demanda firme no mercado externo. Na direção oposta, o açúcar caiu quase 5% no mercado internacional diante da expectativa de aumento da oferta global, especialmente por causa da perspectiva de produção elevada no Brasil.
A FAO também revisou para cima sua projeção para a safra mundial de cereais em 2025, estimada agora em 3,04 bilhões de toneladas — novo recorde histórico. O cenário mostra que o mercado global de alimentos continua abastecido, mas cada vez mais conectado ao comportamento da energia, da geopolítica e dos biocombustíveis. Para o agro brasileiro, isso significa que petróleo, conflitos internacionais e política energética passaram a influenciar diretamente o preço da soja, do milho, da carne e até a rentabilidade dentro da fazenda.
Fonte: Pensar Agro
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