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Carne bovina de Mato Grosso alcança mais de 90 países e movimenta US$ 4,1 bilhões em 2025
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A carne bovina produzida em Mato Grosso conquistou mais de 90 mercados internacionais em 2025, consolidando o estado como um dos maiores exportadores do mundo. De acordo com dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), foram embarcadas 978,4 mil toneladas da proteína, gerando uma receita de US$ 4,1 bilhões no ano — o maior volume já registrado na história do estado.
Mato Grosso quebra recorde de abates e amplia competitividade global
O desempenho expressivo foi impulsionado pelo abate de 7,4 milhões de cabeças de gado, resultado de uma cadeia produtiva fortalecida e de uma carne cada vez mais competitiva no mercado externo.
Segundo especialistas, o estado se beneficia tanto da abertura de novos mercados, como o Marrocos, que passou a importar em 2024, quanto do crescimento da demanda de países asiáticos, especialmente a China, principal destino da carne mato-grossense.
China lidera importações e Rússia ocupa segunda posição
A China manteve sua liderança como o maior comprador da carne bovina de Mato Grosso, com 536,9 mil toneladas importadas em 2025, o equivalente a 54,8% de todo o volume exportado pelo estado.
Na sequência aparece a Rússia, com 58,8 mil toneladas, representando 6% das vendas externas.
O ranking dos dez principais importadores inclui ainda Chile, Estados Unidos, Filipinas, Egito, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Itália e Holanda, demonstrando a diversificação geográfica e estratégica da carne mato-grossense — hoje presente em mercados de alta exigência na Europa, Ásia, América e Oriente Médio.
Qualidade, sanidade e sustentabilidade impulsionam expansão
Para Bruno de Jesus Andrade, diretor de Projetos do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), os resultados refletem o amadurecimento e a profissionalização da pecuária local.
“Mato Grosso vem colhendo os frutos de anos de investimentos em sanidade, qualidade e eficiência. O setor está preparado para atender mercados cada vez mais exigentes, com responsabilidade e volume competitivo”, destaca Andrade.
O dirigente reforça que a diversificação de mercados é essencial para garantir estabilidade ao setor.
“Quanto mais destinos forem abertos, menor será a dependência de um único mercado, trazendo segurança para produtores, indústrias e para a economia estadual”, acrescenta.
Perspectivas para 2026 são positivas com novos mercados
As projeções para 2026 seguem otimistas, impulsionadas pela abertura de novos destinos de exportação, como a Guatemala, que iniciou as importações de carne mato-grossense em dezembro de 2025.
Com cerca de 18 milhões de habitantes, o país da América Central amplia a presença de Mato Grosso na região e reforça o potencial de expansão das exportações nos próximos anos.
Com base nos resultados recentes, Mato Grosso consolida-se definitivamente como referência mundial na produção e exportação de carne bovina, unindo produtividade, qualidade e sustentabilidade.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Inteligência Artificial revoluciona manejo de plantas daninhas na Integração Lavoura-Pecuária
A aplicação de inteligência artificial (IA) no campo avança como ferramenta estratégica para o manejo agrícola. Um estudo inédito desenvolvido pela Embrapa Milho e Sorgo em parceria com a Universidade do Vale do Itajaí (Univali) analisou o uso de algoritmos de aprendizado de máquina na dinâmica de plantas daninhas em sistemas de Integração Lavoura-Pecuária (ILP), com resultados considerados altamente promissores.
A pesquisa amplia o conhecimento sobre o comportamento dessas espécies em ambientes produtivos integrados e pode subsidiar estratégias mais eficientes de controle preventivo, com potencial redução do uso de herbicidas.
IA aplicada ao campo melhora entendimento do ecossistema agrícola
O estudo utilizou ferramentas de IA preditiva para compreender como fatores climáticos, características do solo e tipos de cultivo influenciam a ocorrência de plantas daninhas.
A base de dados foi estruturada em três frentes principais:
- registros quantitativos de espécies de plantas daninhas;
- características do solo e sistemas de cultivo;
- dados climáticos da região analisada.
O objetivo foi identificar correlações capazes de apoiar decisões mais precisas no manejo agrícola dentro de sistemas ILP.
Algoritmos alcançam até 99% de precisão na previsão
Foram testados diferentes modelos de aprendizado de máquina, incluindo Support Vector Machine, Decision Tree, Random Forest e K-Nearest Neighbors.
Os melhores desempenhos foram registrados pelos modelos Decision Tree e Random Forest, que alcançaram até 99% de precisão na previsão de áreas mais suscetíveis ao surgimento de plantas daninhas.
Segundo a pesquisadora Ana Letícia Becker Gomes Luz, doutora em Matemática e Ciência de Dados, os resultados indicam alta confiabilidade do método. Já o pesquisador Maurílio Fernandes de Oliveira, da Embrapa Milho e Sorgo, destacou que a abordagem é tecnicamente viável e eficaz para apoio à tomada de decisão.
Tecnologia pode reduzir uso de herbicidas e ampliar sustentabilidade
De acordo com os pesquisadores, a IA permite identificar com maior precisão os fatores que influenciam a dinâmica das plantas daninhas, contribuindo para escolhas mais assertivas no campo.
Na prática, a tecnologia pode auxiliar na definição de:
- herbicidas mais adequados para cada área;
- doses específicas de aplicação;
- momento ideal de controle;
- estratégias preventivas mais eficientes.
O estudo também reforça o potencial de redução do uso de defensivos agrícolas, alinhando-se às demandas da economia verde e da sustentabilidade no campo.
ILP apresenta menor incidência de plantas daninhas
Os pesquisadores observaram que sistemas de Integração Lavoura-Pecuária tendem a apresentar menor incidência de plantas daninhas em comparação a sistemas convencionais.
Esse resultado está associado principalmente à presença de forrageiras, como a braquiária, que atuam como cobertura vegetal e ajudam a suprimir o desenvolvimento dessas espécies.
Segundo o pesquisador Ramon Costa Alvarenga, da Embrapa Milho e Sorgo, o desafio atual é avançar do manejo reativo para o manejo preditivo, reduzindo a ocorrência antes mesmo da emergência das plantas invasoras.
Estudo foi conduzido no Cerrado mineiro
A pesquisa foi realizada no bioma Cerrado, em Sete Lagoas (MG), na área experimental da Embrapa Milho e Sorgo. Os sistemas avaliados incluíram milho consorciado com braquiária, sorgo com braquiária, soja e pastagem de braquiária.
Os dados foram coletados em diferentes fases do ciclo produtivo, incluindo colheita, entressafra, pré-dessecação e períodos pós-emergência.
Pesquisa integra projetos nacionais de inovação em IA
O estudo faz parte de duas iniciativas de pesquisa:
- o projeto “Soluções recomendativas e generativas baseadas em IA para aumento da eficiência, qualidade e resiliência produtiva” (SORaIA), liderado pela Embrapa;
- o projeto “Plataforma para o monitoramento da dinâmica e recomendações de controle de populações de plantas daninhas”, vinculado ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
As iniciativas reforçam o avanço da agricultura digital no Brasil e a integração entre pesquisa científica e tecnologias emergentes.
Perspectiva: agricultura mais precisa e sustentável
Para os pesquisadores, o uso de IA no manejo de plantas daninhas representa um avanço importante rumo à agricultura de precisão. A tendência é que, com o uso de modelos preditivos, o setor consiga reduzir custos, otimizar o uso de insumos e aumentar a eficiência produtiva de forma sustentável.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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