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Cercamento estratégico aumenta eficiência e segurança na colheita de grãos
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Crescimento da safra exige infraestrutura bem planejada
O Brasil deve colher cerca de 354,4 milhões de toneladas de grãos na safra 2025/2026, mantendo-se entre os maiores produtores agrícolas do mundo, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento. Só a soja e o milho somam mais de 316 milhões de toneladas, exigindo operações logísticas intensas e coordenadas nas propriedades rurais.
Danilo Moreira, analista de mercado agro da Belgo Arames, alerta que o planejamento das cercas é muitas vezes negligenciado, mas é estratégico para garantir eficiência, segurança e sustentabilidade no campo.
Cercas mal planejadas geram gargalos logísticos
A eficiência agrícola depende diretamente da logística e da movimentação de máquinas durante a colheita. Cercas mal projetadas podem causar rotas inadequadas, falta de mapeamento, desconsideração das condições do solo e clima, problemas na manutenção e alocação ineficiente de materiais.
“Tais falhas resultam em paradas inesperadas, desvios, retrabalho e até danos a equipamentos. Em grandes safras, cada atraso representa custo adicional”, destaca Moreira.
Cercamento bem estruturado melhora produtividade e segurança
Cercas bem planejadas organizam a propriedade, delimitam áreas de cultivo e criam corredores estratégicos para máquinas. Isso reduz riscos operacionais, aumenta a fluidez na movimentação e melhora o aproveitamento da janela de colheita.
Além da logística, as cercas protegem a produção de animais silvestres ou de grande porte, evitando danos ambientais e prejuízos econômicos. “Uma cerca de qualidade previne danos aos equipamentos e protege a lavoura contra pisoteio”, reforça o analista.
Soluções em arames e telas garantem durabilidade e proteção
Para propriedades que enfrentam ataques de animais silvestres, a recomendação é investir em telas resistentes, como a Belgo Javaporco, indicada contra javalis e outros animais de médio e grande porte. O produto oferece alta resistência a impactos, durabilidade superior e facilidade de instalação.
Quando o risco envolve apenas animais de grande porte, cercas de arame liso ovalado Belgo Z-700 ou arame farpado Motto oferecem robustez e barreiras físicas eficazes, com alta durabilidade devido à camada de zinco. Para soluções economicamente viáveis e eficientes, a cerca elétrica com arame Belgo Eletrix proporciona condução de corrente elétrica e maleabilidade ideal para proteção.
Planejamento estratégico garante sustentabilidade
“Investir no cercamento não é apenas uma questão estrutural, mas uma decisão estratégica. A infraestrutura correta garante eficiência logística, protege o patrimônio do produtor e fortalece a sustentabilidade da atividade agrícola a longo prazo”, conclui Danilo Moreira.
O planejamento adequado do cercamento se torna, portanto, um elemento decisivo para o sucesso da colheita e para a preservação do investimento realizado desde o preparo do solo até a colheita final.
Fonte: Portal do Agronegócio
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El Niño 2026 deve aumentar umidade dos grãos e elevar risco de perdas na safra de inverno no Sul
O retorno do fenômeno climático El Niño ao cenário agrícola de 2026 já preocupa produtores de culturas de inverno no Sul do Brasil. Com probabilidade de até 87% de formação no segundo semestre, o evento deve provocar aumento das chuvas durante fases decisivas do ciclo produtivo, afetando diretamente lavouras de trigo, cevada, aveia e canola.
Levantamento da MOTOMCO mostra que o excesso de umidade já começa a impactar as projeções para a próxima safra de trigo no Rio Grande do Sul. A análise, baseada em mais de 8 mil cargas monitoradas pelo Sistema de Gestão de Umidade (SGU), aponta que o teor médio de umidade dos grãos no recebimento deve subir de 16,7% para 17,5%, avanço estimado em 4,8% sobre o ciclo anterior.
Além do aumento da umidade, os dados indicam retração na área plantada de trigo em uma cooperativa gaúcha. A redução estimada é de 17%, reflexo das adversidades climáticas registradas ao longo da temporada. A produtividade também tende a cair: a projeção atual é de 2.742 kg por hectare, abaixo dos 3.230 kg/ha registrados anteriormente.
Segundo o engenheiro agrônomo da MOTOMCO, Roney Smolareck, o principal desafio em anos de El Niño está na imprevisibilidade operacional no campo.
“O produtor deixa de trabalhar com uma janela bem definida e passa a lidar com decisões muito mais rápidas. Quando não há informação precisa, ele acaba reagindo ao clima, e não se antecipando a ele, o que normalmente resulta em perda de qualidade e de valor”, afirma.
Excesso de chuva aumenta risco de doenças e perda de qualidade
Historicamente, o Sul do Brasil sofre com excesso de precipitações durante eventos de El Niño, enquanto regiões do Norte e parte do Centro-Oeste podem enfrentar redução no volume de chuvas.
De acordo com Smolareck, o comportamento climático varia conforme a região, exigindo monitoramento contínuo por parte do produtor rural.
“O Brasil é muito grande para tratar o El Niño como um padrão único. O excesso de chuva em uma região pode significar escassez em outra. Por isso, o produtor precisa acompanhar o comportamento climático regional e monitorar o cenário constantemente”, explica.
Nas culturas de inverno, o excesso de umidade durante o desenvolvimento da lavoura pode comprometer tanto a produtividade quanto a qualidade final dos grãos.
“O aumento das chuvas favorece doenças fúngicas, amplia a incidência de grãos ardidos e manchados e reduz indicadores importantes de qualidade, como o peso hectolitro. Em situações mais severas, pode ocorrer germinação ainda na espiga ou na panícula”, destaca o agrônomo.
Outro impacto importante ocorre na operação de colheita. O solo excessivamente úmido reduz a janela operacional e dificulta a entrada de máquinas nas lavouras, obrigando muitos produtores a anteciparem a colheita com umidade acima do ideal para evitar perdas ainda maiores no campo.
Armazenagem também entra no radar das perdas financeiras
Os reflexos do El Niño não se limitam às lavouras. O pós-colheita também exige atenção redobrada, principalmente na armazenagem dos grãos.
Segundo estimativas da MOTOMCO, uma pequena variação de apenas 0,05% na medição de umidade em um silo com capacidade para 70 mil sacas de trigo pode gerar perdas equivalentes a todo esse volume ao longo da operação.
Considerando o preço médio da saca de trigo no Rio Grande do Sul em torno de R$ 75,84, o prejuízo potencial pode alcançar aproximadamente R$ 265 mil em apenas um silo.
Para Smolareck, a precisão na medição da umidade passa a ser estratégica em anos de maior instabilidade climática.
“O produtor passa meses conduzindo a lavoura e erra justamente no momento mais crítico, que é a colheita, por falta de informação. Muitas vezes ele só percebe o impacto da umidade depois da entrega do produto”, afirma.
“Em anos de El Niño, a diferença entre lucro e prejuízo começa na precisão da medição da umidade”, conclui o especialista.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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