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Certificação de ovos e frangos caipiras será tema de palestra no Avicultor Mais 2025 em BH

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A criação de frangos e ovos caipiras certificados será um dos destaques do evento Avicultor Mais 2025, que ocorre nesta quinta-feira (26/6), no Expominas, em Belo Horizonte (MG). A coordenadora estadual de Pequenos Animais da Emater-MG, Márcia Portugal, será a responsável por apresentar, às 16h30, no auditório 1, os principais critérios e vantagens do programa Certifica Minas, voltado para a produção legalizada, sustentável e com foco no bem-estar animal.

Durante a palestra, a especialista irá detalhar os conceitos e exigências do programa de certificação, criado pelo Governo de Minas Gerais com o objetivo de incentivar a melhoria da qualidade dos produtos agropecuários e ampliar o acesso dos agricultores familiares a novos mercados. Segundo Márcia, “obter a certificação não é difícil, mas exige atenção ao cumprimento de normas técnicas. A Emater-MG tem papel fundamental na orientação e assistência técnica para que o produtor consiga a certificação”.

Entre os critérios exigidos, destacam-se boas práticas de manejo, sanidade e gestão. No caso da produção de ovos caipiras, as galinhas precisam ser criadas soltas, com acesso a áreas externas (piquetes), onde possam expressar comportamentos naturais como ciscar e tomar sol. A alimentação deve ser exclusivamente vegetal, e as linhagens utilizadas devem ter maior resistência a doenças.

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Já para o frango caipira, as aves também devem ter espaço para livre movimentação e não podem receber promotores de crescimento, o que torna o desenvolvimento mais lento. A certificação exige ainda controle sanitário, rastreabilidade da produção e gestão eficiente da granja.

De acordo com Márcia Portugal, a certificação é voluntária, mas traz uma série de vantagens para o produtor. Além de agregar valor ao produto, permite o uso legal da denominação “caipira” nos rótulos e contribui para a organização da propriedade. “O produtor melhora a gestão, ganha em valorização comercial e tem acesso a melhores preços de venda”, destaca.

Para aderir ao programa Certifica Minas, o produtor precisa formalizar a solicitação junto ao Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), entregando os documentos exigidos e assinando o contrato e a proposta de serviço, que prevê auditoria na propriedade. A Emater-MG orienta os produtores em todas as etapas de adequação às normas.

A certificação envolve uma taxa de auditoria, mas agricultores familiares com DAP ativa (Declaração de Aptidão ao Pronaf) estão isentos do pagamento. Após a auditoria e aprovação, o produtor recebe o Certificado de Conformidade, podendo utilizar o selo oficial do programa em seus produtos.

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O Avicultor Mais 2025 tem como tema “Práticas sustentáveis e responsabilidade social para transformar o futuro” e deve reunir cerca de 5 mil visitantes. O evento contará com mais de 120 marcas expositoras em uma área de 10 mil m² no Expominas e é considerado um dos principais encontros do setor avícola do Brasil. A organização é da Avimig e do Sinpamig, com apoio de instituições como a ABPA, Instituto Ovos Brasil e o Conselho Regional de Medicina Veterinária de Minas Gerais.

Mais informações estão disponíveis no site oficial do evento: www.avimig.com.br.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações do agronegócio de Minas Gerais alcançam US$ 5,8 bilhões e mantêm estado entre líderes nacionais

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As exportações do agronegócio de Minas Gerais somaram US$ 5,8 bilhões entre janeiro e abril de 2026, consolidando o estado entre os três maiores exportadores do setor no Brasil. No período, foram embarcadas 4,8 milhões de toneladas de produtos agropecuários para mais de 160 países.

Apesar da retração de 11,9% no valor exportado e de 9,3% no volume em comparação ao mesmo período de 2025, Minas Gerais respondeu por 10,6% das exportações do agronegócio brasileiro, mantendo posição de destaque no comércio exterior nacional.

Segundo análise da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), a redução está concentrada em segmentos específicos de grande representatividade, especialmente café e complexo sucroalcooleiro, enquanto diversas outras cadeias produtivas apresentaram crescimento.

Diversificação fortalece desempenho do agro mineiro

De acordo com a assessora técnica da Seapa, Manoela Teixeira, o resultado evidencia o avanço da diversificação das exportações do estado.

Segmentos como carnes, sementes, algodão, papel, animais vivos, couros, frutas e bebidas registraram desempenho positivo, contribuindo para ampliar a presença de Minas Gerais em diferentes mercados internacionais.

O estado também mantém liderança em importantes cadeias exportadoras. No primeiro quadrimestre, Minas respondeu por:

  • 71% das exportações brasileiras de café;
  • 30,5% dos produtos apícolas;
  • 20,4% dos lácteos;
  • 12,8% das rações para animais;
  • 11,9% dos produtos hortícolas, leguminosas, raízes e tubérculos.

Ao todo, mais de 500 produtos diferentes foram comercializados no mercado internacional durante o período.

Café continua liderando exportações

O café permaneceu como principal produto da pauta exportadora mineira, gerando receita de US$ 3,2 bilhões.

Foram embarcadas aproximadamente 7,4 milhões de sacas ao exterior, porém o segmento registrou retração de 17,5% em valor e de 26% em volume na comparação com o primeiro quadrimestre do ano anterior.

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Mesmo com a queda, o produto continua sendo o principal responsável pelo desempenho do agronegócio estadual e pela forte presença mineira no comércio internacional.

Complexo soja mantém segunda posição

O complexo soja, formado por grãos, farelo e óleo, ocupou a segunda colocação entre os produtos mais exportados pelo estado.

As vendas externas totalizaram US$ 1,14 bilhão, com embarques de 2,71 milhões de toneladas.

Em relação ao mesmo período de 2025, houve redução de 2,8% na receita e de 8,9% no volume exportado.

Carnes lideram crescimento entre os principais setores

O grande destaque positivo do quadrimestre foi o segmento de carnes bovina, suína e de frango.

As exportações do setor alcançaram US$ 576,7 milhões e 160 mil toneladas, representando crescimento de 8,2% em valor e de 0,7% em volume.

A valorização da carne bovina no mercado internacional foi um dos principais fatores responsáveis pelo avanço da receita, reforçando a importância do segmento na pauta exportadora mineira.

Complexo sucroalcooleiro registra retração

As exportações do complexo sucroalcooleiro somaram US$ 268,7 milhões entre janeiro e abril.

O resultado representa queda de 22,9% na receita e recuo de 2,7% no volume embarcado em comparação ao mesmo período do ano passado.

A redução do valor médio da tonelada exportada foi um dos fatores que mais contribuíram para o desempenho negativo do setor.

União Europeia permanece principal destino

A União Europeia consolidou-se como o principal mercado para os produtos do agronegócio mineiro.

O bloco econômico importou US$ 1,7 bilhão em produtos do estado no primeiro quadrimestre, equivalente a 29,6% de toda a pauta exportadora do agro mineiro.

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Na comparação anual, houve queda moderada de 2,9% no valor e de 2,5% no volume embarcado.

O café continua dominando as vendas para o mercado europeu, representando 94,4% do valor exportado ao bloco.

Por outro lado, alguns segmentos vêm ampliando sua participação. Os produtos florestais registraram crescimento de 42,8% na receita, enquanto as exportações de carnes mais que dobraram, indicando oportunidades de diversificação e agregação de valor.

Mercosul amplia volume importado

Os países do Mercosul — Argentina, Uruguai, Paraguai e Bolívia — adquiriram US$ 82 milhões em produtos do agronegócio mineiro no período.

Embora a receita tenha recuado 2,1%, o volume exportado cresceu 10,1%, refletindo ajustes nos preços médios dos produtos comercializados.

A Argentina respondeu por 63,2% das compras do bloco, seguida por Uruguai, Paraguai e Bolívia.

Diferentemente da União Europeia, a pauta exportadora para o Mercosul apresenta maior diversidade. O café representa 38,3% das vendas, seguido por cacau e derivados, carnes, produtos vegetais, hortaliças, tubérculos, produtos florestais e alimentos processados.

Essa característica amplia as oportunidades para a indústria agroalimentar mineira, especialmente em segmentos de maior valor agregado, como bebidas, chocolates, lácteos e cafés especiais.

Perspectiva

Mesmo diante da retração observada no primeiro quadrimestre, Minas Gerais mantém posição estratégica no comércio exterior do agronegócio brasileiro. A força do café, o avanço das exportações de carnes e a crescente diversificação da pauta exportadora reforçam a competitividade do estado e ampliam as oportunidades de crescimento em mercados internacionais cada vez mais exigentes.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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