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Cesta básica: Rio de Janeiro lidera preços no país, mas registra maior queda em 6 meses
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Um levantamento da plataforma Cesta de Consumo NEOGRID & FGV IBRE revelou que, embora o Rio de Janeiro mantenha o maior custo da cesta básica entre as capitais analisadas, foi também a cidade que apresentou a maior queda nos preços nos últimos seis meses.
Em julho, o valor médio no Rio caiu 1,08%, acumulando uma retração de 5,97% no semestre. A cesta passou de R$ 1.019,77 em fevereiro para R$ 958,90, o menor patamar registrado em 2025.
Capitais com maiores reduções no custo da cesta básica
- São Paulo: queda de 1,70% em julho e de 4,56% no semestre, marcando o terceiro mês seguido de recuo.
- Curitiba: maior retração mensal, de 2,3%, com preço caindo de R$ 767,14 para R$ 746,46. No semestre, a baixa foi de 2,34%.
- Belo Horizonte: redução mensal de 2,24%, mas ainda acumula alta de 3,04% desde fevereiro.
- Fortaleza: recuo de 1,57% no mês, porém com alta acumulada de 2,09% no semestre.
- Brasília: queda de 2,45% em julho, mas avanço de 2,97% em seis meses.
- Manaus: diminuição de 1,62% em julho e recuo expressivo de 3,81% no semestre.
A única exceção foi Salvador, que registrou aumento de 0,56% em julho e inflação acumulada de 4,12% no semestre, sinalizando pressão inflacionária mais forte para os consumidores baianos.
Produtos que mais pesaram e os que aliviaram o bolso
Entre os alimentos, os legumes em Curitiba tiveram disparada de 23,71% em julho e acumulam alta de 32,76% no semestre. Já a carne bovina em São Paulo subiu 12,63% em julho, pressionada pelo avanço das exportações brasileiras — que cresceram em julho mesmo após os EUA anunciarem tarifas adicionais.
Outros destaques:
- Carne suína em Fortaleza: alta de 6,57% no mês e de 6,86% no semestre.
- Legumes em Belo Horizonte: queda de 10,12% em julho, com estabilidade no semestre.
- Legumes em Manaus: recuo de 5,70% no mês e de 2,96% no semestre.
- Frutas em Fortaleza: baixa de 5,69% em julho, mas alta de 4,63% no semestre.
- Frutas em Curitiba: queda de 3,67% em julho e de 7,98% no semestre.
Cesta ampliada: higiene e limpeza também no radar
A pesquisa também analisou a cesta ampliada, que inclui os 18 itens da cesta básica e mais 15 de higiene e limpeza. Em julho, Salvador (0,82%) e Belo Horizonte (0,29%) foram as únicas capitais com alta.
No acumulado semestral, Salvador lidera a inflação, com alta de 3,86%, enquanto Curitiba (-10,48%), Manaus (-8,54%) e Rio de Janeiro (-7,88%) tiveram as maiores quedas.
Entre os produtos com maior aumento, destacaram-se:
- Creme dental em Curitiba: +6,80% em julho e +8,46% no semestre.
- Creme de leite em São Paulo: +6,34% no mês.
- Batata congelada em Belo Horizonte: +5,68% no mês e +8,80% no semestre.
Já os itens que trouxeram alívio foram:
- Ovos de galinha em Manaus: -4,52% em julho.
- Enlatados em Curitiba: -3,67% no mês.
- Frutas em São Paulo: -3,47% em julho e -5,75% no semestre.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Safras reduz projeção da safra de algodão do Brasil em 2025/26 após queda de área plantada
A produção brasileira de algodão em pluma deve registrar queda significativa na safra 2025/26, segundo nova estimativa divulgada nesta quarta-feira pela consultoria Safras & Mercado.
A projeção foi revisada para 3,74 milhões de toneladas, abaixo da previsão anterior de 3,76 milhões de toneladas. O ajuste reflete principalmente a redução da área plantada em diversas regiões produtoras, diante de um cenário de preços menos atrativos e margens pressionadas no momento da semeadura.
Preços baixos reduzem estímulo ao plantio de algodão
De acordo com a consultoria, a retração na área cultivada ocorreu em meio à piora das condições econômicas para o produtor, especialmente devido aos custos elevados de produção e ao comportamento mais fraco das cotações internacionais da fibra.
O cenário reduziu o interesse de parte dos produtores pela expansão do cultivo na temporada 2025/26.
Com isso, a expectativa atual aponta para uma produção 11,5% menor em comparação à safra passada, quando o Brasil registrou volume recorde de 4,23 milhões de toneladas de algodão em pluma.
Brasil segue entre os maiores exportadores globais de algodão
Mesmo com a revisão para baixo, o Brasil permanece entre os principais produtores e exportadores mundiais de algodão, consolidando posição estratégica no mercado internacional da fibra.
Nas últimas temporadas, o país ampliou fortemente sua participação global, impulsionado principalmente pela alta produtividade das lavouras do Centro-Oeste, com destaque para Mato Grosso e Bahia.
No entanto, o setor enfrenta atualmente um ambiente de maior cautela, influenciado por:
- Preços internacionais mais pressionados
- Custos elevados de produção
- Margens mais apertadas no campo
- Oscilações na demanda global pela fibra
Mercado acompanha clima, exportações e demanda internacional
Além das questões econômicas, o mercado segue atento ao comportamento climático nas principais regiões produtoras e à evolução da demanda internacional, especialmente da indústria têxtil asiática.
O desempenho das exportações brasileiras também será determinante para o equilíbrio do mercado ao longo da temporada.
Apesar da perspectiva de queda na produção, o Brasil deve continuar com forte presença no comércio global de algodão, sustentado pela qualidade da fibra e pela competitividade logística conquistada nos últimos anos.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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