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China enfrenta impacto hídrico após décadas de reflorestamento em larga escala
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Reflorestamento massivo altera ciclo da água na China
Nas últimas décadas, a China protagonizou uma das maiores campanhas de reflorestamento do mundo, com o plantio contínuo de milhões de árvores, especialmente no norte do país. O projeto, inicialmente criado para conter a desertificação, recuperar solos degradados e melhorar a qualidade do ar, mudou significativamente o cenário ambiental chinês.
No entanto, estudos recentes apontam que essa expansão florestal também trouxe efeitos colaterais sobre o ciclo da água, modificando a disponibilidade hídrica em várias regiões.
Pesquisas revelam queda nos níveis de aquíferos
De acordo com pesquisa publicada na revista Earth’s Future, da União Geofísica Americana (AGU), áreas do norte da China registraram redução nos níveis dos aquíferos subterrâneos, um efeito diretamente relacionado à intensificação da cobertura vegetal.
As imagens de satélite analisadas mostram que as novas florestas, sobretudo aquelas formadas por espécies com alta demanda hídrica, passaram a consumir grandes volumes de água durante o crescimento acelerado. Essa alteração afetou a umidade do solo e reduziu a recarga natural dos aquíferos, especialmente em zonas já caracterizadas pela escassez de recursos hídricos.
Em alguns locais, a priorização da irrigação para o reflorestamento acabou diminuindo a disponibilidade de água para a agricultura e para os rios locais, alterando os padrões hidrológicos da região.
Desafio atual: equilibrar benefícios ambientais e consumo de água
Apesar dos impactos sobre os recursos hídricos, especialistas ressaltam que os ganhos ambientais da iniciativa — como a contenção do avanço dos desertos, a melhoria na qualidade do ar e o aumento da biodiversidade — continuam expressivos.
Diante dos novos desafios, o governo chinês busca ajustar suas políticas de reflorestamento. Entre as medidas estudadas estão a diversificação de espécies, o incentivo ao uso de plantas nativas e a redução da densidade de florestas em áreas sensíveis à escassez de água.
A meta agora é manter os avanços ambientais conquistados, sem comprometer o equilíbrio hídrico regional, num esforço de adaptação que pode servir de modelo para outras nações com projetos de reflorestamento em grande escala.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Exportações de proteínas animais disparam em maio e carne de frango lidera avanço brasileiro
As exportações brasileiras de proteínas animais seguem aquecidas em maio de 2026, reforçando o protagonismo do agronegócio nacional no comércio global de alimentos. Dados divulgados pela Secex apontam avanço consistente nos embarques de carne de frango e carne suína, com destaque para o desempenho do setor avícola, que lidera em volume e faturamento.
O cenário positivo reflete a forte demanda internacional pelas proteínas brasileiras, favorecida pela competitividade dos produtos nacionais e pela ampliação das compras em mercados estratégicos.
Carne de frango lidera exportações brasileiras de proteínas
A carne de frango manteve a liderança entre as proteínas animais exportadas pelo Brasil neste mês. Segundo os dados da Secex, os embarques de carnes de aves e miudezas comestíveis frescas, refrigeradas ou congeladas somaram 238,3 mil toneladas até a segunda semana de maio.
A receita acumulada alcançou US$ 450,4 milhões no período, com média diária de US$ 45 milhões. O volume médio exportado ficou em 23,8 mil toneladas por dia útil.
Além do elevado ritmo de embarques, o setor avícola brasileiro manteve forte competitividade internacional. O preço médio da proteína exportada foi de US$ 1.889,9 por tonelada, consolidando o Brasil entre os principais fornecedores globais de carne de frango.
O desempenho positivo ocorre em meio ao aumento da demanda internacional por proteínas de menor custo e ao fortalecimento das exportações brasileiras para mercados da Ásia, Oriente Médio e América Latina.
Carne suína mantém crescimento nas vendas externas
A carne suína também apresentou resultado expressivo nas exportações brasileiras ao longo da primeira metade de maio. De acordo com a Secex, os embarques de carne suína fresca, refrigerada ou congelada totalizaram 55,5 mil toneladas no período.
A receita gerada pelas vendas externas chegou a US$ 138,4 milhões, com média diária de faturamento de US$ 13,8 milhões.
O volume médio exportado ficou em 5,5 mil toneladas por dia útil, enquanto o preço médio negociado atingiu US$ 2.491,6 por tonelada.
Mesmo com volume inferior ao registrado pela carne de frango, o setor suinícola brasileiro segue sustentado pela ampliação da demanda internacional e pela consolidação da proteína nacional em importantes mercados importadores.
A valorização dos preços médios também reforça a competitividade da carne suína brasileira no mercado externo.
Exportações de pescado têm menor participação em maio
Entre os segmentos analisados pela Secex, o pescado inteiro vivo, morto ou refrigerado apresentou participação mais modesta nas exportações brasileiras em maio.
Até a segunda semana do mês, o setor embarcou 419,7 toneladas, gerando receita de US$ 2,15 milhões.
A média diária de faturamento ficou em US$ 215 mil, enquanto o volume médio exportado atingiu 42 toneladas por dia útil.
Apesar da menor representatividade em relação às carnes de aves e suína, o pescado registrou o maior valor médio por tonelada entre as proteínas analisadas. O preço médio negociado alcançou US$ 5.122,9 por tonelada exportada.
Agronegócio brasileiro mantém força no mercado global
O avanço das exportações de proteínas animais reforça a posição estratégica do Brasil como um dos maiores fornecedores mundiais de alimentos.
O desempenho positivo de frango, carne suína e pescado em maio mostra a força do setor exportador brasileiro, que segue beneficiado pela demanda internacional aquecida, pelo câmbio favorável e pela competitividade da produção nacional.
A expectativa do mercado é de continuidade no ritmo elevado de embarques ao longo do segundo trimestre, especialmente para os segmentos de aves e suínos, que seguem ampliando presença nos principais destinos globais.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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