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China impulsiona exportações e Brasil bate recorde histórico de embarques em abril

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O Brasil voltou a registrar desempenho histórico nas exportações de soja e reforçou sua posição como principal fornecedor global do grão. Em abril, o país embarcou 16,75 milhões de toneladas da oleaginosa, maior volume já registrado para o mês na série histórica da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

O resultado representa crescimento de 15,35% em relação a março e avanço de 9,6% na comparação com abril do ano passado. O ritmo acelerado das vendas externas foi puxado principalmente pela demanda da China, principal destino da soja brasileira.

Os embarques ao mercado chinês aumentaram 17,6% entre março e abril, mantendo o país asiático como principal motor das exportações brasileiras. O movimento ocorre em um momento de grande disponibilidade de soja no mercado interno, fator que amplia a competitividade do produto brasileiro frente a outros exportadores internacionais.

Além da demanda aquecida, o setor também é beneficiado pela boa produção nacional, pela logística mais eficiente durante o período de escoamento da safra e pela forte presença do Brasil no comércio mundial da commodity.

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Mesmo com a pressão sobre os preços internos, causada pela ampla oferta do grão no país, as exportações seguem funcionando como importante sustentação para a renda do setor. Na avaliação de analistas do mercado, o fluxo elevado de embarques ajuda a absorver parte da safra e evita quedas ainda maiores nas cotações pagas ao produtor.

Segundo o Cepea, o desempenho das vendas externas ganha ainda mais relevância em um cenário de recuo dos preços domésticos e oscilações cambiais. Para produtores, cooperativas e tradings, o mercado internacional continua sendo decisivo para manter o equilíbrio da cadeia da soja.

No acumulado dos quatro primeiros meses de 2026, o Brasil exportou 40,24 milhões de toneladas de soja, também um recorde para o período, conforme os dados analisados pelo Cepea.

O desempenho confirma a força do agronegócio brasileiro no mercado global, mas também evidencia a forte dependência da demanda chinesa. Especialistas do setor acompanham de perto o comportamento das compras asiáticas, além das variações do dólar e do desenvolvimento da safra norte-americana, fatores que devem continuar influenciando os preços e a competitividade da soja brasileira nos próximos meses.

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Fonte: Pensar Agro

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Milho pode perder o equivalente a 87 quilos de ureia por hectare

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Um estudo realizado durante duas safras de milho na Argentina mostrou que o uso de um inibidor de urease pode reduzir pela metade, ou até mais, a quantidade de nitrogênio perdida para a atmosfera depois da adubação. Nos ensaios, a ureia convencional perdeu até 20% do nutriente aplicado, enquanto a tratada com o inibidor limitou as perdas a, no máximo, 7%.

O trabalho foi conduzido em campo pelo Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária (Inta), na região argentina de Paraná, nas temporadas 2024/25 e 2025/26. O objetivo era comparar o comportamento da ureia comum com o de uma formulação tratada para retardar a volatilização de amônia.

A volatilização ocorre quando parte do nitrogênio presente na ureia se transforma em amônia e escapa para a atmosfera. Isso significa que uma parcela do fertilizante comprado, transportado e distribuído na lavoura deixa de estar disponível para as raízes do milho.

A urease é uma enzima naturalmente presente no solo e responsável por acelerar a transformação da ureia. O inibidor desacelera esse processo durante alguns dias, ampliando a possibilidade de o fertilizante ser incorporado ao solo pela chuva e reduzindo sua exposição na superfície.

Para fazer a comparação, os pesquisadores aplicaram doses de 100 e 200 quilos de nitrogênio por hectare, além de manter uma área sem adubação. As aplicações foram realizadas após chuvas de 24 a 39 milímetros, quando o solo ainda estava úmido e apresentava condições favoráveis à volatilização. As perdas foram acompanhadas nos dias seguintes.

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A maior liberação de amônia pela ureia convencional ocorreu entre o segundo e o terceiro dia depois da aplicação. Na safra 2024/25, entre 14% e 15% do nitrogênio aplicado com essa fonte foi perdido. Com o inibidor, o índice caiu para uma faixa de 6% a 7%.

Na temporada 2025/26, a diferença aumentou. A ureia convencional perdeu entre 13% e 20% do nitrogênio, enquanto a formulação tratada ficou entre 5% e 6%. Os resultados mostram que o inibidor não elimina a volatilização, mas reduz de maneira significativa o volume desperdiçado em situações de maior risco.

Na prática, o prejuízo pode ser expressivo. Em uma adubação de 200 quilos de nitrogênio por hectare, uma perda de 20% representa 40 quilos do nutriente. Como a ureia contém aproximadamente 46% de nitrogênio, isso equivale a cerca de 87 quilos do fertilizante por hectare.

Com o inibidor, a perda observada na mesma dose corresponderia a aproximadamente 22 a 30 quilos de ureia por hectare. Na maior diferença registrada pelo estudo, o tratamento preservou o equivalente a cerca de 65 quilos de ureia em cada hectare.

Se a tonelada do fertilizante custar R$ 3 mil, apenas para ilustrar o tamanho econômico do problema, a perda máxima identificada no estudo corresponderia a R$ 261 por hectare. Em uma lavoura de mil hectares, o desperdício chegaria a R$ 261 mil. O uso do inibidor poderia preservar até R$ 196 mil desse valor, antes de descontar o custo adicional do tratamento.

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O estudo, entretanto, não encontrou diferença estatística de produtividade entre a ureia convencional e a tratada. Os rendimentos variaram de 5.277 a 11.915 quilos de milho por hectare e responderam principalmente à quantidade de nitrogênio aplicada.

Isso significa que conservar mais nitrogênio no solo não garante, isoladamente, uma colheita maior. A resposta do milho também depende da disponibilidade de água, da fertilidade, do potencial da lavoura e do equilíbrio com os demais nutrientes. O benefício imediato demonstrado pela pesquisa foi a redução do desperdício, e não um aumento comprovado da produtividade.

Os resultados também não significam que o inibidor será economicamente vantajoso em todas as aplicações. A decisão depende da diferença de preço entre as duas fontes, do risco de volatilização, das condições do solo e da possibilidade de chuva suficiente para incorporar a ureia depois da adubação.

Embora tenha sido realizado na Argentina, o estudo ajuda a dimensionar um problema enfrentado pelos produtores brasileiros. Ele mostra que, sob condições favoráveis à volatilização, o prejuízo não está apenas na eventual perda de rendimento da lavoura, mas no fertilizante pago pelo produtor que desaparece antes de cumprir sua função.

Fonte: Pensar Agro

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