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Chuvas intensas comprometem reta final da colheita de arroz no Rio Grande do Sul

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Chuvas causam prejuízos nas lavouras de arroz

As chuvas registradas nos últimos dias têm provocado sérios prejuízos às lavouras de arroz em diferentes regiões produtoras do Rio Grande do Sul. De acordo com a Federação das Associações de Arrozeiros do Estado (Federarroz), os agricultores enfrentam crescente preocupação diante dos efeitos do acamamento – fenômeno em que as plantas tombam devido à ação de ventos fortes ou excesso de umidade.

Mais da metade da colheita já foi realizada

O problema ocorre em um momento delicado da safra, uma vez que mais de 50% da área plantada já foi colhida. A ocorrência do acamamento pode dificultar a colheita do restante da área e comprometer os resultados esperados pelos produtores.

Produtividade pode ser afetada, alerta Federarroz

Segundo o presidente da Federarroz, Alexandre Velho, a situação verificada em campo pode ter um impacto direto na produtividade. “As chuvas da semana passada causaram grandes transtornos e agravaram o problema de acamamento em várias regiões produtoras do Estado. Isso preocupa os produtores e deve alterar significativamente a produtividade nesta etapa final da colheita”, declarou.

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Problemas atingem várias regiões orizícolas do Estado

Relatórios encaminhados à entidade apontam que o problema tem afetado municípios em diversas regiões produtoras de arroz do Estado. A Federarroz destaca ainda que, além das chuvas, a recente queda nas temperaturas também tem causado danos às lavouras, o que tende a influenciar negativamente os números finais da safra.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Avicultura brasileira bate recorde na produção de carne de frango, enquanto oferta menor impulsiona preços dos ovos

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A avicultura brasileira iniciou 2026 com cenários distintos para seus principais segmentos. Enquanto a produção de carne de frango atingiu um novo recorde histórico para o primeiro trimestre do ano, o setor de ovos registrou redução na oferta, movimento que contribuiu para a elevação dos preços ao produtor. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e analisados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

No mercado de carne de frango, as cotações seguem em trajetória de alta desde o início de junho, comportamento considerado atípico para o período da segunda quinzena do mês, quando tradicionalmente a demanda apresenta desaceleração. Segundo o Cepea, a valorização foi observada em todas as regiões monitoradas e está relacionada à retomada gradual do consumo e ao equilíbrio entre oferta e demanda no mercado doméstico.

Produção de carne de frango alcança maior volume da série histórica

Além da firmeza nos preços, o setor avícola registrou um marco produtivo. De acordo com o IBGE, a produção nacional de carne de frango somou 3,734 milhões de toneladas entre janeiro e março de 2026, o maior volume já registrado para um primeiro trimestre desde o início da série histórica, em 1997.

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O resultado representa crescimento de 2,2% em relação ao quarto trimestre de 2025 e avanço expressivo de 6,9% na comparação com o mesmo período do ano passado, quando a produção totalizou 3,492 milhões de toneladas.

O desempenho reforça a competitividade da avicultura brasileira, sustentada pelo aumento da produtividade, pela demanda doméstica consistente e pelo fortalecimento das exportações, fatores que mantêm o setor entre os mais relevantes do agronegócio nacional.

Menor produção de ovos reduz oferta e eleva preços

Em sentido oposto, a produção brasileira de ovos para consumo apresentou retração no início deste ano. Segundo os dados do IBGE compilados pelo Cepea, foram produzidas 995,5 milhões de dúzias entre janeiro e março de 2026.

O volume ficou 0,5% abaixo do registrado no primeiro trimestre de 2025 e recuou 3,8% em relação ao último trimestre do ano passado, indicando uma desaceleração na oferta interna.

Com menor disponibilidade do produto no mercado, os preços reagiram positivamente. Em Bastos (SP), principal referência nacional da atividade, a média dos ovos brancos tipo extra, comercializados na modalidade FOB, atingiu R$ 147,20 por caixa com 30 dúzias no primeiro trimestre, alta real de 8,7% frente ao trimestre anterior, considerando os valores corrigidos pelo IGP-DI de maio de 2026.

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No caso dos ovos vermelhos, a valorização foi ainda mais intensa. A média alcançou R$ 167,04 por caixa, avanço real de 11,5% na mesma base de comparação.

Perspectivas para o setor avícola

Os dados do primeiro trimestre mostram um setor avícola aquecido, com a cadeia da carne de frango ampliando sua produção e registrando recuperação da demanda, enquanto o mercado de ovos encontra suporte em uma oferta mais restrita.

Para os próximos meses, agentes do setor acompanham de perto a evolução do consumo interno, os custos de produção e o desempenho das exportações, fatores que deverão continuar influenciando a formação dos preços e o ritmo produtivo da avicultura brasileira ao longo de 2026.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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