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CNA orienta produtores rurais sobre novas regras de emissão de notas fiscais e tributação a partir de 2026
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A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) emitiu um alerta aos produtores rurais sobre as mudanças no sistema de tributação sobre consumo que começaram a valer em 1º de janeiro de 2026.
O novo modelo faz parte da Reforma Tributária e traz ajustes importantes na forma de emissão de notas fiscais eletrônicas, exigindo que os produtores se adequem até o fim do ano.
De acordo com Renato Conchon, coordenador do Núcleo Econômico da CNA, todos os produtores que utilizam sistemas próprios para emissão de notas devem solicitar a atualização para o novo padrão estabelecido pela Receita Federal.
“Quem não fizer essa adequação poderá enfrentar problemas a partir de 2026”, alerta Conchon.
Novo sistema busca unificação e segurança jurídica
A atualização no modelo tributário tem como objetivo simplificar a cobrança de impostos e oferecer maior segurança jurídica ao produtor rural.
Com o novo sistema, o país adota uma estrutura baseada no Imposto sobre Valor Agregado (IVA), modelo amplamente utilizado em economias desenvolvidas.
No caso do Brasil, serão criados dois novos tributos:
- Imposto sobre Bens e Serviços (IBS);
- Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS).
Esses impostos substituirão, de forma gradual, os tributos atuais, unificando a legislação e reduzindo a complexidade do sistema tributário nacional.
Período de transição e alíquota-teste em 2026
Durante o ano de 2026, o país entrará em uma fase de transição, na qual os produtores deverão emitir notas fiscais já no novo modelo.
Conchon explica que, nesse período, será aplicada uma alíquota-teste de 1%, sem efeito prático na cobrança dos tributos.
“Essa fase servirá para calibrar as alíquotas reais e ajustar o funcionamento do sistema ao longo do ano”, destaca.
O coordenador orienta os produtores a realizarem a adaptação de forma planejada e gradual, envolvendo setores como contabilidade, jurídico, financeiro, comercial, recursos humanos e tecnologia da informação, garantindo uma migração segura e sem contratempos.
Benefícios da reforma para o produtor e o consumidor
Além de simplificar a tributação, a Reforma Tributária traz benefícios diretos tanto para os produtores quanto para os consumidores.
Conchon ressalta que o fim da cumulatividade dos tributos permitirá que os alimentos cheguem mais baratos ao consumidor final.
Para o setor agropecuário, os principais ganhos incluem:
- Redução de 60% nas alíquotas para o agro;
- Regime opcional para produtores com faturamento anual de até R$ 3,6 milhões;
- Isenção do imposto seletivo sobre produtos agropecuários;
- Tratamento diferenciado para cooperativas e biocombustíveis.
CNA disponibiliza canal exclusivo para tirar dúvidas
Para auxiliar os produtores durante o processo de adaptação, a CNA criou uma página especial com materiais explicativos, vídeos e perguntas e respostas sobre o novo modelo tributário.
O conteúdo está disponível no site oficial da instituição, no endereço:
👉 https://cnabrasil.org.br/paginas-especiais/reformatributaria
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Cachaças de Salinas brilham na Alimentaria 2026 em Barcelona
Minas Gerais apresenta a cachaça de alambique no maior evento europeu de alimentos
A qualidade e a diversidade das cachaças mineiras chamaram atenção na Alimentaria 2026, considerada a maior feira internacional de alimentos da Europa, realizada na última semana de março em Barcelona.
Minas esteve representada pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), em parceria com a Associação dos Produtores Artesanais de Cachaça de Salinas (Apacs), destacando o potencial da cachaça de alambique, licores à base de cachaça e a caipirinha em lata.
Versatilidade do produto atrai público B2B e novas oportunidades
Segundo Manoela Teixeira, assessora técnica da Seapa, a presença na feira evidenciou a versatilidade da cachaça mineira, tanto para consumo puro quanto em coquetelaria e novos formatos de mercado.
“Houve boa aceitação do público B2B nas degustações, além da aproximação com potenciais compradores, distribuidores e contatos institucionais que podem gerar parcerias internacionais”, afirmou.
Estratégia de promoção internacional reforça identidade e valor agregado
A participação integra a ação Agroexporta, iniciativa da Seapa para fortalecer as exportações de produtos agropecuários de Minas com identidade, origem e valor agregado. A cachaça de alambique, símbolo da cultura produtiva mineira, teve destaque nessa estratégia.
“Minas Gerais concentra o maior número de estabelecimentos regularizados do Brasil, cerca de 40% dos produtores, além de liderar em número de municípios com ao menos um elaborador registrado — 256 municípios, ou 30% do total do estado”, destacou Manoela Teixeira.
Exportações de cachaça mineira e potencial de crescimento
A assessora ressalta o potencial de ampliação da presença da cachaça mineira no mercado internacional. Em 2025, Minas exportou cerca de US$ 1,5 milhão, o equivalente a 337 toneladas, representando 8,8% do valor exportado pelo país no setor.
No caso da Espanha, as exportações mineiras somaram US$ 18,9 mil, indicando espaço para crescimento naquele mercado.
Indicação de Procedência fortalece diferencial regional
A região de Salinas possui Indicação de Procedência (IP) “Região de Salinas”, que garante exclusividade de uso do nome apenas para cachaças produzidas na área delimitada, que abrange Salinas, Novorizonte e partes de Taiobeiras, Rubelita, Santa Cruz de Salinas e Fruta de Leite.
Participação da Apacs marca consolidação internacional
Para o presidente da Apacs, Jean Henrique de Oliveira, a feira representou um divisor de águas: “Com o apoio do Estado, foi possível mostrar um produto genuinamente brasileiro em uma feira internacional”.
A associação reúne 27 produtores associados, mais de 100 rótulos e cerca de 60 marcas, sendo responsável pela promoção da cachaça de alambique da região.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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