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Coamo antecipa R$ 200 milhões em sobras e beneficia mais de 32 mil cooperados no Sul e Centro-Oeste

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A Coamo Agroindustrial Cooperativa anunciou a antecipação de R$ 200 milhões em sobras a mais de 32,5 mil cooperados dos estados do Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul. O pagamento ocorre nesta quarta-feira (9) e integra o calendário anual da cooperativa, sendo popularmente conhecido como o “13º do cooperado”.

Pagamento é proporcional à movimentação dos associados

O valor repassado a cada cooperado é calculado com base em sua participação nas atividades da cooperativa ao longo do ano, incluindo a entrega de grãos e a compra de insumos agrícolas.

Segundo a Coamo, os pagamentos serão feitos da seguinte forma:

  • R$ 0,70 por saca de soja entregue;
  • R$ 0,20 por saca de milho;
  • R$ 0,20 por saca de trigo;
  • 1,5% sobre o valor total dos insumos adquiridos pelos cooperados.

O restante das sobras será distribuído após a Assembleia Geral Ordinária (AGO), programada para fevereiro de 2026.

Tradição de mais de meio século

De acordo com o presidente do Conselho de Administração da Coamo, José Aroldo Gallassini, a antecipação das sobras é uma tradição mantida desde a fundação da cooperativa, há 55 anos.

“A Coamo sempre teve o compromisso de realizar o pagamento antecipado das sobras no fim do ano. Essa prática valoriza o cooperado e reflete a solidez e o bom desempenho da nossa gestão”, destaca Gallassini.

O dirigente ressalta que o resultado positivo é fruto direto da participação dos cooperados e da eficiência administrativa da diretoria.

“Comemoramos novamente um bom desempenho, resultado da união e do trabalho conjunto entre os cooperados e a administração da Coamo”, completou.

Antecipação reforça renda e impulsiona o fim de ano no campo

O valor de R$ 200 milhões corresponde à movimentação registrada ao longo de 2025 e, segundo Gallassini, deve contribuir para que os associados tenham um final de ano mais tranquilo.

“É um montante expressivo, que o cooperado poderá utilizar como desejar — seja para investimentos na propriedade, pagamento de despesas ou planejamento da próxima safra”, afirmou o presidente.

Com atuação consolidada no agronegócio brasileiro, a Coamo reforça, com essa iniciativa, seu papel de fomentar o desenvolvimento econômico e social das regiões onde atua, fortalecendo o cooperativismo e garantindo a valorização dos produtores rurais associados.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos

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Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.

Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.

No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.

Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.

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O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.

No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.

Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.

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Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.

Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.

A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.

O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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