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Coamo anuncia investimento de R$ 3 bilhões em porto próprio em Santa Catarina
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A Coamo, maior cooperativa agrícola do Brasil, confirmou que vai investir R$ 3 bilhões na construção de um porto no município de Itapoá, no norte de Santa Catarina. O anúncio foi feito pelo governo estadual na segunda-feira (25) e ratificado pela cooperativa nesta terça-feira (26).
Estrutura e capacidade de movimentação
Segundo o governo catarinense, o empreendimento contará com três berços de atracação e terá capacidade para movimentar 11 milhões de toneladas por ano. A previsão é que a operação do porto comece em 2030.
Diversificação dos terminais
De acordo com a nota oficial, o novo complexo portuário será destinado ao embarque e desembarque de granéis agrícolas, combustíveis líquidos, fertilizantes e GLP (gás liquefeito de petróleo).
Expansão das operações da cooperativa
Atualmente, a Coamo já atua no porto de Paranaguá (PR), de onde escoa grãos como soja, milho e trigo produzidos por seus 32 mil cooperados. Em 2024, a cooperativa registrou faturamento de R$ 28,8 bilhões.
Segundo o presidente da Coamo, Airton Galinari, a expansão é estratégica para ampliar os negócios.
“Esse é um sonho dos nossos produtores. Nós já temos dois terminais em Paranaguá, onde escoamos quase 5 milhões de toneladas por ano. Sentimos a necessidade dessa expansão porque há operações que ainda não conseguimos realizar”, afirmou.
Fonte: Portal do Agronegócio
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Títulos privados do agro movimentam R$ 580,78 bilhões em CPR no início da safra 2026/27
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) divulgou as finanças privadas do agro. Em julho de 2026, os estoques de Cédula de Produto Rural (CPR) totalizaram R$ 580,78 bilhões, distribuídos em 372 mil cédulas, com ticket médio de R$ 1,56 milhão. Considerando apenas os títulos emitidos em julho, primeiro mês da safra 2026/27, foram registrados R$ 37,53 bilhões em novas CPR.
Os estoques de Letra de Crédito do Agronegócio (LCA) somaram R$ 560,37 bilhões. Pelas regras atuais do Manual de Crédito Rural, pelo menos 60% desse valor, equivalente a R$ 336,22 bilhões, precisa ser reaplicado no financiamento do setor agropecuário. Desse montante, pelo menos 45%, ou R$ 151,30 bilhões, precisa ser direcionado ao crédito rural oficial. Os valores consideram recursos destinados à safra atual e contratos ainda em aberto de safras anteriores.
Em julho, os estoques de Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRA) e de Certificado de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA) foram de R$ 174,20 bilhões e R$ 30,21 bilhões, respectivamente.
No caso dos Fundos de Investimento em Cadeias Agroindustriais (Fiagro), considerando os dados de junho de 2026, o patrimônio líquido totalizou R$ 64,13 bilhões, distribuídos em 285 fundos.
Os dados são do Departamento de Política de Financiamento ao Setor Agropecuário da Secretaria de Política Agrícola do Mapa.
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