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Colheita brasileira avança e pressiona preços do café nesta segunda-feira

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Avanço da colheita influencia o mercado

Os preços do café registraram queda na manhã desta segunda-feira (21), influenciados pelo avanço da colheita da safra 2025/26 no Brasil. De acordo com levantamento da consultoria Safras & Mercado, até o dia 16 de julho, 77% da safra nacional já havia sido colhida. Esse percentual está acima dos 74% registrados no mesmo período de 2024 e da média dos últimos cinco anos, que é de 69%.

Ainda segundo a análise, a colheita de café robusta estava praticamente concluída, com 93% dos grãos já retirados dos campos até 9 de julho. No caso do arábica, 67% da produção havia sido colhida na mesma data.

Fundamentos do mercado permanecem delicados

Apesar do bom ritmo da colheita, os fundamentos do mercado continuam preocupando. Conforme destacou o boletim do Escritório Carvalhaes, os estoques globais seguem em níveis historicamente baixos — tanto nos países produtores quanto nos consumidores. O clima irregular e o equilíbrio instável entre produção e consumo mundial seguem como fatores de risco para o setor.

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O documento ainda aponta que os números atuais confirmam as previsões de agrônomos e produtores. A safra de conilon (robusta) deve ser maior que a do ano passado, enquanto a de arábica tende a ser inferior à colheita anterior. Há preocupação especialmente com o beneficiamento da nova safra de arábica, já que os dados indicam uma quebra mais acentuada que o normal.

Preços recuam nas bolsas internacionais

Por volta das 9h30 (horário de Brasília), os contratos futuros do café operavam em queda significativa. O café arábica caía 360 pontos no vencimento de julho/2025, negociado a 308,90 cents por libra-peso. Para setembro/2025, a baixa era de 345 pontos, cotado a 300,15 cents/lbp. Já o contrato de dezembro/2025 recuava 330 pontos, sendo negociado a 292,65 cents/lbp.

No mercado do robusta, as perdas também eram expressivas: o contrato de julho/2025 registrava queda de US$ 82, cotado a US$ 3.570 por tonelada. Para setembro/2025, a baixa era de US$ 78 (US$ 3.270/t), enquanto o contrato de novembro/2025 apresentava recuo de US$ 70, negociado a US$ 3.252/t.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Safra de milho safrinha 2026 inicia no Paraná com expectativa de alta produtividade e grãos de qualidade

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As primeiras áreas de milho safrinha 2026 começam a ser colhidas nas regiões de atuação da Cocari no Paraná, trazendo perspectivas positivas para os produtores. Municípios como Itambé e Marialva já iniciam os trabalhos de retirada dos grãos, com lavouras apresentando bom desenvolvimento, qualidade e potencial produtivo.

Apesar dos desafios enfrentados durante o ciclo, como períodos de estiagem, altas temperaturas, pressão de pragas e ocorrência de doenças foliares, as condições climáticas posteriores e o manejo técnico adequado contribuíram para preservar o desempenho das lavouras.

Chuvas favoreceram recuperação das lavouras

Nas regiões conhecidas como Paraná Alto e Paraná Baixo, o milho apresentou evolução satisfatória ao longo do desenvolvimento vegetativo e reprodutivo.

Após um início marcado por déficit hídrico e temperaturas elevadas, as chuvas passaram a ocorrer de forma mais regular, permitindo a recuperação das áreas e sustentando o potencial produtivo da cultura.

O resultado é um cenário otimista para os produtores, que agora acompanham o avanço das colheitas com expectativa de bons rendimentos por hectare.

Manejo foi decisivo para controlar lagarta-do-cartucho

De acordo com técnicos da Cocari, uma das principais preocupações da safra foi a elevada pressão da lagarta-do-cartucho, considerada uma das pragas mais importantes da cultura do milho.

As condições climáticas do início da temporada favoreceram a infestação, exigindo monitoramento constante e aplicações criteriosas de defensivos para garantir eficiência no controle.

Com a regularização das chuvas e o crescimento acelerado das plantas, houve uma nova onda de infestação em diversas áreas. Nesse cenário, o acompanhamento técnico e as vistorias frequentes foram fundamentais para definir o momento correto das intervenções e evitar perdas produtivas.

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Doenças foliares exigiram atenção dos produtores

Outro desafio enfrentado durante a safra ocorreu no início de maio, quando o elevado volume de chuvas, associado à baixa incidência de luz solar, criou condições favoráveis ao desenvolvimento de doenças foliares.

Entre os principais problemas observados estiveram as manchas causadas por Bipolaris maydis e a cercosporiose, enfermidades capazes de comprometer o enchimento dos grãos e reduzir a produtividade.

Segundo os especialistas, os produtores que adotaram estratégias preventivas e seguiram as recomendações técnicas desde o início do ciclo obtiveram melhores resultados, com maior eficiência no controle fitossanitário e melhor conservação do potencial produtivo das lavouras.

Marialva registra cenário favorável para a colheita

Na região de Marialva, incluindo os distritos de Aquidaban e São Luiz, as perspectivas também são positivas.

As chuvas bem distribuídas ao longo do ciclo favoreceram o crescimento das plantas e o enchimento dos grãos. Além disso, a ausência de geadas e de outros eventos climáticos severos contribuiu para a manutenção das lavouras em boas condições.

As áreas apresentam bom vigor vegetativo, baixo índice de doenças e potencial elevado de produtividade, reforçando a expectativa de uma colheita acima da média.

Quebra de resistência da lagarta preocupa setor

Mesmo com o cenário favorável, técnicos observaram em algumas propriedades sinais de redução da eficiência de determinadas tecnologias Bt utilizadas no controle da lagarta-do-cartucho.

O fenômeno está relacionado ao processo de adaptação e quebra de resistência das populações da praga às proteínas inseticidas presentes em alguns híbridos.

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A situação reforça a importância do monitoramento contínuo das lavouras, da adoção correta das áreas de refúgio e da integração de diferentes estratégias de manejo para preservar a eficácia das tecnologias disponíveis.

Aquidaban terá colheita mais tardia

Na região de Aquidaban, a colheita ainda ocorre de forma pontual. As primeiras áreas foram colhidas no início de junho, mas a maior parte das lavouras deverá ser colhida nas próximas semanas.

O atraso está relacionado ao plantio realizado mais tarde nesta temporada. Ainda assim, a avaliação técnica aponta que a maioria das áreas apresenta bom potencial produtivo e perspectivas favoráveis para os produtores.

Campos Gerais concentram esforços nas culturas de inverno

Enquanto o milho safrinha entra em fase de colheita nas regiões Norte e Noroeste do Paraná, os produtores dos Campos Gerais mantêm o foco nas culturas de inverno.

Na região, o calendário agrícola prevê o plantio do milho apenas entre agosto e setembro. Neste momento, as atenções estão voltadas principalmente para o trigo, que inicia seu ciclo de desenvolvimento.

Safra caminha para resultados positivos

Com as primeiras colheitas confirmando boas produtividades e a maior parte das lavouras apresentando excelente potencial, a safra de milho safrinha 2026 nas regiões atendidas pela Cocari segue com perspectivas animadoras.

O desempenho observado até o momento reflete a combinação de condições climáticas favoráveis durante fases decisivas do ciclo, planejamento técnico, monitoramento constante e adoção de práticas de manejo que permitiram superar os desafios enfrentados ao longo da temporada.

Fonte: Portal do Agronegócio

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